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sábado, 17 de abril de 2010

Museu virtual Aristides Sousa Mendes


Vale a pena dar uma volta por este museu. Um projecto já com algum tempo e muito bem conseguido. Tem imagens espantosas do Portugal da II Guerra Mundial, da chegada dos refugiados e outros pormenores muito interessantes e que poucos conhecem. Demora algum tempo a ver tudo e, por isso, é preferível esperar pelo momento certo para aceder ai site...

De resto existe também um blog interessante que vai dando pistas sobre o país nos anos 40.

Um projecto bem documentado, de fácil acesso e muito interessante... na verdade algo pouco habitual por estes lados.

O endereço do site é:
http://mvasm.sapo.pt/

e do blog é:
http://aeiou.expresso.pt/museuvirtualasm

Os promotores do projecto querem passar à segunda fase e traduzir o site para Inglês. Isso era uma excelente realização...

Boas viagens pelo Portugal dos refugiados...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Exposição em Angra sobre a II Guerra Mundial


É uma exposição que deve valer a pena visitar até Junho em Angra do Heroísmo...

O Museu de Angra do Heroísmo terá patente até 13 de Junho, na Sala de Destaques, a exposição “Memórias de uma Encruzilhada: Ilha Terceira – Açores”.

A exposição ilustra a presença das Forças Britânicas e Americanas, na Ilha Terceira, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os Açores, devido à sua posição estratégica, se viram involuntariamente incluídos nos planos de guerra de todas as potências beligerantes.

Nesta exposição, apresentam-se memórias e recordações de um tempo que corria rápido para o Mundo e que levou a alterações definitivas, nele e nestas ilhas: distintivos, armas, fotografias, mapas, jornais da época e outros documentos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Faleceu tripulante do "Enola Gay"


Mais uma vez não é em Portugal, mas tem a ver com aviação. Faleceu mais um dos tripulantes do "Enola Gay". O caderno P2 do Público traz hoje notícia muito bem explicadinha...

Fica o link e a transcrição da notícia:
http://jornal.publico.pt/noticia/12-04-2010/temas-19165741.htm

1922-2010 Morris R. Jeppson
O jovem tenente que activou a bomba atómica e nunca se arrependeu

A 6 de Agosto de 1945 "Dick" ia a bordo do Enola Gay. Tinha uma missão a cumprir e cumpriu-a. Sem alegria, mas também sem remorsos. Viveu quase 65 anos com as memórias daquele dia



Morris R. Jeppson, um dos dois activadores que armaram a bomba atómica que foi lançada sobre Hiroxima em 1945, acelerando a rendição das tropas japonesas e o fim da Segunda Guerra Mundial, morreu a 30 de Março, aos 87 anos, num hospital de Las Vegas. A família não avançou com uma causa específica para a sua morte, mas declarou que ele fora hospitalizado devido a dores nas costas e uma forte dor de cabeça.

Conhecido como "Dick", Jeppson tinha 23 anos e era segundo-tenente da Força Aérea dos Estados Unidos quando embarcou no Enola Gay, um bombardeiro B-29, para aquela que seria a sua primeira e última missão de combate.

Foi às primeiras horas de 6 de Agosto de 1945, e "Little Boy", a bomba que iria apresentar ao mundo o conceito de armamento nuclear, estava na barriga do avião em modo de segurança. Tinha que ser armada durante o voo em direcção ao seu alvo, para evitar uma possível detonação durante a descolagem do avião.

Às duas horas e 45 minutos, o Enola Gay e a sua carga descolaram da ilha de Tinian, no arquipélago das Marianas, e dirigiram-se para Hiroxima, situada a 2900 quilómetros e seis horas de distância. O tenente Jeppson, oficial de testes de armamento, e o seu superior directo, capitão da Marinha William S. Parsons, içaram-se até ao compartimento do avião onde se encontrava a bomba para preparar a "Little Boy" para ser lançada.

Parsons era responsável pela instalação da carga que seria disparada para o núcleo de urânio da arma, desencadeando uma explosão nuclear. Jeppson activou o sistema eléctrico da bomba, retirando três cavilhas de segurança verdes e substituindo-as por cavilhas vermelhas para disparo.

Apenas os dois activadores sabem com certeza qual dos dois foi o último a tocar na cabeça da bomba que albergava o material explosivo e o detonador.

Mas é provável que tenha sido Jeppson a "colocar na bomba a última peça que a colocou operacional", afirma Dik Daso, conservador de aviões militares no Museu Nacional do Ar e do Espaço da Smithsonian Institution, em Washington.

Os dois homens terminaram o seu trabalho cerca de meia hora após a descolagem. Depois subiram para a cabina pressurizada e aguardaram mais cinco horas e meia até que o avião subitamente se elevou no ar, o que significava que a "Little Boy" tinha sido lançada.

O clarão surgiu 43 segundos depois, enviando uma imensa nuvem em forma de cogumelo em direcção ao céu e matando e ferindo mais de 100 mil pessoas. "Não senti na altura nenhuma alegria", disse Jeppson em 2005 à revista Time. "Foi um trabalho que estava terminado."

Um segredo bem guardado

O Enola Gay regressou a Tinian, onde os 12 homens da tripulação foram recebidos como heróis. Uma semana mais tarde, após uma segunda bomba atómica ter sido lançada sobre a cidade de Nagasáqui, os japoneses aceitaram render-se. A rendição oficial foi assinada a 2 de Setembro.

Jeppson recebeu a medalha Estrela de Prata e, enquanto civil, seguiu uma carreira na área da electrónica e de radiações aplicadas. Sempre manteve que não tinha remorsos em relação à bomba. Disse a jornalistas que o carro da sua mulher tinha um autocolante onde se lia "Se não tivesse acontecido Pearl Harbor, não teria acontecido Hiroxima."

Morris Richard Jeppson nasceu em Logan, no Utah, a 23 de Junho de 1922. Alistou-se na Força Aérea quando tinha 19 anos, ansioso por ser piloto. Mas, não conseguindo passar nos testes de visão, foi enviado para os programas de treino em electrónica e radar nas universidades de Yale e Harvard e no MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Integrou um pequeno grupo enviado para se juntar ao 509º Grupo Composto em Wendover, no Utah. Treinaram-se para a sua missão atómica em segredo na região dos lagos salgados de Bonneville, uma perturbadora paisagem lunar a oeste de Salt Lake City.

A preparação dos militares para o uso de uma bomba atómica era tão secreta que Jeppson teve que retirar as insígnias do seu uniforme quando visitou cientistas no Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México.

"As palavras "atómico" ou "nuclear" nunca eram ouvidas em Wendover", contou Jeppson a um jornal de Las Vegas em 2005. "A verdadeira missão do 509º Grupo era um segredo que foi mantido até estarmos no ar e a caminho de Hiroxima."

Depois da guerra

Após a guerra, Jeppson recebeu o bacharelato em Física pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Foi trabalhar no laboratório de radiações desta universidade e no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, e mais tarde fundou a sua própria companhia, que fabricava aceleradores lineares para investigação e aplicações médicas.

Em 1962, lançou uma segunda empresa, que produziu fornos de micro-ondas industriais. Reformou-se em 1970, após ter vendido esta companhia. Morou na Califórnia, até se mudar para Las Vegas, há cerca de 20 anos. O seu primeiro casamento, com Marge Jeppson, terminou em divórcio. Estão ainda vivos os seguintes familiares: a segunda esposa, Molly Ann Hussey, de Las Vegas, com quem esteve casado 49 anos; duas filhas do seu primeiro casamento - Carol English, de Medford, estado do Oregon, e Nancy Hoskins, de Colorado Springs; uma filha do segundo casamento, Sally Jeppson, de Gackle, Dakota do Norte; três enteados - Jane Ross, de Midland, Ontário, Mike Sullivan, de Pahrump, Nevada, e John Sullivan, de Lakeport, Califórnia; um irmão; 11 netos; e dez bisnetos.

Dos nove tripulantes e três cientistas que voaram até Hiroxima a bordo do Enola Gay, apenas um ainda sobrevive: o navegador Theodore van Kirk.

Em 2002, Jeppson abriu um cofre onde, ao longo de mais de meio século, tinha guardado duas cavilhas da bomba "Little Boy". Uma era uma cavilha de segurança verde; outra era uma sobressalente com cobertura vermelha. Vendeu-as em leilão por 167.500 dólares.

O Departamento de Justiça dos EUA processou-o, visando impedir que a venda se realizasse, argumentando que o desenho de peças de armamento era secreto.

Apoiando Jeppson, um juiz decidiu que as cavilhas poderiam ser entregues ao comprador, um antigo cientista de foguetões que afirma que a bomba o inspirou a ser físico.

Exclusivo PÚBLICO/The Washington Post

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Indíce Visão História


A Visão História já apresentou o "menu" da sua próxima edição dedicada à II Guerra Mundial. A revista estará cá fora no dia 15 com um centena de páginas...
Fica para já a ementa:

*Imagens

- Grandes fotografias da época
- Mapas

- A Guerra na Europa...
- ... e no Pacífico

*Cronologias
- 1919-1938, os anos entre as duas Grandes Guerras
- 1939-1945, os anos de chumbo

*Política

- Portugal, Salazar e a Guerra
Desde há décadas incensado pelos seus admiradores por ter mantido Portugal fora da II Guerra Mundial, apontado por uns como pró-Eixo e por outros como sensível à Aliança Inglesa, o ditador português soube, antes, gerir entre os dois blocos antagonistas uma por vezes difícil "rigorosa neutralidade"

- Capital de Portugal em África
Durante a guerra, o ministro das Colónias fez uma longa estada em Angola e Moçambique. Seria portador de documentos que o habilitavam a instalar o governo em África, caso Portugal fosse invadido

- Bases dos Açores, o trunfo português
Salazar começou por negociar com a Inglaterra a base das Lajes por receio de ser atacado pelo "doido do Hitler", mas acabou por cedê-la para salvar o regime. Nisso, contou com a ajuda preciosa do jovem major aeronáutico... Humberto Delgado

- Aristides de Sousa Mendes, o homem que salvou milhares de judeus
por Diana Andringa
Desrespeitando as ordens de Salazar, o cônsul de Portugal em Bordéus abdicou o futuro da sua carreira para permitir a entrada no País de milhares de judeus perseguidos pelos nazis

*Quotidiano
- Estranhos entre nós
Uns 100 mil refugiados terão passado por Portugal durante a II Guerra Mundial. Foram anos de uma Lisboa diferente, de racionamentos... mas também menos provinciana

- Jornais domesticados
Mantida com rédea curta, a imprensa portuguesa acabou por servir a estratégia de Salazar, de neutralidade face à Alemanha e à Inglaterra

- A febre do volfrâmio
Portugal foi deixado à míngua de bens essenciais por ingleses e alemães, apesar de ter os cofres cheios de ouro e divisas. Os Aliados queriam impedir a venda de volfrâmio aos países do Eixo, mas a tentação da fortuna fácil foi maior do que o bloqueio

- O País à mesa
Em Lisboa, uma professora católica rompe uma embalagem de açúcar e fica aflita com a perda. Em Lebução, há crianças a morrer à fome e o padre desperdiça comida. Por todo o País, os racionamentos de pão e de outros géneros dão à luz motins, greves e protestos

- A menina da rádio
A actriz Maria Eugénia simboliza a dupla de entretenimentos que deslumbrava os portugueses durante os anos da guerra: o cinema e os êxitos radiofónicos que todos conheciam e cantavam

- Exposição do Mundo Português, a grande festa de Belém
por Marina Tavares Dias
Em tempo de guerra na Europa, a solidão portuguesa reveste-se de cosmopolitismo. Em nenhum lado brilhou como na Exposição de 1940

*Operações

- Exércitos de sombras
por José António Barreiros
Portugal foi uma placa giratória dos serviços secretos estrangeiros porque era um país neutral e assim permitia contactos seguros entre agentes dos serviços secretos e outro pessoal ligado às informações

- O espião português de Hitler na frota do bacalhau
Aqui se conta a façanha de um português que ia tramando o desembarque Aliado no Norte de África e como os nazis se infiltraram nos bacalhoeiros. Tudo com a complacência de Henrique Tenreiro, uma das mais destacadas figuras do salazarismo

- Duque de Windsor: crónica de um rapto falhado
Ribbentrop enviou a Lisboa um dos melhores homens das SS para sequestrar o germanófilo duque de Windsor. Walter Schellenberg veio contrariado

- Leslie Howard, e tudo o vento levou
Leslie Howard, o famoso actor britânico que encarnou a personagem de "Asley Wilkes" no grande épico sobre a Guerra da Secessão americana, voou de Lisboa para a morte, em plena II Guerra Mundial

- Combates nos céus portugueses
por Carlos Guerreiro
A neutralidade nem sempre foi respeitada. Afinal a guerra também passou por aqui, deixando a sua quota parte de mortos

- Timor: amor em tempos de guerra
A história de Cacilda e António Oliveira Liberato, mas também a do único território português que foi ocupado durante o conflito mundial. E ainda a história de um império muito hábil na arte de manter a sua neutralidade

*Pós-Guerra

- E quando a paz chegou
Salazar sobreviveu ao jogo da neutralidade e Portugal foi fundador das grandes organizações ocidentais de Economia e Defesa, nascidas no pós-guerra. No plano interno, a política do ditador durante o conflito ganhava uma aura providencial

- Em busca do paraíso
Mais de cinco mil crianças austríacas foram "adoptadas" por famílias portuguesas a partir de 1947. Aqui esqueciam o caso e a fome. E ganhavam laços para a vida

- O ouro também fala?
Os negócios entre o Portugal de Salazar e a Alemanha de Hitler ainda escondem mais do que revelam. E a versão oficial da "Comissão Soares" sobre o ouro nazi deixou uma série de pontas soltas. Lentamente, porém, segredos comprometedores vieram à tona...

- Cinema e literatura: a luz de Lisboa
Desde o mítico filme Casablanca a um famoso romance de Remarque, a capital portuguesa nos anos da guerra deixou um sulco no cinema, na literatura e noutras artes

Boas leituras...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bombas na Alemanha

Não é em Portugal, mas serve para recordar que os efeitos do conflito ainda se sentem, mesmo em termos físicos.

Alemanha
Bomba da Segunda Guerra Mundial encerra aeroporto de Berlim
A descoberta de uma bomba da II Guerra Mundial no maior aeroporto internacional de Berlim levou hoje ao seu encerramento temporário, mas os voos entre Lisboa e a capital alemã não estão a ser afectados, assegurou a Aeroportos de Portugal

A bomba, com cerca de 250 quilogramas, foi descoberta durante a tarde por trabalhadores da construção civil que laboravam na zona norte do aeroporto de Tegel, tendo a polícia bloqueado todas as vias de acesso ao local.

Até o engenho ser desactivado, nenhum voo foi autorizado a descolar ou a aterrar no aeroporto, que esteve encerrado entre as 17h e as 19h30 por razões de segurança.

O encerramento temporário causou algum atraso nas partidas, obrigando a cancelar cinco voos e a desviar cerca de vinte aparelhos em fase de aterragem para o aeroporto de Schönefeld, também em Berlim.

Contactado pela agência Lusa, o porta-voz da ANA - Aeroportos de Portugal, Rui Oliveira, garantiu que o fecho momentâneo do aeroporto de Tegel não teve impacto nos voos entre Lisboa e Berlim.

Apesar de terem passado 65 anos sobre o final da II Grande Guerra, este tipo de incidentes continua a ser muito comum na Alemanha, sobretudo nas cidades que foram mais bombardeadas.

Ainda na terça-feira uma linha de metro da capital alemã esteve interrompida durante várias horas após ter sido encontrada uma bomba semelhante.

Lusa / SOL

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"Visão História" sobre II Guerra Mundial sai dia 15

A revista "Visão História" dedicada à II Guerra Mundial vai sair no próximo dia 15.
Entre os temas que vão ser abordados nos vários artigos podemos encontrar a invasão de Timor pelos japoneses, a questão dos refugiados e o caso Aristides de Sousa Mendes. Há também artigos sobre outros temas: os racionamentos; o volfrâmio; a imprensa da época; o ouro nazi; os espiões; a tentativa de rapto do Duque de Windsor em Lisboa; Leslie Howard e seu voo fatal entre Lisboa e Bristol; as negociações dos Açores; as batalhas aéreas sobre o território português e a realidade social da época.
Como se vê há muito para ler...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Revista "Fly Past" em Sintra


O novo Museu do Ar em Sintra merece referência na edição da revista "Fly Past" de Abril. O "alerta" foi-me dado por Tommy Thompson que em Novembro de 2008 visitou o Museu, ainda em Alverca.
Tommy foi um dos aviadores que aterrou em Portugal durante a II Guerra Mundial. Depois de repatriado foi nomeado piloto de testes e passaram-lhe pela mão centenas de aviões - cerca de 800 - sendo a maioria deles caças Spitfire. Podem imaginar a sua satisfação quando reencontrou o "Spit" do Museu do ar, até porque foi mesmo um reencontro.
É conhecida a história do Spitfire ML255 que foi agora deslocado para Sintra. A nossa Aeronáutica Militar voou caças deste tipo mas nunca este avião, que veio para Portugal só em 1989 na sequência de uma troca com a África do Sul.
Ironicamente Tommy confirmou que tinha sido o piloto que testara o ML255 antes deste seguir das oficinas da RAF para a SAAF.
Tommy diz que gostou muito de rever o "seu" Spitfire numa fotografia da revista...