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sábado, 12 de junho de 2010

Dia da Consciência

A mensagem está a ser passada pelo Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes...
Dia da Consciência
Na quinta-feira, 17 de Junho 2010, comemora-se o "Dia da Consciência", em homenagem ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes e a todos os outros diplomatas e não diplomatas que, durante a II Guerra Mundial, salvaram vidas humanas dos horrores do Holocausto.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Bletchley Park on-line

Caso se concretize abre "um mundo" ao mundo dos pesquisadores. Bletchley Park foi o cérebro e o coração da espionagem dos aliados na II Guerra Mundial. Para se ter uma ideia mantinham-se naquelas instalações, por exemplo, ficheiros individuais de milhares de oficiais alemães. Através das informações recolhidas através das comunicações era possível conhecer as deslocações que esses oficiais faziam e, em consequência perceber, para onde estavam a ser deslocadas as divisões e companhias que serviam...

Milhares de especialistas cruzavam este tipo informações diariamente. Eram também seguidas as movimentações de submarinos e muitos outros factos.

Bletchley Park é uma autêntica mina para quem investiga este período... ficamos à espera de que se confirme a colocação do material on-line.



A notícia é do semanário "Sol":

Bletchley Park
Mais arquivos da II Guerra Mundial vão ser colocados online

Os arquivos de Bletchley Park, o centro britânico onde eram descodificadas as mensagens alemãs durante a II Guerra Mundial, vão começar a ser digitalizados. O objectivo da iniciativa é colocar on-line os documentos, para os tornar mais acessíveis

O projecto de digitalização dos arquivos vai ser feito por voluntários com a ajuda da HP, que disponibilizou os equipamentos para a tarefa.

De acordo com a BBC, esta iniciativa pretende ajudar a instituição a divulgar a sua história durante a II Guerra Mundial, quando cerca de 10 mil pessoas se dedicaram a descodificar as mensagens das tropas nazis, que utilizavam um sistema de encriptação altamente sofisticado para a época.

Muitos historiadores do conflito defendem que Bletchley Park, que durante muito tempo era um centro secreto, teve um grande papel na derrota das tropas de Hitler.

A primeira fase do projecto vai ter uma duração prevista de três anos e envolve, entre outros aspectos, a digitalização integral de todos os documentos existentes no centro.

Citado pela estação britânica o presidente executivo de Bletchley Park, Simon Greenish, revela que esta tarefa será enorme, pois a dimensão do arquivo é tão grande que ninguém sabe o que contém cada documento.

No final do projecto os responsáveis pelo centro esperam colocar toda a informação na Internet, para consulta.


O link para o site do SOL é: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=175097

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Perdidos e achados… a hipótese num milhão

Esta é mais um história que nada tem a ver com Portugal, mas é tão curiosa que resolvi publica-la. Depois da bomba que matou três pessoas é uma boa forma mostrar que a guerra tem outras facetas…



Óscar Glomb era um jovem do Texas, nos EUA que, à semelhança de muitos outros nos anos quarenta, se alistou para lutar na II Guerra Mundial. Foi integrado na 36ª divisão de Infantaria e em 1943 desembarcou na baía de Salerno, em Itália.

Em Junho de 1944 viveria um dos dias mais difíceis da sua vida. Durante uma batalha perto de Gavorrano, foi atingido por estilhaços de obus que lhe travessaram o pescoço e rasgaram pernas e braços. Ficou ferido com gravidade e enquanto lutava no chão para sobreviver, ouviu gente dizer que não valia a pena fazer nada porque já estava condenado.

Mas houve um soldado que o retirou do campo de batalha e ele acabou por regressar aos EUA onde foi hospitalizado e tratado. Ali conheceu a sua futura mulher, que trabalhava no hospital como voluntária. Casou e teve dois filhos e duas filhas.

Dos tempos da guerra ficou uma estrela de bronze por, dias antes de ter sido ferido, ter protegido os homens do seu pelotão ao matar doze alemães e ferir vários outros, com a sua metralhadora Browning. Católico, diria ao longo de toda a sua vida aos filhos que quando morresse “iria para o inferno por esse acto”.

Em 1990 foi a Itália com o filho e visitou as zonas que tinha percorrido com a sua divisão. Nunca chegou, no entanto, à zona onde tinha sido ferido.

Em 1998 Óscar Glomb faleceu.

Há poucas semanas o filho, de 60 anos, ligou o gravador de chamadas de casa, como faz todos os dias e não queria acreditar. Uma voz, num inglês cerrado e com pronuncia italiana, contava-lhe uma história que haveria de deixar o pai em êxtase, se este ainda estivesse vivo.

“O meu pai disse sempre que gostaria de voltar a Itália e recuperar as suas chapas de identificação. Perdeu-as no dia em que ficou ferido, tal como um anel e um medalhão”, explicou o filho ao “The Statesman”, um jornal do Texas.

A voz no atendedor de chamadas pertencia a Daniele Bianchini, um inspector de polícia italiano reformado,. Há alguns meses tinha comprado um detector de metais e passara a percorrer, como hobby, os campos perto da sua cidade onde sabia que tinham acontecido batalhas durante a II Guerra Mundial. Numa das suas incursões encontrara as chapas de identificação, o anel e o medalhão.

Depois de várias pesquisas conseguira localizar uma pessoa com o nome que constava na chapa de identificação e tentara a sua sorte. A pessoa era o filho de Óscar, Steve.

Depois da troca de vários e-mails Daniele pediu para ficar com uma das duas chapas de identificação e enviou os restantes objectos pelo correio à família. Chegaram a 23 de Abril. O italiano diz que a sua busca e o envio dos objectos para a família são a forma dele homenagear os americanos que lutaram no seu país para o libertar do fascismo.

Dorothy, a mulher de Óscar de 85 anos, diz que a descoberta lhe dá uma sentimento de proximidade com o marido: “isto é muito importante para mim porque ele sempre quis recuperar estas chapas de identificação”.

O filho Steve diz que isto é como um milagre: “Quais são as hipóteses de acontecer uma coisa destas? Quantas estrelas há no universo?"

Eu não tenho respostas...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Bomba adormecida... acordou

Três polícias morreram e seis pessoas ficaram feridas. Já por aqui tinha falado delas: as milhares de bombas da II Guerra Mundial que estão adormecidas sob o solo das cidades alemãs. Nos últimos meses foram saindo notícias sobre mais descobertas, nomeadamente, em Frankfurt e em Berlim. Ontem foi encontrada mais uma em Gottingen e esta não se deixou levar pelos técnicos e... explodiu, matando três policias especialistas no desarme destes engenhos.



Segundo a imprensa alemã seis outras pessoas ficaram feridas. Duas com gravidade. A operação para desarmar o engenho ainda estava a decorrer quando se registou a explosão. As autoridades estavam a evacuar cerca de 7200 pessoas que residem nas redondezas quando, entre as 21.30 e as 21.45 horas, se registou a explosão.

Os técnicos estariam a preparar a retirada do detonador da bomba no momento em que aconteceu a detonação (o detonador é o dispositivo que produz a explosão da carga da bomba).

Eram esperados centenas de bombeiros, policias, ambulâncias e de outras forças de segurança para acompanhar o desarme da bomba. Tudo deveria ter lugar depois das 22.30 horas, altura em que passa naquela zona o último comboio do dia.

A equipa estaria a montar todo o equipamento quando aconteceu a explosão. Foi criada uma área de segurança de 300 metros e até os comboios foram impedidos de circular.Técnicos estão também a realizar inspecções a vários edifícios das imediações para tentar perceber se não existem estragos estruturais que impeçam o regresso dos moradores.

A bomba encontrava-se sete metros abaixo do solo e pesava cerca de 500 quilos. Tinha sido descoberta poucas horas antes por trabalhadores que estavam a realizar as fundações de um novo pavilhão desportivo para a cidade universitária da cidade.

Milhares de bombas lançadas por aviões aliados estarão ainda no subsolo alemão mais de sessenta anos depois do fim da guerra. Neste caso é um engenho de fabrico americano. Foi a segunda vez, em poucos dias, que em Gottingen se descobriu uma bomba deste tipo. Na semana passada tinham sido evacuadas cinco mil pessoas de outra zona da cidade. A operação de remoção correu como o planeado...

Desta vez não... A II Guerra Mundial continua a reclamar vítimas.

Cerimónia em Bristol para lembrar voo777



Ficam algumas das imagens da cerimónia em Bristol para recordar a tripulação e os passageiros do voo 777, abatido pelos alemães a 1 de Junho de 1943. Foi uma inicitiva pequena mas muito interessante. Contou com a presença do neto de Ivan Sharp, que tem o mesmo nome do avô, com o filho do navegador Rosevink, Ben Rosevink, e de um casal de irmãos de Bristol,Jean e Roger Feneley ,que conheciam o comandante Tepas, piloto do voo 777.


Um resumo das entrevistas com estas pessoas vão ser apresentadas neste Blog nas próximas semanas. Para já fica a imagem da entrega da placa comemorativa e a placa. Na fotografia está - da esquerda para a direita - Ben Rosevink (filho do navegador do voo 777 chamado Engebertus Rosevink), Robert Sinclair responsavel pelo aeroporto de Bristol e Ivan Sharp.

Para saber mais sobre este voo pode consultar uma outra mensagem colocada neste blogue há algumas semanas em:
http://aterrememportugal.blogspot.com/2010/05/o-voo-777-aterra-em-bristol-67-anos.html

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mais documentação on-line

É um trabalho meritório - apesar de existirem algumas dificuldades no acesso que, espero, sejam passageiras. No mesmo site há também links para outros documentos que não só o "L’Osservatore Romano". É mais uma fonte para quem investiga estes tempos...



















Edições do L’Osservatore Romano da II Guerra Mundial publicados na net


A iniciativa parte de uma ONG que trabalha na área do diálogo inter-religioso e pretende clarificar a questão do papel da Igreja durante a guerra.

A Pave the Way Foundation, uma organização dedicada ao diálogo inter-religioso e chefiada pelo judeu Elliot Hershberg, obteve autorização do L’Osservatore Romano, visto como sendo o jornal oficial do Vaticano, para publicar na internet as suas edições do período da Segunda Guerra Mundial.

“É um grande passo no sentido de educar os historiadores legítimos em todo o mundo. Têm sido feitas muitas referências a artigos do L’Osservatore Romano ao longo dos anos, tanto negativas como positivas, e agora estas poderão ser verificadas on-line”.

A Pave the Way Foundation tem feito muitos esforços nos últimos anos para ajudar a clarificar o papel da Igreja Católica, e em particular de Pio XII, durante a guerra, e tem publicado documentação, por vezes inédita, que desmente a ideia de que o Papa nada terá feito para ajudar os judeus.

A organização já reuniu dezenas de milhares de páginas de documentação no seu site: "www.ptwf.org". Esse acervo ficará significativamente maior com a adição dos jornais em formato digital.

Talvez conspiração...

A II Guerra mundial e as suas personalidades sempre foram alvo das mais diversas teorias e conspirações. Confesso que esta não me convence muito e acho que estamos a entrar num campo "minado". Mas como toda a gente - jornais etc... - pegou, achei que este blogue deveria pelo menos ter uma referência à notícia... que atiro para a secção das conspirações...

Historiador diz que avô de Hitler poderá ter sido também pai do ditador
O avô do ditador nazi Adolf Hitler poderá ter sido também o seu pai, de acordo com o historiador alemão Gerhard Roth. A questão levantada pelo professor e historiador, em declarações ao jornal alemão 'Bild am Sonntag', como o próprio reconhece, é relativamente nova e deriva em grande parte do desconhecimento que ainda subsiste sobre o avô paterno do homem que desencadeou a Segunda Guerra Mundial.

"O seu avô biológico foi possivelmente também seu pai", disse ao 'Bild am Sonntag', o historiador Gerhard Roth.

"Sempre houve indícios de incesto na família de Hitler. Hitler teve uma relação traumática com as suas origens e sempre fez por a ocultar. Isso formou parte da sua psicose", considerou o historiador.

O biógrafo de Adolf Hitler, Ian Kershaw, diz que toda esta teoria é absurda e que não tem qualquer base histórica.

"Essa suposição é completamente nova e bastante grotesca. Não conheço uma sequer fonte que a sustente", assegurou Ian Kershaw ao mesmo jornal.

No entanto, o biógrafo do ditador adianta que "é conhecido que existe um mistério acerca do avô paterno de Hitler".

"As duas pessoas que o poderiam ter sido, Johann Georg Hiedler e Johann Nepomuk Hiedler, faleceram antes do nascimento de Hitler", explicou.

As muitas biografias escritas do ditador nazi coincidem pelo menos no pai de Hitler, apontando que este terá sido um funcionário de uma alfândega chamado Alois Hitler (1837-1903), que nasceu com o nome de Alois Schickelgruber.