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terça-feira, 29 de junho de 2010

Voar num B-17

Esta é uma sensação que os amantes europeus deste tipo de aviões dificilmente terão. Neste momento existem apenas quatro B-17’s em condições de voar e estão quase todos nos EUA. Estas imagens foram recolhidas durante uma reportagem para o PITTSBURGH TRIBUNE-REVIEW.




Mais informações e o artigo podem ser encontrados aqui
PITTSBURGH TRIBUNE-REVIEW

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Morreu a enfermeira do beijo em "Times Square"


O beijo ficou famoso e tornou-se um ícone do final da II Guerra Mundial.

Edith Shain, a enfermeira que está a ser beijada em Times Square na célebre fotografia de Alfred Eisenstaedt, faleceu aos 91 anos.

A sua identidade só foi revelada nos anos 70 quando Edith contactou o fotógrafo dizendo que era ela que estava na imagem. Tornou-se famosa depois disso. O marinheiro nunca foi identificado, apesar de terem surgido vários pretendentes reclamando ser o homem da imagem.


Mais informações em
Público
"CHINA DAILY"
DAILY TELEGRAPH (AUSTRALIA)
CNEWS

domingo, 20 de junho de 2010

Sousa Mendes recordado

A notícia é do IOL...

Aristides de Sousa Mendes evocado em cerimónias nos EUA
Cônsul-geral de Portugal em Bordéus durante a II guerra mundial salvou milhares de judeus dos campos de concentração



Aristides de Sousa Mendes, o cônsul-geral de Portugal em Bordéus durante a II guerra mundial que salvou milhares de judeus dos campos de concentração, é este domingo evocado em várias cerimónias religiosas nos Estados Unidos.

A principal dessas cerimónias terá lugar na Catedral do Sagrado Coração, em Newark, e será celebrada por D. Edgar Moreira da Cunha, bispo auxiliar da cidade do Estado de New Jersey, onde reside uma numerosa comunidade portuguesa e também brasileira.

João Crisóstomo, vice-presidente do projecto «Dia da Consciência», adiantou ainda que outra cerimónia terá lugar na igreja de Saint Sebastian, no bairro nova iorquino de Queens.

Em São Francisco, haverá uma celebração religiosa na capela privada do arcebispo George Niederauer.

No dia 17, o Dia da Consciência em que o cônsul começou a assinar os vistos que permitiram aos judeus alvo de perseguição nazi fugir para Portugal e daí para os Estados Unidos e outros países, o Consulado de Portugal em São Francisco realizou uma recepção e uma exposição de artes plásticas.

As cerimónias contaram com a presença de elementos da família de Aristides de Sousa Mendes residentes nos Estados Unidos.

São os casos da filha Teresinha Mendes do Amaral e Abranches, Joan Abranches, viúva de Paul Abranches (filho de Aristides), e Eileen Garehime, Paul Abranches e Geralyn Fox, netos do cônsul.

Paralelamente, decorrem esforços para que volte a ser exposto em Nova Iorque, no Museu da Herança Judaica, o livro de registos de Aristides Sousa Mendes, por empréstimo do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

De acordo com Crisóstomo, devido à demora num acordo entre o museu e as autoridades portuguesas para o transporte do livro, que já esteve em Nova Iorque em 2005, a exposição poderá ter lugar apenas a 19 de Julho, quando se celebra o 125º aniversário de Sousa Mendes.

O livro deverá ser exposto na «Galeria dos Salvadores», dedicada a figuras que são lembradas por ajudar milhares de judeus a fugir à morte, casos de Raoul Wallenberg, Carl Lutz ou Oskar Schindler.


"LINK"

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mais fotos do criador do "Principezinho"

A notícia da morte de um dos seus maiores amigos apanhou-o em Lisboa. Foi na capital portuguesa que Antoine de Saint-Exupéry chorou o desaparecimento de Henri Guillaumet, abatido sobre o mediterrâneo no dia 27 de Novembro de 1940.

Guillaumet, pilotava um quadrimotor Farman, em direcção à Síria, para onde transportava o novo Alto-Comissário para o Levante Francês, nomeado pelo governo de Vichy. Foi abatido sobre o mar por uma caça italiano. A França tinha-se rendido em Junho, inclusive aos italianos, mas a intensa actividade aérea resultava muitas vezes neste tipo de erros.


Saint-Exupéry, que iria escrever o célebre “O principezinho” em 1943 – já nos EUA -, estava na capital portuguesa depois de escapar do sul de França. Lutara, como aviador, na força aérea francesa e recebera mesmo uma condecoração. Quando o seu país se rendeu seguiu para a Zona Francesa Livre de Vichy (no sul). Um ano depois resolveu voltar a lutar pelo seu país. Foi nessa altura que se dirigiu a Lisboa.

Já com 40 anos e vários livros publicados, Exupéry era um autor reconhecido. No dia 21 de Dezembro de 1940 embarcava no navio “Siboney” em direcção a Nova Iorque. Para trás deixava um Portugal em paz, mas cheio de refugiados. Um país que descreveu como “um paraíso triste”.

Agora foram encontradas fotografias inéditas do escritor …

Mais pormenores sobre o seu destino vêm na notícia, publicada no jornal “Público”.

Encontradas quatro fotografias inéditas de Saint-Exupéry

Antoine de Saint-Exupéry, autor da obra "O Principezinho", foi fotografado, talvez pela última vez, antes do seu desaparecimento, a 31 de Julho de 1944. Essas fotografias foram agora encontradas, numa caixa de papelão, numa casa da família do aviador Raymond Duriez, perto de Angers, França. Duriez foi companheiro de luta de Saint-Exupéry na II Grande Guerra Mundial.


A família entregou as imagens agora descobertas ao Museu Regional do Ar de Angers, noticiou o jornal francês Le Mondeon-line. Não se sabe quem terá tirado as fotografias.

Numa delas, o escritor aparece de óculos escuros, sentado na cabine de pilotagem do avião de guerra P-38 Lightning.

De acordo com o jornal francês Ouest-France, que trouxe a notícia da descoberta em primeira mão, esta fotografia já teria sido reproduzida numa revista especializada em aviação, aIcare, mas terá passado despercebida.

Outras três imagens mostram o romancista perto de um jipe, num cenário que se parece com a Córsega.

Saint-Exupéry tinha 44 anos quando o seu avião, que estava em missão para recolher dados relativamente ao posicionamento nazi, foi derrubado por um outro. O avião caiu ao mar e o corpo nunca mais foi visto.

Em 1998, segundo a AFP, um pescador encontrou uma pulseira com o nome do escritor gravado e, mais recentemente, em 2003, foram encontrados os destroços de um avião que tinha o mesmo número de série do aparelho que Saint-Exupéry pilotava.

Uma paixão em livro

A história saiu na última página do "Jornal de Notícias" e foi escrita por Carlos Rui Abreu...

Nunca guerra alguma teve tão péssimo historiador". Assim começa um livro manuscrito que retrata, em letras e gravuras, os principais factos e figuras da 2.ª Guerra Mundial. São 454 páginas de pura arte que demoraram pouco mais de 6 anos a concluir, desde Novembro de 1950 até Fevereiro de 1957.

"É mais que um filho. Tenho muito orgulho nesta obra", afirma sem contemplações Adelino Pereira. Este comerciante de 82 anos garante que só ele a leu de fio a pavio porque nunca deixou o livro, encadernado no Mosteiro de Singeverga, sair de casa.

Em pleno conflito, Adelino começou a trabalhar no livro. Corria o ano de 1944, e já em 1949 tinha concluído o rascunho da obra. Como não lhe agradou totalmente, deitou mãos à obra e começou de novo a escrever e a desenhar as 291 gravuras e 89 mapas. "Fui fazendo na loja, no intervalo do atendimento dos clientes, e foi tudo feito com tintas ordinárias porque naquela altura não havia esferográficas nem essas coisas", recorda quem assume ter "inventado" cores e "misturado muitas coisas".

Apenas com a 4.ª classe, Adelino Pereira sempre nutriu grande paixão por História e Geografia e cedo começou a intervir em conversas políticas que se mantinham em sua casa. O livro foi a forma de colocar no papel o dia- -a-dia do conflito que acompanhava através de jornais e revistas. "Entre dois comunicados antagónicos, tinha de filtrar a informação conforme a minha ideia", explicou, recordando publicações como o Mundo Gráfico e a Esfera de onde bebeu parte da informação e onde viu a cara dos "senhores da guerra". A obra está dividida em três partes: prelúdio do conflito, a guerra, e o epílogo da grande tragédia."A verde copiei os discursos dos principais líderes, um resumo do que diziam".

Além desta relíquia sobre a 2.ª Guerra Mundial, Adelino Pereira escreveu também, à mão, um romance que encadernou e que já mostrou a muitos dos seus conterrâneos. "Inventei um crime aqui junto de casa. Chama-se 'O crime do monte Lombão'".

domingo, 13 de junho de 2010

“O Fantasma do Pântano”… voltou a casa



Para os que olham aviões antigos com paixão, não há nada como ver um destes “velhos pássaros” recuperado… ou em vias disso.
Infelizmente isso acontece cada vez menos. Os destroços “viáveis” foram desaparecendo ao longo das últimas décadas, e a disponibilidade para gastar dinheiro nestas iniciativas também é reduzida. Felizmente ainda há quem arrisque e proporcione momentos únicos...



Na última sexta feira, 11 de Junho, no porto de Long Beach, na Califórnia, viveu-se um desses dias inesquecíveis… 68 anos depois de ter feito uma aterragem de emergência na Nova Guiné, um velho B-17 regressou a casa.
O avião (41-2446) saiu da fábrica, na Califórnia, em Novembro de 1941 e, pouco depois do ataque a Pearl Harbour, foi enviado para o Pacífico. Na sua primeira missão contra os japoneses, na ilha de Rabaul, em 23 de Fevereiro de 1942, foi atingido por fogo antiaéreo e realizou uma aterragem de barriga num pântano.
Os nove tripulantes – capitães Frederick C. Eaton e Henry Maynard Harlow, tenente George B. Munroe e sargentos Richard E. Oliver, Russell Crawford, Howard A. Sorensen, Clarence A. LeMieux e William E. Schwartz – escaparam ilesos, mas durante seis semanas andaram perdidos pelos pântanos e pelas florestas antes de conseguirem regressar às linhas americanas. Todos sobreviveram à guerra, mas não conseguiram ver o seu avião voltar a casa. O último faleceu em Janeiro deste ano, tratava-se de George B. Munroe.
O avião seria redescoberto em 1972 por uma patrulha aérea australiana. A meio dessa década foram removidas algumas das suas armas e, suspeita-se, desapareceram alguns apetrechos levados por saqueadores.
Nos anos 80 começaram a surgir propostas para a sua recuperação, mas o governo da Nova Guiné não se mostrou receptivo às iniciativas. Enquanto isso o velho B-17 ficava conhecido como “Swamp Ghost” (Fantasma do Pântano).



Em excelente estado de conservação, apesar de se encontrar numa zona remota e de difícil acesso, o avião começou a despertar o interesse de cada vez mais pessoas. Em 2006 foi finalmente passada uma licença e John Tallichet - filho de um piloto de B-17 - desmantelou o avião com a colaboração de uma equipa de especialistas. As enormes peças foram transportadas de helicóptero até ao porto mais próximo, com o objectivo de as embarcar para os EUA.



Surgiram, no entanto, novas dificuldades com o governo local e tudo parou. Nesta altura três dos tripulantes ainda eram vivos e Tinham conhecimento da operação de resgate. Mas questões burocráticas e outras, arrastaram o processo até agora.
Finalmente foi possível transportar o aparelho para os EUA e, na sexta-feira, dia 11 de Junho, a frente da fuselagem foi apresentada publicamente. Entre os que assistiram à chegada do “Fantasma do Pântano” estavam os filhos e netos de alguns dos tripulantes. O momento mais emotivo foi, no entanto, vivido quando a mulher de Richard Oliver – que faleceu em Agosto do ano passado - se aproximou da fuselagem com uma foto do marido.
“Sei que este é um dia feliz para o Dick. Tentou viver o mais possível para poder assistir a isto, mas não conseguiu”, explicou Linda Oliver, de 89 anos, à agência Associated Press.
Para o trazer de volta Tallichet gastou cerca de milhão e meio de dólares, mas ainda não decidiu o que vai fazer com ele. Existem várias hipóteses. Ou vai colocá-lo a voar ou irá simplesmente reconstruí-lo para o colocar em exposição. A decisão só será tomada nos próximos meses…
Para já o “Fantasma do Pântano” regressou a casa e deixou de ser um fantasma…

Nota: Esta notícia foi escrita baseada em informações dadas à Associated Press, que forneceu também as fotografias da cerimónia. As restantes imagens pertencem ao arquivo do site oficial desta operação de resgate, que pode consultar em http://www.theswampghost.com/

sábado, 12 de junho de 2010

Um ponto de vista...

São apenas alguns minutos e... em inglês, mas valem a pena.
Venha conhecer o Portugal de 1940... em imagens e a cores.

Chama-se Picturesque Portugal e foi realizado em 1940 por James A. Fitzpatrick. Estava integrado num conjunto de filmes turísticos, sobre diversas zonas do globo, denominados FitzPatrick Traveltalks.




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