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quarta-feira, 3 de março de 2021
Joan Halperin recorda história da família enquanto refugiados
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Curso on-line "Cascais Terra de Abrigo"
Quem foram os refugiados que chegaram a Cascais nos anos 30 e 40 do século passado? De que fugiam? E porque escolheram aquela parte de Portugal como refúgio? Estas são algumas das perguntas terão resposta num curso online, de quatro sessões, que vai contar com Margarida Magalhães Ramalho como guia.
Famílias reais, governos em fuga, intelectuais, artistas conhecidos e milhares de anónimos, encontram no Estoril alojamento, abrigo e segurança entre o princípio da guerra civil espanhola e o fim da II Guerra Mundial.
Margarida de Magalhães Ramalho pretende revisitar as histórias daquele período, partilhando as histórias que recolheu ao longo da sua investigação sobre pessoas conhecidas e anónimas que passaram, por aquela zona.
Margarida Magalhães Ramalho é licenciada em História da Arte, é co-autora do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes e é responsável científica do Museu Vilar Formoso Fronteira da Paz .
As sessões decorrem nos terças-feiras de 9 e 23 de fevereiro, e 9 e 23 de março, a partir das 21 horas. A inscrição nas quatro ações têm o custo de 30€ e podem ser feitas AQUI. Mais informações podem obtidas através do telefone 21 4815930 ou do e-mail: eme@cm-cascais.pt. Nos contactos deve constar que que pretende inscrever-se em "Bilhetes Cascais, Terra de Abrigo - Curso online - Sala Virtual FDL".
segunda-feira, 25 de janeiro de 2021
Semana de actividades online gratuitas
Ouvir o depoimento de um refugiado que passou por Portugal durante a II Guerra Mundial; saber mais sobre o holocausto numa conversa com Irene Pimentel e João Pinto Coelho; conhecer melhor a história dos refugiados e de Aristides de Sousa Mendes numa conversa com José Rui, autor de um livro de banda desenhada sobre sobre o nosso cônsul em Bordéus em 1940 ou ouvir histórias de alguns dos pilotos da RAF que fizeram a Batalha de Inglaterra e ver algumas das suas fotografias pessoais. estas são algumas das iniciativas online que pode acompanhar nesta última semana de janeiro de forma gratuita e online.
Apesar da sua gratuidade muitas destas iniciativas obrigam a inscrição prévia, razão porque deve consultar as ligações que serão disponibilizadas.
Fica o calendário:
Terça-feira, 26 de janeiro:
Este é o dia mais preenchido da semana com duas iniciativas e ambas às 18 horas.
Com organização da Memoshoá, Yad Vashem e apoio do Ministério da Educação é dado o pontapé de saída de uma série de encontros para professores relacionados com a temática do Holocausto. Nesta primeira iniciativa será feita uma apresentação da exploração pedagógica do livro de banda desenhada “Aristides de Sousa Mendes, herói do Holocausto” de José Ruy.
Esta ação surge no âmbito do projeto educativo “Dever de Memória” do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, e conta com as conferências das professoras Dores Fernandes e Josefa Reis, para além de uma entrevista ao autor José Rui.
A inscrição para esta iniciativa deve ser feita AQUI e não é obrigatório que seja docente.
Esta sessão conta com o comentário da jornalista da RTP Ana Luísa Rodrigues e a moderação de Aida Alves.
Neste caso não existe inscrição prévia e a admissão será feita no momento do evento, em https://zoom.us/j/95025508376 .
Pode ainda acompanhar a sessão na página de Facebook da biblioteca e na página oficial do evento.
Quarta-feira, 27 de janeiro:
Entre as 15 e as 16 horas poderá seguir a conferência de Dilip Sarkar, historiador e autor de vários livros sobre a RAF durante a II Guerra Mundial, que vai falar sobre a sua experiência com aqueles que Churchill chamou os “poucos” a quem muitos ficaram a dever “tanto”, - os pilotos dos caças da RAF que combateram durante a Batalha de Inglaterra.
Sarkar promete mostrar fotografias pessoais de vários daqueles aviadores com os quais conviveu pessoalmente durante muitos anos.
Este webinar, que tem organização da Battle of Britain Memorial Trust, será em inglês e é obrigatória inscrição prévia para a acompanhar.
Quinta-feira, 28 de janeiro:
Entre as 21 e as 22 horas poderá acompanhar as memórias de Jean-Claude Van Italie, um refugiado da II Guerra Mundial, que chegou a Portugal em junho de 1940, com apenas quatro anos, acompanhado dos pais, tia e avôs.
A organização é do Espaço Memória dos Exílios, do Estoril, e é a segunda iniciativa deste ciclo, depois de em Outubro o convidado ter sido John Tetzeli, outra criança refugiada que passou pelo país em 1940.
Quatro conversas com outros refugiados deverão acontecer nos próximos meses.
Também aqui é necessária inscrição prévia que pode realizar AQUI.
quinta-feira, 14 de março de 2019
Exilados que passaram por Cascais em conferência
Há mais de 20 anos descobriram-se milhares de Boletins de Alojamento para Estrangeiros pertencentes a hóspedes que tinham passado por Cascais durante o período da II Guerra Mundial. Pelos hotéis daquela vila e estância balnear passaram exilados, diplomatas, espiões e muitos outros.
Esta descoberta esteve na base da criação do Espaço Memória dos Exílio, que nas próximas semanas vai ser palco de um ciclo de conferência dedicados a esta temática.
Para inaugurar este conjunto de ações comemorativas dos 20 anos do EME, António Carvalho, Diretor do Museu Nacional de Arqueologia, vai relembrar hoje (14 de Março de 12019), pelas 21 horas, a descoberta deste espólio, a criação do EME e o seu papel na reabilitação da memória dos milhares de estrangeiros que passaram por Cascais neste conturbado período da história mundial.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Páginas de BD e espionagem
Maus, que quer dizer rato em alemão, conta a história de Vladek Spiegelman, um judeu polaco que sobreviveu a Auschwitz. Narrou a sua história ao filho, o cartoonista Art Spiegelman, que a transformou no livro, considerado um clássico contemporâneo da BD.
Em 1986 foi publicada a primeira parte e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prémio Pulitzer de literatura. Esta nova edição reúne num só as duas edições.
A apresentação deste livro está a cargo de Ricardo Presumido, vice-presidente da Memoshoá - Associação Memória e Ensino do Holocausto, e da jornalista Sara Figueiredo Costa.
No última dia de Maio, no Estoril, será a vez de conversar com José António Barreiros, a propósito do seu livro “Traição a Salazar”, que conta a história real da rede de operacionais ao serviço dos britânicos que ficou conhecida como Rede Shell e que foi desmantelada pela antecessora da PIDE, a PVDE.
Esta rede era constituída quase na totalidade por Portugueses, e coordenada por elementos do Special Operations Executive (SOE), e tinham como missão sabotar instalações essenciais caso a Alemanha invadisse o país.
Tudo foi organizado sem conhecimento das autoridade portugueses o que causou, para além da prisão de várias dos seus elementos, um problema diplomático de grande dimensões.
"Traição a Salazar" é apenas um dos vários livros que José António Barreiros dedicou à segunda Guerra Mundial e à espionagem que teve em Lisboa um dos seus grandes centros de actividade.
Certamente tema para uma boa conversa…
Para mais informações consulte a nossa AGENDA.
Carlos Guerreiro
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Cinema para esta noite
Em Junho de 1942 era abatido, nas ruas de Praga, o protetor da Boémia e Morávia, nomeado por Hitler. Reinhard Heydrich, de 38 anos, era uma das mais temidas figuras das SS e não resistiu às infeções resultantes do ataque a tiro e à bomba levadas a cabo por um comando especial constituído por um checo e por um eslovaco, treinados em Inglaterra.
Logo depois do ataque os serviços de informações das SS viraram todas as pedras em busca de indícios que permitissem descobrir os autores do atentado. Dias depois o comando seria cercado e aniquilado num igreja, depois dos seus elementos terem sido traídos.
Entre o momento do ataque e a morte dos seus autores desapareceu a aldeia de Lidice, destruída pelas forças nazis, por suspeita de ligação ao atentado. A aldeia, que nada tinha a ver com o que aconteceu, transformou-se num alvo devido a uma carta enviada por um homem à sua amante…
É essa história que este filme conta…
Uma boa fita.
Carlos Guerreiro
Para saber mais sobre esta operação
e as suas consequências deixo a sugestão do livro
"HHhH, Operação Antropóide", de Laurent Binet,
que pode encontrar AQUI.
quarta-feira, 27 de março de 2013
A II Guerra Mundial em Objectos
Representados estão objectos de origem aliada, do eixo e também de nações neutrais.
Para além de equipamento militar podem ainda ser vistos jornais e revistas daquele período, muitas em português, para além de postais humorísticos utilizados pelas máquinas de propaganda alemães, ingleses e americanos.
As peças pertencem à colecção particular de António Fragoeiro e contam ainda com o contributo de elementos de Miguel Andrade e Carlos Guerreiro.
A inauguração da exposição está marcada para as 19 horas do dia 1 de Abril e contará com a apresentação do professor Adérito Tavares.
Até lá...
Carlos Guerreiro
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Conversas do "Aterrem em Portugal!"
O encontro tem lugar por volta das 15.30 horas no Espaço Memória dos Exílios, no Estoril.
O tema é o livro e, especialmente, o que aconteceu depois da sua publicação em 2008.
A criação do blogue e do site, permitiram – nos últimos quatro anos - o surgimento de novas histórias, muito mais fotografias e factos do aqueles revelados nas 300 páginas que foram para a gráfica há quatro anos.
Estou a fazer tudo para que tanto os que têm o livro, como aqueles que não o conhecem, consigam passar uma tarde interessante num espaço único em Portugal.
No Espaço Memória dos Exílios são especialmente recordados os milhares de pessoas que chegaram ao país na sequência da II Guerra Mundial. Fica no primeiro andar do posto correios do Estoril, um edifício dos anos 40, que se encontra junto à estrada marginal (ver AQUI)…
Os amantes do modelismo poderão também ver alguns modelos de aviões daquele período, numa cedência do Museu do AR.
Algumas das histórias que iremos abordar poderão ser conhecidas clicando AQUI...
Carlos Guerreiro
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Mais um tema para a Conversa no Estoril
Tive a sorte de encontrar, há algum tempo, uma pessoa que integrou uma dessas unidades.
Era um dos condutores de um dos camiões pesados, de origem britânica, que existiam no Batalhão de Transportes e que pode ser visto numa das fotografias.Normalmente seguiam em coluna com dois jipes nas extremidades e os camiões pesados, ao centro. A recuperação dos destroços dos aviões podia levar entre alguns dias e várias semanas, dependendo do local onde estes se encontravam e das suas dimensões.
A viagem não era menos trabalhosa que as recuperações. Os camiões gigantescos percorriam um país com poucas estradas capazes de os receber… Por mais de uma vez tiveram de ser desmantelados muros e “valados” ao longo dos percursos.
Outras vezes voltava-se para trás porque uma ponte ou um pontão não tinha dimensão ou capacidade para suportar os enormes transportes.
Algumas histórias que envolveram esta unidade nas várias viagens e recuperações vão ser contadas no dia 26 de Janeiro no Espaço Memória dos Exílios, no Estoril, num encontro onde iremos falar do livro “Aterrem em Portugal!” e do que foi acontecendo depois do seu lançamento em 2008.
Entretanto esta conversa já tem programa oficial na agenda da Câmara Municipal de Cascais onde é referida também uma exposição de miniaturas de aviões da Segunda Guerra Mundial (ver AQUI).
Infelizmente não vai ser possível avançar com essa exposição já que a pessoa contactada, entendeu não ter condições para participar na iniciativa… Esta falta de condições nada tem a ver com o espaço onde vai decorrer a conversa…
Deixo assim nota de mais um tema que vai ser abordado na conversa do final deste mês (veja outros temas AQUI).
Até dia 26, às 15.30 no Estoril.
Carlos Guerreiro
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
“Nazi salva quatro aviadores Canadianos”
A notícia conta apenas parte da verdade.
O homem que correu a salvar os aviadores era de facto um alemão, mas era um homem de negócios há muito radicado em Portugal, e não era secretário da embaixada…
A família desse cidadão alemão ainda hoje reside no país e fez deste acontecimento uma história de família, até porque existem alguns pormenores que são deliciosos.
Esses detalhes serão apenas um dos temas que será conversado no próximo dia 26 no Estoril, no Espaço Memória dos Exílios, para onde fui convidado a falar sobre o “Aterrem em Portugal”, nas suas várias facetas: livro, site e blogue… (ver AQUI)
Um abraço e bom fim-de-semana
Carlos Guerreiro
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Conversas do "Aterrem em Portugal"…
Já na quarta-feira de manhã, por volta das 9.30 horas, é o livro, o blogue e o site que são tema aos microfones da Rádio Kiss FM, em Albufeira (ver e ouvir AQUI).
Quem conhece a rádio sabe que se trata de uma estação que emite em inglês e, por isso, a conversa vai acontecer nessa língua… Se existirem novas actualizações deixarei recado por aqui...
A 26 Janeiro, por volta das 15.30 horas, a conversa vai ser frente a frente. No Espaço Memória dos Exílios, no Estoril, vou falar um pouco sobre o livro, mas especialmente, sobre naquilo que aconteceu depois da sua publicação em 2008.
A criação do blogue e do site, permitiram – nos últimos quatro anos - o surgimento de novas histórias, muito mais fotografias e factos do aqueles revelados nas 300 páginas que foram para a gráfica há quatro anos.
Estou a fazer tudo para que tanto os que têm o livro, como aqueles que não o conhecem, consigam passar uma tarde interessante num espaço único em Portugal.
No Espaço Memória dos Exílios onde são especialmente recordados os milhares de pessoas que chegaram ao país na sequência da II Guerra Mundial. Fica no primeiro andar do posto correios do Estoril, um edifício dos anos 40, que se encontra junto à estrada marginal (ver AQUI)…
Sobre esta conversa no Estoril voltaremos a falar nas próximas semanas…
Carlos Guerreiro
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Exposições para avivar memórias
Por Lisboa encontra neste momento três exposições que têm como tema central a II Guerra Mundial. Duas olham para Portugal desse período e a última é dedicada a uma personalidade polaca, judaica, que encontrou a morte no campo de concentração de Treblinka.Até 9 de Novembro, no Edifício da Câmara de Lisboa, está patente a exposição fotográfica que resultou das pesquizas do autor Neil Lochery para a preparação do livro “Lisboa, a Guerra das Sombras na Cidade da Luz”, e que já mereceu referência neste blogue (ver AQUI).
Até ao dia 4 de Novembro a Fundação Gulbenkian apresenta “Os Refugiados do Holocausto e Portugal”, uma exposição fotográfica e documental que lança um olhar sobre a temática dos refugiados que passaram pelo país entre 1933 e 1945.
Ao longo de 14 painéis podem encontrar-se duas cronologias, uma referente a Portugal entre os anos de 1926 e 1945 e outra de acontecimentos internacionais ocorridos entre 1931 e 1945.
Completam esta mostra vários documentos oficiais como passaportes passados a refugiados por embaixadas ou consulados portugueses na Europa e cartas e circulares de várias origens onde a questão dos refugiados é discutida.
Diversas notícias, publicadas em periódicos nacionais, onde se fala da presença dos milhares de deslocados também está presente. Esta exposição foi preparada para ser deslocada para outros espaços e existe também uma versão digital para utilização nas escolas.
A complementar estes painéis e documentos encontramos também uma outra exposição chamada “À Procura de 6 em 6 milhões”.
Trata-se de um projecto da Escola Secundária de Vilela, onde cerca de uma dezena de alunos, do 12º ano, tentou recuperar a memória de várias pessoas, adultos e crianças, que morreram durante o holocausto.
A exposição apresenta a biografia de cada um deles - concebida com a colaboração de familiares dos desparecidos - para além de fotografias e cópias de documentos.
Reformador do Mundo
No Espaço Memória dos Exílios, em Cascais, encontra a Exposição «Reformador do Mundo» dedicada a Janusz Korczak, médico e pedagogo judeu nascido em Varsóvia, assassinado no campo de extermínio de Treblinka durante a Segunda Guerra Mundial.
Esta exposição, elaborada em colaboração com a embaixada da Polónia, retrata a história de um pedagogo inovador e autor de obras no campo da teoria e prática educacional, com destaque para as suas iniciativas pioneiras em prol dos direitos da criança.
Bom feriado e bom fim-de-semana
Carlos Guerreiro











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