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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Histórias na tela

O Espaço Memória dos Exílios inicia esta noite mais um ciclo de filmes dedicados à temática da II Guerra Mundial. As fitas, de entrada gratuita, são ainda tema de debate após a exibição contando com a presença de convidados especiais para esse efeito.


O ciclo abre com "O Filho de Saul" de Laszlo Nemes. O filme começa às 21.00 horas e será comentado por José Manuel Fernandes. Amanhã, dia 15, a sessão começa às 15.30 horas, com o filme "Caçadores de Obras Primas" sobre a unidade especial que os americanos organizaram com o objetivo de descobrir as obras de arte roubadas pelos nazis aos longo da guerra.

Os comentários estão a cargo de Cláudia Ninhos. Nos próximos dois fins de semana, a cada sábado (22 e 29 de Outubro) pode assistir aos filmes "A Queda - As últimas Horas de Hitler" e "O Longo Caminho para Casa" com comentários de Ricardo Silva e Isabel Gil, respetivamente. As sessões estão marcada para as 15.30 horas.

Não esqueça que existem outras coisas para fazer e que, até Dezembro, existem também duas exposições na zona de Lisboa que valem a penas serem visitadas. Para saber mais pode consultar a nossa AGENDA.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

«Escaparate de Utilidades»
Pasta Benamôr

Jornal "Diário de Lisboa", 10 de Outubro 1939

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Portugueses na Divisão Azul tema de encontro

No próximo sábado, às 16 horas, o Espaço Memória dos Exílios vai receber o Ricardo Silva para falar sobre a Divisão Azul e dois naturais de Cascais que integraram essa unidade de voluntários formada em Espanha para combater na União Soviética.

Estarei também por lá para iniciar a sessão e depois para moderar a conversa que se segue…

Fica encontro marcado.



Sinopse da iniciativa:

Integrada na rubrica "Debates nos Exílios" realiza-se uma palestra por Ricardo Silva, na qual será contada a história de dois cascalenses: Alberto Alves e João da Cunha, figuras que inseriram a Divisão Azul. No dia 24 de agosto de 1941 , Hitler terá aprovado o "uso" de voluntários espanhóis a enviar para a frente de Leste, durante a Segunda Guerra Mundial.

A Divisão Azul, como assim era chamada, era constituída por combatentes voluntários que se alistavam em Espanha e que provinham maioritariamente da Legião Espanhola e que participaram na cruzada de 1936-1939. Desses , 159 voluntários eram portugueses e participaram naquela que foi a maior operação militar de todos os tempos: a invasão da União Soviética pelas forças da Alemanha nazi.

É esta participação activa de portugueses ignorada pela historiografia portuguesa, que vamos debater. Identificar os homens pelos seus nomes e dar rostos concretos a inúmeras histórias, numa reconstituição que só foi possível graças ao laborioso trabalho de investigação levado a cabo por Ricardo Silva, mestre em História Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa e autor da tese Portugueses na Wehrmacht, "Os voluntários da Divisão Azul". (1941-1944).

Carlos Guerreiro

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Livros ...
O Comboio do Luxemburgo

O Festival Literário Internacional de Óbidos recebe esta tarde, às 18.30 horas, a apresentação d’ O Comboio de Luxemburgo, o novo livro das historiadoras Irene Pimentel e Margarida de Magalhães Ramalho. No dia 6 de Outubro será a vez da Fnac do Chiado receber uma iniciativa semelhante.

Pode adquirir "O Comboio do Luxemburgo" aqui.

Esta nova obra conta o caso de um comboio de refugiados judeus que em 1940 foi impedido de passar pela fronteira pelas autoridades portuguesas. Meia centena destes passageiros morreu em Auschwitz.

Fica sinopse oficial do livro:

Um livro que revela que nem todos os refugiados da Segunda Guerra Mundial se conseguiram salvar através de Portugal. A 7 de Novembro de 1940 partiu do Luxemburgo, país onde o nazismo tentou fabricar o primeiro país "livre de judeus", um comboio com 293 passageiros que tinha Portugal como destino. Mas ao contrário de outros comboios com judeus em fuga, não foi dada autorização na fronteira de Vilar Formoso para que entrasse no país.

Os refugiados ficaram mais de uma semana fechados nas carruagens, numa atmosfera desumana, sujeitos a um frio intenso e alimentando-se do pouco que a população pobre da zona tinha para lhes oferecer: pão, café e, por vezes, sopa. Ao fim de cerca de dez dias, o impasse foi quebrado. Já com as negociações em curso para instalar os judeus no Luso, o governo de Salazar negou-lhes a entrada em Portugal, empurrando-os assim para uma morte mais do que provável.

De regresso a França, estiveram ainda vários dias confinados ao comboio até os alemães decidirem interná-los em Mousserroles, perto de Baiona, num antigo campo de internamento. Libertados meses depois, alguns conseguiram partir para outras paragens e outros acabaram por ficar na França do regime de Vichy - destes, poucos sobreviveram aos campos de extermínio.

Mas porque foram os refugiados impedidos de entrar em Portugal? Após a análise de documentos inéditos e de entrevistas a sobreviventes e seus familiares, as historiadoras Irene Flunser Pimentel e Margarida de Magalhães Ramalho explicam-nos as razões deste acontecimento histórico muito pouco conhecido que deixa cair por terra a ideia de que Portugal, na figura do seu chefe de Governo, António de Oliveira Salazar, acolhia todos os refugiados da Segunda Guerra Mundial. 

Num momento em que vivemos tempos conturbados e assistimos diariamente ao drama dos refugiados que procuram escapar à guerra e à morte, O Comboio do Luxemburgo é uma obra essencial para compreender o passado e o presente da Europa, fazendo-nos também reflectir sobre o pode acontecer caso os refugiados actuais não sejam acolhidos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Concurso escolar "Contar o Holocausto"

O concurso escolar “Contar o Holocausto” é uma iniciativa promovida pela Associação Memoshoá – Associação Memória e Ensino do Holocausto (Memoshoá), em parceria com a Direção-Geral da Educação (DGE).

O Concurso é dirigido a alunos do 3.º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

Para mais informações consulte o site www.memoshoa.pt
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