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terça-feira, 22 de maio de 2012

A herança de Tiago Gomes

As encadernações reúnem parte da herança de um avô que Tiago Gomes nunca conheceu. São versões em português de revistas de origem americana - a “Victory” e a “Em Guarda” – que durante a II Guerra Mundial foram veículos de propaganda para as mensagens do governo de Roosevelt.  

Foi a mãe de Tiago Gomes que as reuniu depois do falecimento do pai em 1964 e as passou depois ao seu filho, que nasceu dez anos depois – por acaso ano de revolução dos cravos. 

Capas das revistas de propaganda americana "Em Guarda" e "Victory"

Para além das revistas Tiago acabou por “herdar” também muitas das histórias que ficaram na memória da família.

Nascido perto de Vila Nova de Ourém em 1900, Manuel Lopes Alexandre, órfão de pai, chegou a Lisboa com apenas 14 anos para trabalhar numa mercearia, que acabaria por comprar duas décadas depois.

Hoje, no velho edifício da mercearia, na rua de Dona Estefânia, funciona o restaurante “Morgadinha da Estefânia”. No andar de cima António criou a família.

O pai de Mário Soares terá também encontrado refúgio nessa casa num período em que andou fugido ao Estado Novo. É pelo menos uma das muitas histórias que Tiago recorda.

Nunca conseguiu, no entanto, confirmar a sua veracidade. É certo que em frente ao 99 da Estefânia morou um irmão do ex-Presidente da República. 






Artigo sobre os caças Brasileiros 
envolvidos em combates 
durante a II Guerra Mundial 











 
 Identificado como republicano e pró-aliado, não era anormal colecionar as revistas que eram distribuídas, muitas vezes, de forma gratuita na rua ou nos estabelecimentos comerciais. A “Victory” era um a revista em português para portugueses e fazia referência a vários temas, que não só a guerra, que obviamente ocupava a maior parte das edições.

A “Em Guarda” era uma edição mais virada para o mercado brasileiro, país aliado dos americanos, tendo mesmo chegado a participar nos combates na Europa (ver "Acidente Brasileiro no aeroporto de Lisboa" ) .

Apesar de mais vocacionada para o mercado sul-americano, vários exemplares desta publicação encontraram o caminho até Portugal.

Uma herança em papel… com história.

Carlos Guerreiro

segunda-feira, 26 de março de 2012

Uma paixão transformada em colecção

As apaixonadas conversas que aos doze anos manteve os primos, sobre a campanha do Norte de África que opôs os Marechais Erwin Rommel a Bernard Montgomery, criou-lhe um fascínio que mais tarde desencadeou a enorme vontade de coleccionar peças do período da II Guerra Mundial.








António Fragoeiro e algumas peças da sua colecção.
(Foto António Fragoeiro)



















Passaram dezoito anos desde essas trocas de ideias e a colecção de António Fragoeiro continua a crescer com peças de todos os tipos. Reuniu capacetes, armas, uniformes, artigos patrióticos, bandeiras, propaganda, condecorações, equipamento diverso, artigos pessoais e todo o género de relíquias de “militaria”.
Representadas estão também as diversas facções em conflito. Chapéus e capacetes britânicos, alemães ou americanos convivem com uma bandeira japonesa, uma gabardine alemã ou uma farda americana.
A peça favorita é uma gabardine da “Luftwaffe” (Força Aérea Alemã), de que António Fragoeiro conhece os passos desde Dunquerque, na invasão de França, até às duras batalhas da frente Russa. 




A gabardine da "Luftwaffe" é uma das peças que mais agrada ao coleccionador.
(Foto António Fragoeiro)













Portugal não escapou, no entanto, à atenção deste coleccionador que entre as diversas peças tem, por exemplo, uma farda completa da Mocidade Portuguesa dos anos 40.
António Fragoeiro reúne esta grande colecção na sua própria casa, onde recebe amigos e outros colecionadores, mas todos podem aceder a este interessante conjunto de peças. 



Uma farda americana da 43ª Divisão que combateu no Pacífico também pertence à colecção de Fragoeiro.
(Foto António Fragoeiro)




Para abrir as portas a todos, criou uma visita virtual onde se podem encontrar os elementos da colecção, mas também um conjunto de filmes sobre o período e ligações para o espólio recolhido em diversas viagens que realizou. A mais recente foi à cidade alemã de Kiel, berço da arma submarina e onde existe um museu dedicado ao tema.

Para aceder a esta vista clique AQUI. 
 
Boas viagens e boas colecções
Carlos Guerreiro