Diário de Lisboa, 1 de Abril de 1942
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segunda-feira, 1 de abril de 2019
segunda-feira, 18 de março de 2019
«Escaparate de Utilidades»
Ovomaltine
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segunda-feira, 12 de março de 2018
«Escaparate de Utilidades»
Garagem Passos Manuel
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017
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Lápis Viarco
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segunda-feira, 4 de julho de 2016
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Estoril,Costa do Sol
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segunda-feira, 27 de junho de 2016
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Saltratos Rodel
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
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Ovochocolate Mitzi
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015
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Creme Matité
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
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Grandioso Festival em Cascais
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segunda-feira, 13 de julho de 2015
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segunda-feira, 15 de junho de 2015
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Cafeteira Electrica Imperial
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segunda-feira, 16 de março de 2015
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Sal Digestivo Ferba
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segunda-feira, 2 de março de 2015
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Produtos Tho-Radia
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
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Ovochocolate Mitzi
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
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Armazens do Chiado, Aviso ao Público
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segunda-feira, 9 de junho de 2014
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Creme Solicreme
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segunda-feira, 2 de junho de 2014
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Salão Anita (4)
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segunda-feira, 24 de março de 2014
«Escaparate de Utilidades»
Carioca, encomendas para prisioneiros de guerra
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Assinaturas dos primeiros americanos que aterraram em Lisboa
É uma nota britânica de dez xelins assinada por vários pilotos de caça americanos da II Guerra Mundial, e onde estão os nomes dos dois primeiros americanos que aterraram no nosso país, em Novembro de 1942.
A primeira assinatura é de Jack Ilfrey (assinalado com a seta vermelha), que protagonizou uma rocambolesca fuga do Aeroporto de Lisboa, e a outra é de James Harman (segundo nome depois de Ilfrey), que esteve internado no nosso país e acabaria por morrer em combate no Norte de África.
A nota foi-me enviada por Mike Allard, que em Janeiro deste ano tinha enviado uma outra “Short Snorter” com as assinaturas do grupo americano que, em finais de 1943, esteve em Portugal para ensinar a nossa Aeronáutica Militar a voar e a reparar alguns bombardeiros e caças que aqui tinham aterrado nos meses anteriores. Allard procurava especificamente identificar um português que também assinou aquela nota.
As “Short Snorters" fazem parte da história dos primórdios da aviação americana. Quando duas pessoas realizavam viagens aéreas em conjunto assinavam os nomes numa nota de baixo valor que era guardada como recordação.
Neste caso a nota pertencia, segundo informação de Mike Allard, a Clifford D. Molzahn, um dos outros pilotos da 94ª Esquadrilha de Caça da USAAF. As assinaturas terão sido reunidas entre Junho e Agosto de 1942, quando esta esquadrilha esteve baseada em Kirton-in-Lindsey. Meses depois Ilfrey e Harman aterrariam em Lisboa.
A louca fuga de Ilfrey
Em Novembro de 1942 os americanos invadiam o Norte de África, na célebre operação Torch (Tocha). O desembarque deu-se nas zonas francesas de Marrocos e colocaram numa tenaz as forças alemãs de Rommel, exprimidas entre o exército americano e os britânicos de Montgomery que avançavam do Egipto.
Nos dias e semanas seguintes os céus portugueses ficaram saturados de aviões que saiam de Inglaterra em direcção ao Norte de África. Passavam esquadrilhas inteiras e o ronronar dos motores era, por vezes, contínuo durante horas.
O Governo de Salazar protestou primeiro com os ingleses. Estes mandaram dizer que os aparelhos eram americanos que, apesar dos protestos, pouco fizeram.
Jack Ilfrey era um dos jovens pilotos que viajava num desses grupos. No dia 15 de Novembro, a sua esquadrilha levantou voo e descreveu um arco pelo atlântico para evitar voar directamente sobre Portugal. A perda de um dos depósitos suplementares que tinha nas asas impossibilitava-o de chegar quer ao Norte de África quer a Gibraltar.
No "briefing", antes da partida, todos os pilotos tinham sido avisados que em Lisboa, uma cidade, junto à boca de um grande rio, existia um aeroporto grande e moderno que permitia uma aterragem segura.
Ilfrey conseguiu encontrá-lo e pousou o seu caça P-38 sem grandes incidentes. Era o primeiro americano a aterrar em Portugal. Convidado a sair do avião foi levado para o edifício principal do aeroporto onde deu de caras com vários pilotos alemães, da Lufthansa, que ali se encontravam.
Segundo me escreveu, e também relatou num livro editado depois da guerra, sentiu-se extremamente desconfortável pelo facto de ser interrogado na frente dos “inimigos”…
Na companhia de um piloto português regressou mais tarde ao seu avião. Rodeado de civis e guardado por autoridades foi sentado aos comandos para explicar o seu funcionamento. O P-38 tinha sido reabastecido e o oficial português pretendia voá-lo até uma base militar portuguesa, mas nunca teria essa possibilidade.
A meio das explicações ouviu-se o ruído de um outro aparelho. No horizonte surgiu outro P-38, aparentemente com problemas num motor. Quando se fez à pista a multidão e os militares a cavalo deixaram Ilfrey e foram para junto da pista.
O americano aproveitou a oportunidade e ligou os motores. O português foi cuspido da asa e o caça com dupla cauda disparou pelo relvado, atravessou as pistas e parou apenas em Gibraltar.
O caso levantou graves problemas diplomáticos entre Portugal e os EUA. Os Ingleses, também parte interessada, meteram água na fervura, mas o incidente veio criar graves problema no relacionamento difícil que já existia com os americanos.
Harman, o primeiro em Elvas
O outro P-38 trazia aos comandos o capitão James Harman que se viu cercado e arrancado do seu aparelho por militares portugueses pouco satisfeitos com o que acabara de acontecer. Mais tarde contaria a Ilfrey que não percebera nada do que se passara, apenas sentira uma grande hostilidade.
Esse sentimento iria desaparecer mais tarde em Elvas, local onde passaria o tempo de internamento no nosso país.
Nessa cidade alentejana, onde foi o primeiro piloto a chegar, estabeleceria contacto com um grupo de estudantes portugueses que arranhavam o inglês e estabeleceram laços – alguns duradouros – com vários aviadores que por ali passaram durante o ano de 1943.
Em Abril de 1943 já estava de regresso ao Norte de África e a 17 desse mês seria abatido.
Realizava uma escolta a bombardeiros quando sofreram um ataque de caças alemães. O P-38 que pilotava foi atingido e ele abandonou-o, mas momentos depois um inimigo atacou-o de novo. Harman, suspenso no para-quedas, não teve qualquer hipótese e foi mortalmente atingido. Segundo Ilfrey o seu corpo nunca seria encontrado.
Carlos Guerreiro
A primeira assinatura é de Jack Ilfrey (assinalado com a seta vermelha), que protagonizou uma rocambolesca fuga do Aeroporto de Lisboa, e a outra é de James Harman (segundo nome depois de Ilfrey), que esteve internado no nosso país e acabaria por morrer em combate no Norte de África.
A nota foi-me enviada por Mike Allard, que em Janeiro deste ano tinha enviado uma outra “Short Snorter” com as assinaturas do grupo americano que, em finais de 1943, esteve em Portugal para ensinar a nossa Aeronáutica Militar a voar e a reparar alguns bombardeiros e caças que aqui tinham aterrado nos meses anteriores. Allard procurava especificamente identificar um português que também assinou aquela nota.
As “Short Snorters" fazem parte da história dos primórdios da aviação americana. Quando duas pessoas realizavam viagens aéreas em conjunto assinavam os nomes numa nota de baixo valor que era guardada como recordação.
Neste caso a nota pertencia, segundo informação de Mike Allard, a Clifford D. Molzahn, um dos outros pilotos da 94ª Esquadrilha de Caça da USAAF. As assinaturas terão sido reunidas entre Junho e Agosto de 1942, quando esta esquadrilha esteve baseada em Kirton-in-Lindsey. Meses depois Ilfrey e Harman aterrariam em Lisboa.
A louca fuga de Ilfrey
Em Novembro de 1942 os americanos invadiam o Norte de África, na célebre operação Torch (Tocha). O desembarque deu-se nas zonas francesas de Marrocos e colocaram numa tenaz as forças alemãs de Rommel, exprimidas entre o exército americano e os britânicos de Montgomery que avançavam do Egipto.
Nos dias e semanas seguintes os céus portugueses ficaram saturados de aviões que saiam de Inglaterra em direcção ao Norte de África. Passavam esquadrilhas inteiras e o ronronar dos motores era, por vezes, contínuo durante horas.
Jack Ilfrey.
Jack Ilfrey era um dos jovens pilotos que viajava num desses grupos. No dia 15 de Novembro, a sua esquadrilha levantou voo e descreveu um arco pelo atlântico para evitar voar directamente sobre Portugal. A perda de um dos depósitos suplementares que tinha nas asas impossibilitava-o de chegar quer ao Norte de África quer a Gibraltar.
No "briefing", antes da partida, todos os pilotos tinham sido avisados que em Lisboa, uma cidade, junto à boca de um grande rio, existia um aeroporto grande e moderno que permitia uma aterragem segura.
Ilfrey conseguiu encontrá-lo e pousou o seu caça P-38 sem grandes incidentes. Era o primeiro americano a aterrar em Portugal. Convidado a sair do avião foi levado para o edifício principal do aeroporto onde deu de caras com vários pilotos alemães, da Lufthansa, que ali se encontravam.
Segundo me escreveu, e também relatou num livro editado depois da guerra, sentiu-se extremamente desconfortável pelo facto de ser interrogado na frente dos “inimigos”…
Na companhia de um piloto português regressou mais tarde ao seu avião. Rodeado de civis e guardado por autoridades foi sentado aos comandos para explicar o seu funcionamento. O P-38 tinha sido reabastecido e o oficial português pretendia voá-lo até uma base militar portuguesa, mas nunca teria essa possibilidade.
A meio das explicações ouviu-se o ruído de um outro aparelho. No horizonte surgiu outro P-38, aparentemente com problemas num motor. Quando se fez à pista a multidão e os militares a cavalo deixaram Ilfrey e foram para junto da pista.
O americano aproveitou a oportunidade e ligou os motores. O português foi cuspido da asa e o caça com dupla cauda disparou pelo relvado, atravessou as pistas e parou apenas em Gibraltar.
O caso levantou graves problemas diplomáticos entre Portugal e os EUA. Os Ingleses, também parte interessada, meteram água na fervura, mas o incidente veio criar graves problema no relacionamento difícil que já existia com os americanos.
Harman, o primeiro em Elvas
O outro P-38 trazia aos comandos o capitão James Harman que se viu cercado e arrancado do seu aparelho por militares portugueses pouco satisfeitos com o que acabara de acontecer. Mais tarde contaria a Ilfrey que não percebera nada do que se passara, apenas sentira uma grande hostilidade.
James Harman, de óculos escuros, entre estudantes e outros jovens de Elvas.
Esse sentimento iria desaparecer mais tarde em Elvas, local onde passaria o tempo de internamento no nosso país.
Nessa cidade alentejana, onde foi o primeiro piloto a chegar, estabeleceria contacto com um grupo de estudantes portugueses que arranhavam o inglês e estabeleceram laços – alguns duradouros – com vários aviadores que por ali passaram durante o ano de 1943.
Em Abril de 1943 já estava de regresso ao Norte de África e a 17 desse mês seria abatido.
Realizava uma escolta a bombardeiros quando sofreram um ataque de caças alemães. O P-38 que pilotava foi atingido e ele abandonou-o, mas momentos depois um inimigo atacou-o de novo. Harman, suspenso no para-quedas, não teve qualquer hipótese e foi mortalmente atingido. Segundo Ilfrey o seu corpo nunca seria encontrado.
Carlos Guerreiro
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
«Escaparate de Utilidades»
DROGARIA HERCULANO
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