Revista "Arquivo Nacional", 12 de Novembro de 1943
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Este blogue utiliza português que respeita o período pré-acordo ortográfico.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
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Revista Arquivo Nacional
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Algumas perguntas a Patrícia Carvalho
Patrícia Carvalho é jornalista no “Público”, diário onde publicou em 2014 um conjunto de histórias relacionadas com portugueses que passaram pelos campos de concentração Nazis.
As reportagens reuniram testemunhos documentais e de familiares das vítimas dos campos. Agora surgem em também num livro onde, para além das histórias que já conhecemos surge também algum material novo.
Aterrem em Portugal - Quem eram estes portugueses?
Patrícia Carvalho - As pessoas que encontrei eram portugueses que tinham deixado o país e estabelecido e sua vida em França e na Bélgica. Emigrantes, portanto.
AP - O Governo de Salazar teve conhecimento destes casos?
PC - Pela consulta dos telegramas trocados entre Lisboa e as representações diplomáticas na França e Alemanha eu diria que não. Mas acho que não se pode afirmar isto taxativamente. Apesar de, nas obras publicadas sobre a relação de Salazar com a Segunda Guerra Mundial, não aparecer qualquer referência a outro tipo de documentação que refira esse conhecimento, acho que ainda valia a pena debruçarmo-nos concretamente sobre essa pergunta. É uma das perguntas que deixo em aberto no livro.
AP – As suas histórias surgiram primeiro como uma reportagem alargada no jornal Público. Porquê a necessidade de as continuar em livro?
PC - Não houve uma “necessidade” de as contar em livro. Houve, sim, o interesse de várias editoras, que me contactaram assim que a reportagem foi publicada, propondo-me que transformasse aquele trabalho num livro. Agora que ele está pronto, acho que fez todo o sentido. A pesquisa adicional que pude fazer permitiu-me desenvolver de forma muito mais pormenorizada algumas das histórias que apareciam na reportagem e encontrar histórias novas e outros pormenores que não constavam da reportagem do Público.
AP – Que dificuldades encontrou durante a pesquisa?
PC - O facto de os documentos e familiares estarem, em larga medida, fora de Portugal e espalhados por vários países, tornou o processo mais complexo. Além disso, encontrar os familiares também não foi fácil. Mas toda a pesquisa foi apaixonante e algo que, tendo os meios necessários para o fazer, gostaria de levar ainda mais longe.
AP - Contactou com familiares de algumas destas pessoas. Como reagiram ao seu contacto?
PC - Senti que ficaram felizes por poderem contar as histórias dos seus familiares e sensibilizadas por, ao fim de tantos anos, o sofrimento deles durante a guerra poder, finalmente, ser contado no país onde eles tinham nascido.
AP - Houve alguma história que a tivesse marcado mais?
PC - Todas as histórias são muito diferentes e muito marcantes. Temos, claro, o caso das pessoas que não sobreviveram às condições pavorosas dos campos de concentração, como o algarvio Casimiro Martins, e aqueles que possivelmente terão sido assassinados, como os judeus Michael Fresco e Rachel Basista.
Há os sobreviventes com fortes convicções políticas, como Luiz Ferreira ou Maria d’Azevedo, e pessoas como a Maria Barbosa, que sobreviveu, mas perdeu um irmão em Bergen-Belsen. Temos membros da Resistência, como Júlio Laranjo, e pessoas que foram apanhadas por mero acaso, sem terem, aparentemente, qualquer intervenção política, como André de Sousa. Todos viveram experiências extraordinárias e de uma violência/privação tais, que as marcas da sua passagem pelos campos de concentração – físicas e psicológicas – acompanharam-nos até ao fim das vidas.
Carlos Guerreiro
As reportagens reuniram testemunhos documentais e de familiares das vítimas dos campos. Agora surgem em também num livro onde, para além das histórias que já conhecemos surge também algum material novo.
Aterrem em Portugal - Quem eram estes portugueses?
Patrícia Carvalho - As pessoas que encontrei eram portugueses que tinham deixado o país e estabelecido e sua vida em França e na Bélgica. Emigrantes, portanto.
AP - O Governo de Salazar teve conhecimento destes casos?
PC - Pela consulta dos telegramas trocados entre Lisboa e as representações diplomáticas na França e Alemanha eu diria que não. Mas acho que não se pode afirmar isto taxativamente. Apesar de, nas obras publicadas sobre a relação de Salazar com a Segunda Guerra Mundial, não aparecer qualquer referência a outro tipo de documentação que refira esse conhecimento, acho que ainda valia a pena debruçarmo-nos concretamente sobre essa pergunta. É uma das perguntas que deixo em aberto no livro.
AP – As suas histórias surgiram primeiro como uma reportagem alargada no jornal Público. Porquê a necessidade de as continuar em livro?
PC - Não houve uma “necessidade” de as contar em livro. Houve, sim, o interesse de várias editoras, que me contactaram assim que a reportagem foi publicada, propondo-me que transformasse aquele trabalho num livro. Agora que ele está pronto, acho que fez todo o sentido. A pesquisa adicional que pude fazer permitiu-me desenvolver de forma muito mais pormenorizada algumas das histórias que apareciam na reportagem e encontrar histórias novas e outros pormenores que não constavam da reportagem do Público.
AP – Que dificuldades encontrou durante a pesquisa?
PC - O facto de os documentos e familiares estarem, em larga medida, fora de Portugal e espalhados por vários países, tornou o processo mais complexo. Além disso, encontrar os familiares também não foi fácil. Mas toda a pesquisa foi apaixonante e algo que, tendo os meios necessários para o fazer, gostaria de levar ainda mais longe.
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| Saiba mais sobre o livro AQUI. |
PC - Senti que ficaram felizes por poderem contar as histórias dos seus familiares e sensibilizadas por, ao fim de tantos anos, o sofrimento deles durante a guerra poder, finalmente, ser contado no país onde eles tinham nascido.
AP - Houve alguma história que a tivesse marcado mais?
PC - Todas as histórias são muito diferentes e muito marcantes. Temos, claro, o caso das pessoas que não sobreviveram às condições pavorosas dos campos de concentração, como o algarvio Casimiro Martins, e aqueles que possivelmente terão sido assassinados, como os judeus Michael Fresco e Rachel Basista.
Há os sobreviventes com fortes convicções políticas, como Luiz Ferreira ou Maria d’Azevedo, e pessoas como a Maria Barbosa, que sobreviveu, mas perdeu um irmão em Bergen-Belsen. Temos membros da Resistência, como Júlio Laranjo, e pessoas que foram apanhadas por mero acaso, sem terem, aparentemente, qualquer intervenção política, como André de Sousa. Todos viveram experiências extraordinárias e de uma violência/privação tais, que as marcas da sua passagem pelos campos de concentração – físicas e psicológicas – acompanharam-nos até ao fim das vidas.
Carlos Guerreiro
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Encontro em Aljezur
Conversa em Aljezur.
(Foto Carla Quirino)
Foram cerca de 60 pessoas que no sábado estiveram em Aljezur para falarmos um pouco sobre a II Guerra Mundial. Com o José Augusto Rodrigues foi possível deixar uma imagem do que foi este conflito no Algarve e em Portugal, apesar da anunciada neutralidade…
Obrigado pela participação e espero que tenha valido a pena…
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Gustavo Coelho Godet
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Lembrar a II Guerra Mundial no Algarve
A queda do avião em Aljezur, a aterragem forçada de aviões, as redes de espionagem que operavam no Algarve e os combates navais e aeronavais que se registaram no sul do país durante a II Guerra Mundial vão ser alguns dos temas que serão abordados no próximo sábado (31 de Outubro) numa sessão evocativa do conflito que vai decorrer na Junta de Freguesia de Aljezur.
Para abordar estes temas estarão presentes José Augusto Rodrigues e Carlos Guerreiro. O primeiro é autor do livro “A Batalha de Aljezur” e o segundo autor deste blogue.
Será ainda inaugurada uma exposição que reúne peças e informação sobre o combate aéreo que teve lugar em Julho de 1943 naquele concelho. Um incidente que levou à queda de um aparelho alemão, cujos tripulantes se encontram sepultados no cemitério local. Algumas destas peças foram recentemente cedidas por um particular à associação local de defesa do património.
O encontro está marcado para as 15 horas. Até lá…
Carlos Guerreiro
Para abordar estes temas estarão presentes José Augusto Rodrigues e Carlos Guerreiro. O primeiro é autor do livro “A Batalha de Aljezur” e o segundo autor deste blogue.
Será ainda inaugurada uma exposição que reúne peças e informação sobre o combate aéreo que teve lugar em Julho de 1943 naquele concelho. Um incidente que levou à queda de um aparelho alemão, cujos tripulantes se encontram sepultados no cemitério local. Algumas destas peças foram recentemente cedidas por um particular à associação local de defesa do património.
O encontro está marcado para as 15 horas. Até lá…
Carlos Guerreiro
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
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Sais Kruschen
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015
O Postalinho...
Importações para Inglaterra bloqueadas pela Alemanha
Os alemães querem passar a mensagem de que o Reino Unido está isolado do mundo e inacessível através do mar. Entre 1940 e princípios de 1943 as perdas entre os navios mercantes aliados foram muito numerosas e o abastecimento da Inglaterra esteve em risco de ser interrompido.
A guerra no mar, nomeadamente a Batalha do Atlântico, mereceu ampla cobertura dos jornais – mesmo dos portugueses, apesar da censura – e não foram poucos os náufragos que chegaram a portos nacionais tanto do continente, nas ilhas ou nas colónias.
O aproveitamento destas notícias para realizar vários tipos de propaganda era óbvio e este postal é apenas um desses exemplos.
Carlos Guerreiro
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