Pesquisar neste blogue

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Memórias para o olhar

Pratos e cartazes podem não ter nada em comum, mas neste caso contribuem para perceber como a arte popular ou as enormes máquinas de propaganda acompanharam a II Guerra Mundial. Em Alcobaça e em Lisboa exposições reúnem peças que podem ser vistas até Fevereiro.


Mais de 200 cartazes, panfletos e filmes contam a história da propaganda de guerra dos vários países que participaram no conflito. Co-produzida pelo Museu do Caramulo e Museu Colecção Berardo, a exposição divulga material produzido pelos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Japão e União Soviética.

Numa nota da organização pode ler-se que o cartaz “foi a principal forma de propaganda” durante a guerra, “pela facilidade de produção e de aplicação em qualquer local, permitindo que a mensagem estivesse sempre presente junto dos cidadãos, apelando a que dessem, produzissem e se sacrificassem”.








Unidos somos fortes...






... Vocês transportam os estandartes contra o bolchevismo...







... a caminho da Liberdade...







... Não vencemos sem elas...





Reportagem da Sic sobre a exposição «A Arte da Guerra - Propaganda na II Guerra Mundial» que pode ser vista até 8 de Fevereiro, todos os dias, entre as 10 e as 19 horas.


Estes trabalhos foram produzidos por agências governamentais ou artistas de nomeada dos vários países e incorpora já muito do que será a propaganda e a publicidade dos anos do pós-guerra: imagens fortes e frases ou slogans de fácil percepção.

Em Alcobaça, no Armazém das artes, encontra-se uma exposição ainda mais curiosa. São 31 pratos de uma colecção, produzidos pela Olaria de Alcobaça e que reproduzem - através de frases e quadras – distintos momentos da II Guerra Mundial.


«Pratos de Guerra – Pratos de Paz» pode ser visitada até 26 de Fevereiro, no Armazém das Artes em Alcobaça, de 2ª a 6ª entre as 11 e as 18 horas e durante o fim de semana, das 14 às 18 horas.


Aparentemente os pratos eram produzidos na olaria quase de forma clandestina, pois poucas pessoas pareciam ter conhecimento disso , sempre que se registavam momentos importantes do lado aliado – vitórias importantes ou invasões, por exemplo.



O número exacto destes “Pratos de Guerra - Pratos de Paz” é desconhecido, e os 31 presentes na exposição encontravam-se na posse de um particular.

Boas visitas!

Carlos Guerreiro

2 comentários:

  1. Boa tarde. Uma óptima forma de se fazer uma viagem no tempo. Obrigado pela notícia.

    ResponderEliminar