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segunda-feira, 3 de junho de 2019

«Escaparate de Utilidades»
Actualidades da Guerra no São Luiz

Diário de Lisboa, 3 de Junho 1941

quarta-feira, 29 de maio de 2019

O incidente do Serpa Pinto (2)
Transporte de refugiados durante a Guerra

Depois de termos construído uma cronologia do incidente que em 26 de Maio de 1944 quase levou ao afundamento do navio Serpa Pinto, vamos olhar neste artigo para o navio e o seu envolvimento no transporte de refugiados durante a II Guerra Mundial. Tentamos também enquadrar a sua actividade no contexto nacional e internacional recorrendo para isso a fontes diversas entre as quais destaco o trabalho da historiadora Irene Pimentel, uma das das primeiras a escrever sobre este tema.

O Serpa Pinto no porto de Lisboa.
O Serpa Pinto pertencia à Companhia Colonial de Navegação (CCN), fundada em 3 de Julho de 1922 por um conjunto de empresários com negócios em Angola e na Guiné, que não viam as suas necessidades satisfeitas pelas companhias existentes, nomeadamente, a Companhia Nacional de Navegação.

No princípio da II Guerra Mundial a sua frota era constituída por quatro paquetes – o Mouzinho, o Colonial, o João Belo e o Guiné –, seis unidades de carga – o Cassequel, o Ganda, o Malange, o Lobito, o Pungue e o Sena -, para além de rebocadores, batelões e outras unidades de porte mais reduzido operando em portos do continente, África Ocidental e Oriental.

A empresa, uma das maiores do sector naquela época ao lado da Companhia Nacional de Navegação, mantinha rotas de Lisboa para o norte da Europa, EUA, América do Sul, África Ocidental e Oriental.

O Serpa Pinto foi adquirido em Março de 1940, para assegurar uma nova rota para o Brasil, onde se registava um aumento do transporte de passageiros e carga. Tinha sido construído nos estaleiros da Belfast Workman, Clark & C. Lda, na Irlanda do Norte, e entregue em 1915 com o nome “Ebro” a uma empresa de armadores britânica. Logo nesse ano foi vendido à “Yugoslavensky Lloyd”, da Jugoslávia, navegando com o nome “Princesa Olga”, até ser vendido à CCN.

Em termos de dimensões o Serpa Pinto e o Mouzinho foram, durante aquele período, os maiores navios da frota ao serviço da "Colonial", tendo ambos pouco mais de 147 metros de comprimento, e, respectivamente, 606 e 700 acomodações para passageiros. O primeiro permitia o transporte de 537 passageiros em primeira classe, 73 em segunda, 109 em terceira e 249 nas cobertas, caso fosse necessário. Uma capacidade importante tendo em vista o turbulento período que se aproximava e que transformaria Lisboa no principal porto de saída para milhares de refugiados que procuravam escapar ao poder ideológico e militar de Hitler.


Portugal e o transporte de refugiados durante a II Guerra Mundial

Os primeiros refugiados do nazismo chegaram a Portugal pouco depois da subida de Hitler ao poder e até 1936 vários integraram-se na sociedade portuguesa. Com a implementação de leis antissemitas mais restritivas na Alemanha, especialmente a partir de meio da década de 30, aumentaram também os que tentavam escapar para paragens mais seguras.

Para evitar este crescente fluxo – constituído essencialmente por refugiados judeus ou políticos - vários estados europeus implementaram legislação que impedia a sua passagem e instalação. Também Portugal efectivou, em 1936, leis que restringiam a entrada e a permanência dos que fugiam ao nazismo e, a partir de 1938/39, esse bloqueio acentuou-se com a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE) a intervir de forma mais enérgica na zona fronteiriça.

Mesmo assim chegaram ao porto de Lisboa, até Agosto 1939, vários paquetes alemães oriundos de Hamburgo trazendo refugiados que aqui demandavam a navios holandeses, espanhóis, gregos ou italianos seguindo rumos a destinos além-mar onde ainda autorizavam a sua permanência. Durante este período as companhias portuguesas mantiveram-se centradas nas suas rotas tradicionais, com carga e passageiros a seguirem para as colónias africanas e ilhas adjacentes enquanto para as Américas e para os portos do norte da Europa a aposta passava essencialmente pelo transporte de mercadorias.

Em 1940, com a ocupação da França pelas forças nazis chegaram milhares de pessoas ao país, tornando mais difícil conter e controlar a chegada de forasteiros. Este período coincide também com o desaparecimento dos portos portugueses das importantes marinhas mercantes dos países que entretanto tinham entrado na guerra - por vontade própria ou não - nomeadamente, a Holanda (maio de 1940), a Itália (Junho de 1940) ou a Grécia (Outubro de 1940), o que causou um importante desequilíbrio entre a oferta e a procura de passagens para o outro lado do Atlântico.

Aos refugiados restava viajar em unidades navais neutrais brasileiras, suecas, espanholas ou americanas, enquanto as companhias portuguesas, nomeadamente, as que tinham unidades de passageiros como a Colonial, a Nacional ou a Insular despertavam para um mercado que, at´
e aí, tivera importância residual na sua actividade comercial. É especialmente a partir de 1941 que os armadores nacionais vão apostar em rotas periódicas para os EUA ou disponibilizar-se para fretamento dos seus navios por associações ou grupos de apoio a refugiados, portuguesas e estrangeiras, entretanto instaladas em Lisboa.

Mesmo assim as dificuldades para adquirir um bilhete vão sentir-se de forma premente e em 1941 obter lugar num navio torna-se uma questão crítica até porque os vistos, tanto de permanência como de viagem, têm prazos de utilização limitados e muitos caducam antes de ser possível embarcar. Por outro lado subiram os preços das passagens. Se antes da invasão da França o custo de uma viagem daquele país para Nova Iorque rondava os 145 dólares, em Outubro de 1940, saindo de Lisboa, pagavam-se já 195 e em Fevereiro do ano seguinte 350.

Dados contidos no livro "Judeus em Portugal 
durante a II Guerra Mundial" de Irene Pimentel.

De salientar que houve navios vários navios portugueses a realizar o transporte de refugiados ainda antes de 1941, apesar desse número ser relativamente reduzido. Em 12 de setembro de 1940, por exemplo, o paquete “João Belo”, na sua rota habitual para Moçambique, levou até ao Congo Belga cerca de uma vintena de judeus belgas que tinham chegado a Lisboa a bordo do “Dora”, um pequeno navio fretado e que fora impedido de chegar ao destino devido ao confronto entre as frotas britânica e francesa no norte de África.

Em Novembro de 1940 a imprensa americana já dava conta de que o Governo de Salazar tinha autorizado aos armadores portugueses o estabelecimento de linhas entre Lisboa e Nova Iorque, enquanto em maio do ano seguinte noticiavam que 14 navios tinham sido desviados das habituais rotas coloniais para assegurar o transporte de passageiros e mercadorias como trigo, carvão e fertilizante entre os dois países. Vários são de pequena tonelagem e com reduzida capacidade de alojamento, como eram o caso do Guiné, do São Thomé, do Pungue ou do Lobito, mas nesta rota surgem também unidades com grande número de acomodações como eram o caso do Quanza, do Niassa, do Carvalho Araújo ou do Serpa Pinto.


Serpa Pinto: o navio do Destino

O “Serpa Pinto” assume cedo um papel de destaque nesta nova realidade e nos primeiros oito meses de 1941 transporta mais de 3000 passageiros, superando em quase um milhar o navio seguinte, o Niassa, como se pode ver pelos dados reunidos no Quadro 1 - copiado do livro de Irene Pimentel "Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial" - e que lista os passageiros transportados por diversos navios portugueses durante o período referido.

Deve ter-se em conta que tão elevado número de passageiros transportados não resulta apenas da capacidade, mas também das rotas percorridas. Uma viagem de ida e volta entre Lisboa e os portos coloniais da África Oriental poderia prolongar-se por vários meses enquanto uma ida e volta áo continente americano, mesmo com diversas paragens, se podia fazer em mês e meio.

Lista de viagens do Serpa Pinto
com refugiados, construída com base
nas listas de passageiros da Joint.
Entre a documentação disponibilizada on-line pela American Jewish Joint Distribution Committee (Joint), uma das instituições americanas que em Lisboa organizou e financiou a evacuação de refugiados judeus para diversos destinos, encontram-se listas de passageiros confirmando que entre 1941 e 1945 o Serpa Pinto realizou pelo menos uma vintena de viagens entre Lisboa e portos nas américas do norte, do sul e das Caraíbas.

A imagem do Serpa Pinto tornar-se-ia icónica. São diversas as fotografias assinalando a saída de refugiados de Lisboa que mostram o navio. Personalidades famosas como Marcel Duchamp ou Simone Weil cruzaram nele o Atlântico e o escritor Stefan Zweig lembra-o nas suas memórias. O seu nome surge em reportagens e mais recentemente as suas deambulações de guerra foram retratadas pela obra da belga Rosine De Dijn, “O Barco do Destino”.

Curiosamente numa das viagens, que teve lugar em Junho de 1942, o navio atravessou o Atlântico até ao Rio de Janeiro e Nova Iorque levando mais de 400 judeus e no regresso trouxe 940 diplomatas e outros cidadãos alemães expulsos na sequência da entrada do Brasil na guerra. Das suas aventuras em tempos de guerra merece ainda destaque o salvamento, a 8 de Outubro de 1940, de 22 tripulantes do navio grego Antonios Chandris afundado no Atlântico Sul.

Carlos Guerreiro

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Na próxima semana vamos olhar para a lista de passageiros do Serpa Pinto.

Leia a primeira parte deste artigo em : "A cronologia de uma ameaça de naufrágio"



sexta-feira, 24 de maio de 2019

O incidente do Serpa Pinto (1)
A cronologia de uma ameaça de naufrágio

Nas próximas semanas vamos desenvolver o caso da abordagem do navio Serpa Pinto por um submarino Alemão em Maio de 1944. Hoje apresentamos uma cronologia dos acontecimentos e fica prometido que lá mais para a frente escreveremos também sobre outros questões relacionadas com este incidente.

O navio "Serpa Pinto" interceptado 
em 26 de Maio de 1944 por um U-boat alemão.
No dia 26 de Maio de 1944, às 00.10 horas, o navio português Serpa Pinto foi interceptado na viagem entre Ponta Delgada e Filadélfia pelo submarino alemão U-541 que após uma inspecção ameaçou afundar o paquete, com a justificação de que este transportava mercadoria para os EUA e para o México - países inimigos da Alemanha - e ainda cidadãos em idade militar também oriundos de nações adversárias.

Durante a madrugada centenas de tripulantes e passageiros foram obrigados a abandonar o navio, esperando em baleeiras que se concretizasse a ameaça de afundamento. Ao raiar do dia o comandante alemão recebeu ordens de Berlim para deixar o Serpa Pinto prosseguir viagem. Dois passageiros de nacionalidade americana, em idade militar, foram detidos e levados para Lorient, base para onde o U-541 regressou a 22 de Junho. Três outras pessoas, dois tripulantes e uma criança que vinha como passageira, faleceram durante o processo de abandono do navio.

O comandante Américo dos Santos tinha saído de Lisboa com o Serpa Pinto, da Companhia Colonial de Navegação, a 16 de Maio, fazendo escala no Porto (18 de Maio) e Ponta Delgada (21 de Maio) antes de rumar a Filadélfia. A bordo seguiam 158 tripulantes e 228 passageiros – 179 embarcados em Lisboa; 19 no Porto e 30 em Ponta Delgada -, muitos deles refugiados, alguns com destino aos EUA e outros com vistos para o Canada e para a Austrália.

A intercepção e fiscalização pelo submarino alemão tiveram lugar nas coordenadas 35º 58'N de latitude e 53º35´W de longitude, a cerca de 600 milhas do destino. Para uma compreensão mais clara do que aconteceu durante o dia de 26 de maio elaborou-se uma cronologia que resume os principais momentos deste incidente e que reúne material recolhido em relatórios e documentação oficial disponível em diversos arquivos portugueses:

00.10 Horas
- Avistamento de sinais luminosos pelo través de estibordo, ouvindo-se também uma rajada de metralhadora que terá servido para chamar a atenção do Serpa Pinto.

00.20 Horas
 - O comandante do Serpa Pinto dá ordem para a parar as máquinas na Latitude 33º 58’ Norte e Longitude 53º 35’ Oeste. A embarcação estranha envia por sinais luminosos a mensagem: “Send a Boat”. Na água é possível perceber-se o recorte da silhueta de um submarino.
 - Do Serpa Pinto é enviada uma baleeira comandada pelo imediato Manuel Valente de Pinho. Leva consigo documentos e passaporte do navio, manifesto de carga, listas de tripulantes e de passageiros.

01.00 Horas
- A baleeira regressa ao navio português trazendo a bordo um oficial alemão acompanhado de um marinheiro armado. O imediato Valente de Pinho ficou retido no submarino tal como os documentos do navio.
- Todos os passageiros e tripulantes são chamados para o tombadilho de 1ª Classe.
- O militar alemão mostra interesse na carga – grande parte vinho e aguardente – e nos passageiros de nacionalidade americana com idade militar. Diz ao português que a carga é ilegal e em relação aos passageiros americanos mostra-se surpreso por vários não falarem inglês. O comandante explica que apesar de terem nascido nos EUA faziam parte da comunidade portuguesa e só falavam português.
- O oficial alemão seleccionou um passageiro – Camillo Grande Perez, de 24 anos - nascido no Canadá para o acompanhar até ao submarino. Ordenou que fosse ao camarote buscar alguma roupa e esperou o seu regresso, mas ele aproveitou o momento e escondeu-se. Perante a ameaça de afundamento imediato o homem foi procurado e encontrado pelos restantes passageiros e tripulantes, sendo entregue aos alemães.

01.40 Horas 
- O oficial alemão termina a inspecção aos documentação do navio e à lista de passageiros, reembarcando na baleeira levando o jovem nascido no Canadá.

02.15 Horas 
- O Imediato regressa a bordo do Serpa Pinto dizendo que o comandante alemão exige que abandonem o navio o mais rapidamente possível pois pretende afundá-lo.

02.20 Horas 
- É dada ordem para arrear as baleeiras e abandonar o navio. As 385 pessoas embarcaram nos salva-vidas no tempo estipulado. A operação foi facilitada pelo bom estado do mar e pelo facto de todos os passageiros se encontrarem reunidos no tombadilho de Primeira Classe.

02.35 Horas 
- O Serpa Pinto encontra-se parado e abandonado por todo o pessoal.
- Algumas baleeiras afastam-se, mas o capitão Santos mantém-se perto esperando que se concretize o afundamento.
- Segundo o relatório do capitão Américo do Santos, o Submarino “não fazia senão pavonear-se pelo meio das baleeiras cheias de gente que vivia ali um dos momentos mais cruciantes da sua vida”.

05.00 Horas 
- As baleeiras estão a dispersas pela água e algumas encontram-se já muito afastadas do Serpa Pinto.

07.00 Horas 
- O submarino aproxima-se da baleeira do comandante português e capitão alemão - Kurt Petersen -ordena que este suba a bordo. Américo dos Santos pede aos tripulantes que esperem pelo seu regresso, mas os alemães empurram o salva-vidas para longe com os pés e prosseguem a marcha.
- O comandante do U-boat informa que espera autorização de Berlim para realizar o afundamento.
- Américo dos Santos alerta os alemães para o facto de várias baleeiras estarem muito distantes, situação que poderá dificultar o reembarque caso Berlim não autorize o afundamento. Petersen permite que se utilize um megafone para reunir as embarcações dispersas e informa ainda dos Santos que, caso se confirme a ordem de afundamento, ele ficará como refém.

07.30 Horas 
- O telegrafista do submarino sobe à torre do submarino com uma mensagem, mas ainda não é a resposta definitiva.

08.00 Horas
 - Chega ao submarino a informação de que o Serpa Pinto não deverá ser afundado.

08.15 Horas 
- Américo dos Santos recebe a documentação do navio. É chamada uma baleeira e ele embarca com ordens para enviar para bordo do submarino dois passageiros americanos em idade militar, nomeadamente os que têm os números 45 e 112 na lista de passageiros.
- O reembarque de tripulantes e passageiros no Serpa Pinto prolonga-se por três horas.

11.15 Horas 
- Todos os tripulantes e passageiros estão de regresso ao Serpa Pinto e isso inclui o cidadão canadiano retirado pelos alemães horas antes.
 - Procedeu-se à chamada de todos os passageiros e tripulantes, detectando-se a falta de três pessoas: Uma criança de 16 meses chamada Beatrice Trapunski, filha de Abraham e Eva Trapunsky, embarcados em Lisboa com destino ao Canadá; o médico António Ferreira Machado que caiu à água durante o embarque nas baleeiras e, por fim, o cozinheiro Hermano António que terá sido atingido por uma peça da equipagem quando as baleeiras foram lançadas à água.

12.15 Horas 
- Manuel Pinto e Virgílio Magina, americanos em idade militar foram entregues ao submarino.

17.00 Horas
 - Termina a operação de içar as baleeiras e o Serpa Pinto continua a viagem.

Na próxima semana voltaremos a abordar este incidente com o Serpa Pinto com o objectivo de ficar a saber mais sobre o navio, os passageiros e outras questões relacionadas com o caso.

Carlos Guerreiro 

quinta-feira, 23 de maio de 2019

O “Ganda” recolheu náufragos do “British Grenadier”


Neste dia em 1941 o cargueiro português "Ganda" encontrou sobreviventes do navio britânico "British Grenadier"...

Não foi possível encontrar muita informação sobre este caso, mas o que se sabe pode ser encontrado AQUI...

Boas leituras.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

"Música degenerada" do III Reich para dançar no Estoril

Amanhã, sábado, Dia Internacional dos Museus, o Espaço Memória dos Exílios, no Estoril, vai abordar a questão da relação entre o Terceiro Reich e a musica a que chamou ‘Degenerada’ – o jazz e o swing, e sobre o papel que a música e dança desempenharam enquanto actos de resistência, e de propaganda durante o período do nazismo.

Os Ghetto Swingers tocam em Terezin, o filme de propaganda Nazi sobre a vida no campo de concentração de Terezin, realizado por Kurt Gerson
A sessão começa às 14h30, e a apartir das 15h00, poderá dançar. Primeiro pode aprender ou recordar uns passos durante um workshop de Lindy Hop/Swing com os monitores da Swing Station e depois pôr em prática o que aprendeu.

O workshop é gratuito, requer marcação por o e-mail: eme@cm-cascais.pt