A notícia da morte de um dos seus maiores amigos apanhou-o em Lisboa. Foi na capital portuguesa que Antoine de Saint-Exupéry chorou o desaparecimento de Henri Guillaumet, abatido sobre o mediterrâneo no dia 27 de Novembro de 1940.
Guillaumet, pilotava um quadrimotor Farman, em direcção à Síria, para onde transportava o novo Alto-Comissário para o Levante Francês, nomeado pelo governo de Vichy. Foi abatido sobre o mar por uma caça italiano. A França tinha-se rendido em Junho, inclusive aos italianos, mas a intensa actividade aérea resultava muitas vezes neste tipo de erros.
Saint-Exupéry, que iria escrever o célebre “O principezinho” em 1943 – já nos EUA -, estava na capital portuguesa depois de escapar do sul de França. Lutara, como aviador, na força aérea francesa e recebera mesmo uma condecoração. Quando o seu país se rendeu seguiu para a Zona Francesa Livre de Vichy (no sul). Um ano depois resolveu voltar a lutar pelo seu país. Foi nessa altura que se dirigiu a Lisboa.
Já com 40 anos e vários livros publicados, Exupéry era um autor reconhecido. No dia 21 de Dezembro de 1940 embarcava no navio “Siboney” em direcção a Nova Iorque. Para trás deixava um Portugal em paz, mas cheio de refugiados. Um país que descreveu como “um paraíso triste”.
Agora foram encontradas fotografias inéditas do escritor …
Mais pormenores sobre o seu destino vêm na notícia, publicada no jornal “Público”.
Encontradas quatro fotografias inéditas de Saint-Exupéry
Antoine de Saint-Exupéry, autor da obra "O Principezinho", foi fotografado, talvez pela última vez, antes do seu desaparecimento, a 31 de Julho de 1944. Essas fotografias foram agora encontradas, numa caixa de papelão, numa casa da família do aviador Raymond Duriez, perto de Angers, França. Duriez foi companheiro de luta de Saint-Exupéry na II Grande Guerra Mundial.
A família entregou as imagens agora descobertas ao Museu Regional do Ar de Angers, noticiou o jornal francês Le Mondeon-line. Não se sabe quem terá tirado as fotografias.
Numa delas, o escritor aparece de óculos escuros, sentado na cabine de pilotagem do avião de guerra P-38 Lightning.
De acordo com o jornal francês Ouest-France, que trouxe a notícia da descoberta em primeira mão, esta fotografia já teria sido reproduzida numa revista especializada em aviação, aIcare, mas terá passado despercebida.
Outras três imagens mostram o romancista perto de um jipe, num cenário que se parece com a Córsega.
Saint-Exupéry tinha 44 anos quando o seu avião, que estava em missão para recolher dados relativamente ao posicionamento nazi, foi derrubado por um outro. O avião caiu ao mar e o corpo nunca mais foi visto.
Em 1998, segundo a AFP, um pescador encontrou uma pulseira com o nome do escritor gravado e, mais recentemente, em 2003, foram encontrados os destroços de um avião que tinha o mesmo número de série do aparelho que Saint-Exupéry pilotava.
Para aceder ao site "Aterrem em Portugal" clique em www.landinportugal.org
Este blogue utiliza português que respeita o período pré-acordo ortográfico.
Este blogue utiliza português que respeita o período pré-acordo ortográfico.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Mais fotos do criador do "Principezinho"
Etiquetas:
antoine saint exupéry,
fotografias,
lisboa,
o principezinho,
refugiados
Uma paixão em livro
A história saiu na última página do "Jornal de Notícias" e foi escrita por Carlos Rui Abreu...
Nunca guerra alguma teve tão péssimo historiador". Assim começa um livro manuscrito que retrata, em letras e gravuras, os principais factos e figuras da 2.ª Guerra Mundial. São 454 páginas de pura arte que demoraram pouco mais de 6 anos a concluir, desde Novembro de 1950 até Fevereiro de 1957.
"É mais que um filho. Tenho muito orgulho nesta obra", afirma sem contemplações Adelino Pereira. Este comerciante de 82 anos garante que só ele a leu de fio a pavio porque nunca deixou o livro, encadernado no Mosteiro de Singeverga, sair de casa.
Em pleno conflito, Adelino começou a trabalhar no livro. Corria o ano de 1944, e já em 1949 tinha concluído o rascunho da obra. Como não lhe agradou totalmente, deitou mãos à obra e começou de novo a escrever e a desenhar as 291 gravuras e 89 mapas. "Fui fazendo na loja, no intervalo do atendimento dos clientes, e foi tudo feito com tintas ordinárias porque naquela altura não havia esferográficas nem essas coisas", recorda quem assume ter "inventado" cores e "misturado muitas coisas".
Apenas com a 4.ª classe, Adelino Pereira sempre nutriu grande paixão por História e Geografia e cedo começou a intervir em conversas políticas que se mantinham em sua casa. O livro foi a forma de colocar no papel o dia- -a-dia do conflito que acompanhava através de jornais e revistas. "Entre dois comunicados antagónicos, tinha de filtrar a informação conforme a minha ideia", explicou, recordando publicações como o Mundo Gráfico e a Esfera de onde bebeu parte da informação e onde viu a cara dos "senhores da guerra". A obra está dividida em três partes: prelúdio do conflito, a guerra, e o epílogo da grande tragédia."A verde copiei os discursos dos principais líderes, um resumo do que diziam".
Além desta relíquia sobre a 2.ª Guerra Mundial, Adelino Pereira escreveu também, à mão, um romance que encadernou e que já mostrou a muitos dos seus conterrâneos. "Inventei um crime aqui junto de casa. Chama-se 'O crime do monte Lombão'".
Nunca guerra alguma teve tão péssimo historiador". Assim começa um livro manuscrito que retrata, em letras e gravuras, os principais factos e figuras da 2.ª Guerra Mundial. São 454 páginas de pura arte que demoraram pouco mais de 6 anos a concluir, desde Novembro de 1950 até Fevereiro de 1957.
"É mais que um filho. Tenho muito orgulho nesta obra", afirma sem contemplações Adelino Pereira. Este comerciante de 82 anos garante que só ele a leu de fio a pavio porque nunca deixou o livro, encadernado no Mosteiro de Singeverga, sair de casa.
Em pleno conflito, Adelino começou a trabalhar no livro. Corria o ano de 1944, e já em 1949 tinha concluído o rascunho da obra. Como não lhe agradou totalmente, deitou mãos à obra e começou de novo a escrever e a desenhar as 291 gravuras e 89 mapas. "Fui fazendo na loja, no intervalo do atendimento dos clientes, e foi tudo feito com tintas ordinárias porque naquela altura não havia esferográficas nem essas coisas", recorda quem assume ter "inventado" cores e "misturado muitas coisas".
Apenas com a 4.ª classe, Adelino Pereira sempre nutriu grande paixão por História e Geografia e cedo começou a intervir em conversas políticas que se mantinham em sua casa. O livro foi a forma de colocar no papel o dia- -a-dia do conflito que acompanhava através de jornais e revistas. "Entre dois comunicados antagónicos, tinha de filtrar a informação conforme a minha ideia", explicou, recordando publicações como o Mundo Gráfico e a Esfera de onde bebeu parte da informação e onde viu a cara dos "senhores da guerra". A obra está dividida em três partes: prelúdio do conflito, a guerra, e o epílogo da grande tragédia."A verde copiei os discursos dos principais líderes, um resumo do que diziam".
Além desta relíquia sobre a 2.ª Guerra Mundial, Adelino Pereira escreveu também, à mão, um romance que encadernou e que já mostrou a muitos dos seus conterrâneos. "Inventei um crime aqui junto de casa. Chama-se 'O crime do monte Lombão'".
domingo, 13 de junho de 2010
“O Fantasma do Pântano”… voltou a casa

Para os que olham aviões antigos com paixão, não há nada como ver um destes “velhos pássaros” recuperado… ou em vias disso.
Infelizmente isso acontece cada vez menos. Os destroços “viáveis” foram desaparecendo ao longo das últimas décadas, e a disponibilidade para gastar dinheiro nestas iniciativas também é reduzida. Felizmente ainda há quem arrisque e proporcione momentos únicos...

Na última sexta feira, 11 de Junho, no porto de Long Beach, na Califórnia, viveu-se um desses dias inesquecíveis… 68 anos depois de ter feito uma aterragem de emergência na Nova Guiné, um velho B-17 regressou a casa.
O avião (41-2446) saiu da fábrica, na Califórnia, em Novembro de 1941 e, pouco depois do ataque a Pearl Harbour, foi enviado para o Pacífico. Na sua primeira missão contra os japoneses, na ilha de Rabaul, em 23 de Fevereiro de 1942, foi atingido por fogo antiaéreo e realizou uma aterragem de barriga num pântano.
Os nove tripulantes – capitães Frederick C. Eaton e Henry Maynard Harlow, tenente George B. Munroe e sargentos Richard E. Oliver, Russell Crawford, Howard A. Sorensen, Clarence A. LeMieux e William E. Schwartz – escaparam ilesos, mas durante seis semanas andaram perdidos pelos pântanos e pelas florestas antes de conseguirem regressar às linhas americanas. Todos sobreviveram à guerra, mas não conseguiram ver o seu avião voltar a casa. O último faleceu em Janeiro deste ano, tratava-se de George B. Munroe.
O avião seria redescoberto em 1972 por uma patrulha aérea australiana. A meio dessa década foram removidas algumas das suas armas e, suspeita-se, desapareceram alguns apetrechos levados por saqueadores.
Nos anos 80 começaram a surgir propostas para a sua recuperação, mas o governo da Nova Guiné não se mostrou receptivo às iniciativas. Enquanto isso o velho B-17 ficava conhecido como “Swamp Ghost” (Fantasma do Pântano).

Em excelente estado de conservação, apesar de se encontrar numa zona remota e de difícil acesso, o avião começou a despertar o interesse de cada vez mais pessoas. Em 2006 foi finalmente passada uma licença e John Tallichet - filho de um piloto de B-17 - desmantelou o avião com a colaboração de uma equipa de especialistas. As enormes peças foram transportadas de helicóptero até ao porto mais próximo, com o objectivo de as embarcar para os EUA.

Surgiram, no entanto, novas dificuldades com o governo local e tudo parou. Nesta altura três dos tripulantes ainda eram vivos e Tinham conhecimento da operação de resgate. Mas questões burocráticas e outras, arrastaram o processo até agora.
Finalmente foi possível transportar o aparelho para os EUA e, na sexta-feira, dia 11 de Junho, a frente da fuselagem foi apresentada publicamente. Entre os que assistiram à chegada do “Fantasma do Pântano” estavam os filhos e netos de alguns dos tripulantes. O momento mais emotivo foi, no entanto, vivido quando a mulher de Richard Oliver – que faleceu em Agosto do ano passado - se aproximou da fuselagem com uma foto do marido.
“Sei que este é um dia feliz para o Dick. Tentou viver o mais possível para poder assistir a isto, mas não conseguiu”, explicou Linda Oliver, de 89 anos, à agência Associated Press.
Para o trazer de volta Tallichet gastou cerca de milhão e meio de dólares, mas ainda não decidiu o que vai fazer com ele. Existem várias hipóteses. Ou vai colocá-lo a voar ou irá simplesmente reconstruí-lo para o colocar em exposição. A decisão só será tomada nos próximos meses…
Para já o “Fantasma do Pântano” regressou a casa e deixou de ser um fantasma…
Nota: Esta notícia foi escrita baseada em informações dadas à Associated Press, que forneceu também as fotografias da cerimónia. As restantes imagens pertencem ao arquivo do site oficial desta operação de resgate, que pode consultar em http://www.theswampghost.com/
Etiquetas:
aviação,
B-17,
Nova guiné,
recuparação de avião,
Swamp ghost
sábado, 12 de junho de 2010
Um ponto de vista...
São apenas alguns minutos e... em inglês, mas valem a pena.
Venha conhecer o Portugal de 1940... em imagens e a cores.
Chama-se Picturesque Portugal e foi realizado em 1940 por James A. Fitzpatrick. Estava integrado num conjunto de filmes turísticos, sobre diversas zonas do globo, denominados FitzPatrick Traveltalks.
Para ver outros filmes e vídeos clique AQUI.
Venha conhecer o Portugal de 1940... em imagens e a cores.
Chama-se Picturesque Portugal e foi realizado em 1940 por James A. Fitzpatrick. Estava integrado num conjunto de filmes turísticos, sobre diversas zonas do globo, denominados FitzPatrick Traveltalks.
<---------------------------------------->
Para ver outros filmes e vídeos clique AQUI.
Etiquetas:
1940,
filme e video,
portugal,
touradas,
varinas
Dia da Consciência
A mensagem está a ser passada pelo Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes...
Dia da Consciência
Na quinta-feira, 17 de Junho 2010, comemora-se o "Dia da Consciência", em homenagem ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes e a todos os outros diplomatas e não diplomatas que, durante a II Guerra Mundial, salvaram vidas humanas dos horrores do Holocausto.
Dia da Consciência
Na quinta-feira, 17 de Junho 2010, comemora-se o "Dia da Consciência", em homenagem ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes e a todos os outros diplomatas e não diplomatas que, durante a II Guerra Mundial, salvaram vidas humanas dos horrores do Holocausto.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Bletchley Park on-line
Caso se concretize abre "um mundo" ao mundo dos pesquisadores. Bletchley Park foi o cérebro e o coração da espionagem dos aliados na II Guerra Mundial. Para se ter uma ideia mantinham-se naquelas instalações, por exemplo, ficheiros individuais de milhares de oficiais alemães. Através das informações recolhidas através das comunicações era possível conhecer as deslocações que esses oficiais faziam e, em consequência perceber, para onde estavam a ser deslocadas as divisões e companhias que serviam...
Milhares de especialistas cruzavam este tipo informações diariamente. Eram também seguidas as movimentações de submarinos e muitos outros factos.
Bletchley Park é uma autêntica mina para quem investiga este período... ficamos à espera de que se confirme a colocação do material on-line.

A notícia é do semanário "Sol":
Bletchley Park
Mais arquivos da II Guerra Mundial vão ser colocados online
Os arquivos de Bletchley Park, o centro britânico onde eram descodificadas as mensagens alemãs durante a II Guerra Mundial, vão começar a ser digitalizados. O objectivo da iniciativa é colocar on-line os documentos, para os tornar mais acessíveis
O projecto de digitalização dos arquivos vai ser feito por voluntários com a ajuda da HP, que disponibilizou os equipamentos para a tarefa.
De acordo com a BBC, esta iniciativa pretende ajudar a instituição a divulgar a sua história durante a II Guerra Mundial, quando cerca de 10 mil pessoas se dedicaram a descodificar as mensagens das tropas nazis, que utilizavam um sistema de encriptação altamente sofisticado para a época.
Muitos historiadores do conflito defendem que Bletchley Park, que durante muito tempo era um centro secreto, teve um grande papel na derrota das tropas de Hitler.
A primeira fase do projecto vai ter uma duração prevista de três anos e envolve, entre outros aspectos, a digitalização integral de todos os documentos existentes no centro.
Citado pela estação britânica o presidente executivo de Bletchley Park, Simon Greenish, revela que esta tarefa será enorme, pois a dimensão do arquivo é tão grande que ninguém sabe o que contém cada documento.
No final do projecto os responsáveis pelo centro esperam colocar toda a informação na Internet, para consulta.
O link para o site do SOL é: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=175097
Milhares de especialistas cruzavam este tipo informações diariamente. Eram também seguidas as movimentações de submarinos e muitos outros factos.
Bletchley Park é uma autêntica mina para quem investiga este período... ficamos à espera de que se confirme a colocação do material on-line.

A notícia é do semanário "Sol":
Bletchley Park
Mais arquivos da II Guerra Mundial vão ser colocados online
Os arquivos de Bletchley Park, o centro britânico onde eram descodificadas as mensagens alemãs durante a II Guerra Mundial, vão começar a ser digitalizados. O objectivo da iniciativa é colocar on-line os documentos, para os tornar mais acessíveis
O projecto de digitalização dos arquivos vai ser feito por voluntários com a ajuda da HP, que disponibilizou os equipamentos para a tarefa.
De acordo com a BBC, esta iniciativa pretende ajudar a instituição a divulgar a sua história durante a II Guerra Mundial, quando cerca de 10 mil pessoas se dedicaram a descodificar as mensagens das tropas nazis, que utilizavam um sistema de encriptação altamente sofisticado para a época.
Muitos historiadores do conflito defendem que Bletchley Park, que durante muito tempo era um centro secreto, teve um grande papel na derrota das tropas de Hitler.
A primeira fase do projecto vai ter uma duração prevista de três anos e envolve, entre outros aspectos, a digitalização integral de todos os documentos existentes no centro.
Citado pela estação britânica o presidente executivo de Bletchley Park, Simon Greenish, revela que esta tarefa será enorme, pois a dimensão do arquivo é tão grande que ninguém sabe o que contém cada documento.
No final do projecto os responsáveis pelo centro esperam colocar toda a informação na Internet, para consulta.
O link para o site do SOL é: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=175097
Etiquetas:
bletchley park,
on-line,
serviços secretos
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Perdidos e achados… a hipótese num milhão
Esta é mais um história que nada tem a ver com Portugal, mas é tão curiosa que resolvi publica-la. Depois da bomba que matou três pessoas é uma boa forma mostrar que a guerra tem outras facetas…

Óscar Glomb era um jovem do Texas, nos EUA que, à semelhança de muitos outros nos anos quarenta, se alistou para lutar na II Guerra Mundial. Foi integrado na 36ª divisão de Infantaria e em 1943 desembarcou na baía de Salerno, em Itália.
Em Junho de 1944 viveria um dos dias mais difíceis da sua vida. Durante uma batalha perto de Gavorrano, foi atingido por estilhaços de obus que lhe travessaram o pescoço e rasgaram pernas e braços. Ficou ferido com gravidade e enquanto lutava no chão para sobreviver, ouviu gente dizer que não valia a pena fazer nada porque já estava condenado.
Mas houve um soldado que o retirou do campo de batalha e ele acabou por regressar aos EUA onde foi hospitalizado e tratado. Ali conheceu a sua futura mulher, que trabalhava no hospital como voluntária. Casou e teve dois filhos e duas filhas.
Dos tempos da guerra ficou uma estrela de bronze por, dias antes de ter sido ferido, ter protegido os homens do seu pelotão ao matar doze alemães e ferir vários outros, com a sua metralhadora Browning. Católico, diria ao longo de toda a sua vida aos filhos que quando morresse “iria para o inferno por esse acto”.
Em 1990 foi a Itália com o filho e visitou as zonas que tinha percorrido com a sua divisão. Nunca chegou, no entanto, à zona onde tinha sido ferido.
Em 1998 Óscar Glomb faleceu.
Há poucas semanas o filho, de 60 anos, ligou o gravador de chamadas de casa, como faz todos os dias e não queria acreditar. Uma voz, num inglês cerrado e com pronuncia italiana, contava-lhe uma história que haveria de deixar o pai em êxtase, se este ainda estivesse vivo.
“O meu pai disse sempre que gostaria de voltar a Itália e recuperar as suas chapas de identificação. Perdeu-as no dia em que ficou ferido, tal como um anel e um medalhão”, explicou o filho ao “The Statesman”, um jornal do Texas.
A voz no atendedor de chamadas pertencia a Daniele Bianchini, um inspector de polícia italiano reformado,. Há alguns meses tinha comprado um detector de metais e passara a percorrer, como hobby, os campos perto da sua cidade onde sabia que tinham acontecido batalhas durante a II Guerra Mundial. Numa das suas incursões encontrara as chapas de identificação, o anel e o medalhão.
Depois de várias pesquisas conseguira localizar uma pessoa com o nome que constava na chapa de identificação e tentara a sua sorte. A pessoa era o filho de Óscar, Steve.
Depois da troca de vários e-mails Daniele pediu para ficar com uma das duas chapas de identificação e enviou os restantes objectos pelo correio à família. Chegaram a 23 de Abril. O italiano diz que a sua busca e o envio dos objectos para a família são a forma dele homenagear os americanos que lutaram no seu país para o libertar do fascismo.
Dorothy, a mulher de Óscar de 85 anos, diz que a descoberta lhe dá uma sentimento de proximidade com o marido: “isto é muito importante para mim porque ele sempre quis recuperar estas chapas de identificação”.
O filho Steve diz que isto é como um milagre: “Quais são as hipóteses de acontecer uma coisa destas? Quantas estrelas há no universo?"
Eu não tenho respostas...

Óscar Glomb era um jovem do Texas, nos EUA que, à semelhança de muitos outros nos anos quarenta, se alistou para lutar na II Guerra Mundial. Foi integrado na 36ª divisão de Infantaria e em 1943 desembarcou na baía de Salerno, em Itália.
Em Junho de 1944 viveria um dos dias mais difíceis da sua vida. Durante uma batalha perto de Gavorrano, foi atingido por estilhaços de obus que lhe travessaram o pescoço e rasgaram pernas e braços. Ficou ferido com gravidade e enquanto lutava no chão para sobreviver, ouviu gente dizer que não valia a pena fazer nada porque já estava condenado.
Mas houve um soldado que o retirou do campo de batalha e ele acabou por regressar aos EUA onde foi hospitalizado e tratado. Ali conheceu a sua futura mulher, que trabalhava no hospital como voluntária. Casou e teve dois filhos e duas filhas.
Dos tempos da guerra ficou uma estrela de bronze por, dias antes de ter sido ferido, ter protegido os homens do seu pelotão ao matar doze alemães e ferir vários outros, com a sua metralhadora Browning. Católico, diria ao longo de toda a sua vida aos filhos que quando morresse “iria para o inferno por esse acto”.
Em 1990 foi a Itália com o filho e visitou as zonas que tinha percorrido com a sua divisão. Nunca chegou, no entanto, à zona onde tinha sido ferido.
Em 1998 Óscar Glomb faleceu.
Há poucas semanas o filho, de 60 anos, ligou o gravador de chamadas de casa, como faz todos os dias e não queria acreditar. Uma voz, num inglês cerrado e com pronuncia italiana, contava-lhe uma história que haveria de deixar o pai em êxtase, se este ainda estivesse vivo.
“O meu pai disse sempre que gostaria de voltar a Itália e recuperar as suas chapas de identificação. Perdeu-as no dia em que ficou ferido, tal como um anel e um medalhão”, explicou o filho ao “The Statesman”, um jornal do Texas.
A voz no atendedor de chamadas pertencia a Daniele Bianchini, um inspector de polícia italiano reformado,. Há alguns meses tinha comprado um detector de metais e passara a percorrer, como hobby, os campos perto da sua cidade onde sabia que tinham acontecido batalhas durante a II Guerra Mundial. Numa das suas incursões encontrara as chapas de identificação, o anel e o medalhão.
Depois de várias pesquisas conseguira localizar uma pessoa com o nome que constava na chapa de identificação e tentara a sua sorte. A pessoa era o filho de Óscar, Steve.
Depois da troca de vários e-mails Daniele pediu para ficar com uma das duas chapas de identificação e enviou os restantes objectos pelo correio à família. Chegaram a 23 de Abril. O italiano diz que a sua busca e o envio dos objectos para a família são a forma dele homenagear os americanos que lutaram no seu país para o libertar do fascismo.
Dorothy, a mulher de Óscar de 85 anos, diz que a descoberta lhe dá uma sentimento de proximidade com o marido: “isto é muito importante para mim porque ele sempre quis recuperar estas chapas de identificação”.
O filho Steve diz que isto é como um milagre: “Quais são as hipóteses de acontecer uma coisa destas? Quantas estrelas há no universo?"
Eu não tenho respostas...
Etiquetas:
memória
Subscrever:
Mensagens (Atom)
