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sexta-feira, 14 de maio de 2021

«Podcast Portugal 1939-1945»
O Museu do Holocausto no Porto (Ep. 5)

 

O museólogo Hugo Vaz conduz-nos numa visita pelo Museu do Holocausto no Porto que abriu as portas em abril de 2021. 


Com ele vamos conhecer o museu que conta a história da comunidade judaica antes, durante e depois do holocausto, e também a comunidade judaica daquela cidade que durante a II Guerra Mundial acolheu, tratou e encaminhou refugiados que escapavam à guerra e ao nazismo. 


Este é o tema do quinto episódio do podcast Portugal 1939-1945.



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terça-feira, 20 de abril de 2021

O "Holocausto" nas palavras de Irene Pimentel

A historiadora Irene Pimentel é a convidada desta quinta-feira (22 de abril) para mais uma sessão online organizada pelo Espaço Memória dos Exílios. 

Em pano de fundo vai estar o seu mais recente livro com o título "Holocausto", uma reflexão da autora sobre este acontecimento, onde aborda o processo que levou à sua implementação, a sua história e as ideias erradas que sobre ele fazem.

A inscrição é gratuita, mas deve ser feita com antecedência AQUI.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Para continuar online…

Os interessados em história e no período da II Guerra Mundial podem assistir a mais duas iniciativas online numa semana que - como referi ontem - já está bastante preenchida.

Assim amanhã, dia 27, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, pode assistir a uma conferência de Irene Flunser Pimentel sobre o tema. A organização é do Centro de Estudos Judiciários.


Não é necessária inscrição prévia e pode ser acompanhada em directo AQUI ou AQUI. Para obter mais informações pode consultar a página oficial do evento.

Mas esta conferência não é a única nova iniciativa por estes dias. Na sexta feira, dia 29, pelas 18 horas, tem lugar uma tertúlia que tem como tema “Holocausto e coleções em Portugal”, que vai reunir Cláudia Ninhos, historiadora e investigadora no Instituto de História Contemporânea e na Fundação Aristides de Sousa Mendes, Inês Fialho Brandão, historiadora e coordenadora do Espaço Memória dos Exílios, e Margarida Ramalho, historiadora e investigadora do Instituto de História Contemporânea e Diretora científica do Museu Vilar Formoso Fronteira da Paz. 

A organização é do Museu da Farmácia e a iniciativa pode ser seguida no Facebook. Não é necessária inscrição e pode obter mais informação AQUI.

Hoje -- como referimos na notícia de ontem - têm lugar duas iniciativas, ambas às 18 horas. 

Com organização da Memoshoá, Yad Vashem e apoio do Ministério da Educação é apresentada a exploração pedagógica do livro de banda desenhada “Aristides de Sousa Mendes, herói do Holocausto” de José Ruy. A ação surge no âmbito do projeto educativo “Dever de Memória” do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, e conta com as conferências das professoras Dores Fernandes e Josefa Reis, para além de uma entrevista ao autor José Rui. 

A inscrição para esta iniciativa deve ser feita AQUI e não é obrigatório que seja docente. 

À mesma hora a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, e no âmbito do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, realiza-se uma sessão através de Zoom, denominada «Convivência da ficção e não ficção no tema do Holocausto», com a presença da historiadora Irene Flunser Pimentel e do escritor João Pinto Coelho. 

Esta sessão conta com o comentário da jornalista da RTP Ana Luísa Rodrigues e a moderação de Aida Alves. Neste caso não existe inscrição prévia e a admissão será feita no momento do evento, em https://zoom.us/j/95025508376

Pode ainda acompanhar a sessão na página de Facebook da biblioteca e na página oficial do evento.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Semana de actividades online gratuitas

Ouvir o depoimento de um refugiado que passou por Portugal durante a II Guerra Mundial; saber mais sobre o holocausto numa conversa com Irene Pimentel e João Pinto Coelho; conhecer melhor a história dos refugiados e de Aristides de Sousa Mendes numa  conversa com José Rui, autor de um livro de banda desenhada sobre sobre o nosso cônsul em Bordéus em 1940 ou ouvir histórias de alguns dos pilotos da RAF que fizeram a Batalha de Inglaterra e ver algumas das suas fotografias pessoais. estas são algumas das iniciativas online que pode acompanhar nesta última semana de janeiro de forma gratuita e online.

Apesar da sua gratuidade muitas destas iniciativas obrigam a inscrição prévia, razão porque deve consultar as ligações que serão disponibilizadas. 

Fica o calendário:


Terça-feira, 26 de janeiro:


Este é o dia mais preenchido da semana com duas iniciativas e ambas às 18 horas. 

Com organização da Memoshoá, Yad Vashem e apoio do Ministério da Educação é dado o pontapé de saída de uma série de encontros para professores relacionados com a temática do Holocausto. Nesta primeira iniciativa será feita uma apresentação da exploração pedagógica do livro de banda desenhada “Aristides de Sousa Mendes, herói do Holocausto” de José Ruy.

Esta ação surge no âmbito do projeto educativo “Dever de Memória” do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, e conta com as conferências das professoras Dores Fernandes e Josefa Reis, para além de uma entrevista ao autor José Rui.

A inscrição para esta iniciativa deve ser feita AQUI e não é obrigatório que seja docente.



À mesma hora a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, e no âmbito do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, realiza-se uma sessão através de Zoom, denominada «Convivência da ficção e não ficção no tema do Holocausto», com a presença da historiadora Irene Flunser Pimentel e do escritor João Pinto Coelho.
 

Esta sessão conta com o comentário da jornalista da RTP Ana Luísa Rodrigues e a moderação de Aida Alves.

Neste caso não existe inscrição prévia e a admissão será feita no momento do evento, em https://zoom.us/j/95025508376

Pode ainda acompanhar a sessão na página de Facebook da biblioteca e na página oficial do evento.



Quarta-feira, 27 de janeiro:

Entre as 15 e as 16 horas poderá seguir a conferência de Dilip Sarkar, historiador e autor de vários livros sobre a RAF durante a II Guerra Mundial, que vai falar sobre a sua experiência com aqueles que Churchill chamou os “poucos” a quem muitos ficaram a dever “tanto”, - os pilotos dos caças da RAF que combateram durante a Batalha de Inglaterra.


Sarkar promete mostrar fotografias pessoais de vários daqueles aviadores com os quais conviveu pessoalmente durante muitos anos.

Este webinar, que tem organização da Battle of Britain Memorial Trust, será em inglês e é obrigatória inscrição prévia para a acompanhar. 



Quinta-feira, 28 de janeiro: 


Entre as 21 e as 22 horas poderá acompanhar as memórias de Jean-Claude Van Italie, um refugiado da II Guerra Mundial, que chegou a Portugal em junho de 1940, com apenas quatro anos, acompanhado dos pais, tia e avôs. 

A organização é do Espaço Memória dos Exílios, do Estoril, e é a segunda iniciativa deste ciclo, depois de em Outubro o convidado ter sido John Tetzeli, outra criança refugiada que passou pelo país em 1940.

Quatro conversas com outros refugiados deverão acontecer nos próximos meses. 

Também aqui é necessária inscrição prévia que pode realizar AQUI.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Inauguração do Museu do Holocausto no Porto

Está agendada para hoje, na zona do Campo Alegre, no Porto, a inauguração do primeiro Museu do Holocausto da Peninsula Ibérica, uma iniciativa da Comunidade Judaica daquela cidade do norte do país.


Nesta espaço poderá conhecer elementos da vida judaica antes do holocausto, a história do nazismo e da sua expansão, os guetos, os refugiados, a Solução Final, as marchas da morte, os campos de concentração, de trabalho e de extermínio. Há ainda informação sobre o que aconteceu no pós-guerra com a criação do Estado de Israel por exemplo. Pode encontrar AQUI a ligação ao site.

Este espaço museológico pretende desenvolver parcerias com espaços semelhantes, nomeadamente, museus do Holocausto em Hong Kong, Estado Unidos e Europa.



Entre o material existente no museu encontra-se ainda documentação relacionada com a presença no Porto de refugiados judeus durante a II Guerra Mundial. Expostos estarão dois rolos de Torá que chegaram à sinagoga da cidade trazidos por judeus em fuga do nazis.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Concurso escolar "Contar o Holocausto"

O concurso escolar “Contar o Holocausto” é uma iniciativa promovida pela Associação Memoshoá – Associação Memória e Ensino do Holocausto (Memoshoá), em parceria com a Direção-Geral da Educação (DGE).

O Concurso é dirigido a alunos do 3.º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

Para mais informações consulte o site www.memoshoa.pt
.

terça-feira, 19 de março de 2013

Portugal e o Holocausto em Livro

Salazar, Portugal e o Holocausto, é um novo livro que vai ser apresentado hoje, no Goethe Institut, por volta das 18.30.

A edição da obra é da Temas & Debates/ Círculo de Leitores e pode ser adquirido AQUI

A obra é um trabalho conjunto das historiadoras Irene Flunser Pimentel e Cláudia Ninhos e tenta dar pistas sobre as informações que terão chegado ao nosso país sobre o holocausto judeu e outros crimes que praticados pelo nazismo durante a Guerra.

Fica a sinopse oficial:

A amplitude dos massacres cometidos pelos nazis, responsáveis por um devastador número de mortes, tornou impossível mantê-los no desconhecimento da opinião pública. É, por isso, importante compreender o que se sabia entre os Aliados, no Vaticano e nos países neutros, incluindo em Portugal.

Quando tiveram conhecimento do genocídio que estava a ocorrer no leste europeu e que fizeram para salvar as vítimas? Se quisessem, poderiam os Aliados e os países neutros ter feito algo mais para salvar estas vítimas, perante as ameaças de que foram alvo?

A chegada das informações sobre o Holocausto passou por várias fases, desde a sua receção até à tomada, ou não, de posição.


O facto de os governos ocidentais terem recebido inúmeras informações sobre o que estava a ocorrer na Polónia e, depois, na União Soviética não implicou, contudo, que os relatos fossem aceites e compreendidos.

Ou seja, havia informação disponível, mas existiria o conhecimento necessário para que fosse compreendida? Este livro procura, afinal, dar resposta a estas, e a outras questões, em torno do envolvimento de Portugal no Holocausto.

É um livro de duas historiadoras portuguesas de gerações diferentes, com experiências e até opiniões diversas, que se têm dedicado ao estudo do relacionamento entre o Portugal de Salazar e a Alemanha de Hitler, que se juntaram em torno de uma curiosidade comum, procurando contribuir para responder a estas perguntas.

Boas leituras
Carlos Guerreiro

sábado, 26 de janeiro de 2013

Lembrar o Holocausto em Lisboa


Numa inicitiva da Fundação Aristides de Sousa Mendes (FASM), e com o objectivo de recordar o dia 27 de Janeiro de 1945, dia da libertação de Auschwitz, realiza-se em Lisboa uma sessão integrada no Dia do Holocausto.

Sessão tem lugar na segunda-feira, 28 de Janeiro, pelas 18.00 horas, no Centro de Estudos Judiciários (CEJ), e conta com a presença do Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, e intervenções da historiadora Irene Pimentel, do Presidente da FASM, José Leitão, do Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa, José Bensaude Oulman Carp, e do Director do CEJ, António Pedro Barbas Homem.

A entrada é Livre.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

«Conferência Portugal e o Holocausto»
Que sabia Salazar do Holocausto

A questão de se saber quando e o que conhecia Salazar sobre o holocausto e os massacres que ocorriam nos territórios ocupados pelos alemães, foi um dos temas que concentrou parte importantes das atenções dos participantes do Congresso Portugal e o Holocausto que decorreu na Fundação Gulbenkian na última semana.

O tema acabaria por se tornar central depois da apresentação de um estudo de João Campos Neves do ISCTE, que abordou a questão das missões de observadores militares do Estado-Maior Português à Alemanha e às frentes de batalha no Leste da Europa durante a II Guerra Mundial.

Oficiais portugueses que em 1942 estiveram na frente russa, com tropas alemãs, para realizar um visita técnica. Aqui estão rodeados por mulheres de uma aldeia Ucraniana. 
Foto publicada numa reportagem da revista "Sinal" de Dezembro de 1942.

Em 1941 e 1942 pelo menos três missões militares portuguesas realizaram visitas técnicas e de estudo à frente oriental, um assunto que também já foi abordado aqui no “Aterrem em Portugal” (ver "Oficiais Portugueses na Frente Russa")

Avrahm Milgram mostrou-se surpreendido com este estudo pois as visitas realizaram-se às zona do Báltico e da Ucrânia, em locais onde tiveram lugar massacres de milhares de judeus na mesma altura.

Os relatórios que se encontram nos arquivos militares não incluem referências à perseguição dos judeus, mas a historiadora Irene Pimental – que estuda este tema há muito - garantiu que existem referências aos massacres, recolhidos durante aquela visita, pelos observadores militares portugueses.

Os testemunhos não integram o relatório de âmbito técnico-militar, mas poderão ser encontrados nos arquivos do Ministério dos Negócios Estrangeiros para onde estas informações terão sido encaminhadas.

Recorde-se que a pasta dos Negócios Estrangeiros – tal com a do Ministério da Guerra – também estava nas mãos do presidente do Conselho, Oliveira Salazar.

"Não está no relatório, mas Portugal começou a saber de tudo durante missão de 1941. Encontram-se informações sobre os massacres de judeus nos países bálticos e sobre as perseguições na Alemanha. Há também informações que chegaram através de elementos da Divisão Azul espanhola (contingente espanhol na frente Leste junto do Exército alemão e onde se encontravam portugueses) e que também assistiram aos crimes", assegurou Irene Pimentel.

Carlos Guerreiro (com Lusa) 
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Para ler mais sobre a Conferência Portugal e o Holocausto clique AQUI.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Exposições para avivar memórias

Por Lisboa encontra neste momento três exposições que têm como tema central a II Guerra Mundial. Duas olham para Portugal desse período e a última é dedicada a uma personalidade polaca, judaica, que encontrou a morte no campo de concentração de Treblinka.

Até 9 de Novembro, no Edifício da Câmara de Lisboa, está patente a exposição fotográfica que resultou das pesquizas do autor Neil Lochery para a preparação do livro “Lisboa, a Guerra das Sombras na Cidade da Luz”, e que já mereceu referência neste blogue (ver AQUI).

Até ao dia 4 de Novembro a Fundação Gulbenkian apresenta “Os Refugiados do Holocausto e Portugal”, uma exposição fotográfica e documental que lança um olhar sobre a temática dos refugiados que passaram pelo país entre 1933 e 1945.

Ao longo de 14 painéis podem encontrar-se duas cronologias, uma referente a Portugal entre os anos de 1926 e 1945 e outra de acontecimentos internacionais ocorridos entre 1931 e 1945. 

Completam esta mostra vários documentos oficiais como passaportes passados a refugiados por embaixadas ou consulados portugueses na Europa e cartas e circulares de várias origens onde a questão dos refugiados é discutida.


Diversas notícias, publicadas em periódicos nacionais, onde se fala da presença dos milhares de deslocados também está presente. Esta exposição foi preparada para ser deslocada para outros espaços e existe também uma versão digital para utilização nas escolas.


A complementar estes painéis e documentos encontramos também uma outra exposição chamada “À Procura de 6 em 6 milhões”.

Trata-se de um projecto da Escola Secundária de Vilela, onde cerca de uma dezena de alunos, do 12º ano, tentou recuperar a memória de várias pessoas, adultos e crianças, que morreram durante o holocausto.


A exposição apresenta a biografia de cada um deles - concebida com a colaboração de familiares dos desparecidos - para além de fotografias e cópias de documentos.


Reformador do Mundo 

No Espaço Memória dos Exílios, em Cascais, encontra a Exposição «Reformador do Mundo» dedicada a Janusz Korczak, médico e pedagogo judeu nascido em Varsóvia, assassinado no campo de extermínio de Treblinka durante a Segunda Guerra Mundial.


Esta exposição, elaborada em colaboração com a embaixada da Polónia, retrata a história de um pedagogo inovador e autor de obras no campo da teoria e prática educacional, com destaque para as suas iniciativas pioneiras em prol dos direitos da criança.

Bom feriado e bom fim-de-semana
Carlos Guerreiro

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Lisboa e o Holocausto em Conferência

Cerca de 50 especialistas vão reunir-se nos dias 29 e 30 de Outubro, em Lisboa, para falar sobre o tema do Holocausto e do papel de Portugal durante o período da segunda Guerra Mundial.

No programa, durante o primeiro dia, anunciam-se vários workshops que decorrem em simultâneo e que abordam temas como relações políticas e diplomáticas, o Futuro da investigação em Portugal sobre o Holocausto entre outros temas.

Para ver progrma progrma completo pode clicar AQUI.

Mais de uma vintena de especialistas portugueses, austríacos, americanos e outros. No dia seguinte realizam—se os painéis de discussão.

Entre os especialistas presentes contam-se nomes como Allan Katz (Embaixador dos EUA em Portugal), António José Telo, Clara Ferreira Alves, Douglas Wheeler, Eduardo Lourenço, Eduardo Marçal Grilo, Esther Mucznik, Irene Pimentel, Isabel Alçada, João Paulo Avelãs Nunes, José Pedro Castanheira ou Maria de Lurdes Rodrigues.

A iniciativa conta com a organização da embaixada Americana, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e vai ter lugar na Fundação Calouste Gulbenkian.
 
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até ao dia 23 deste mês AQUI.

Pode encontrar a página oficial da iniciativa AQUI.

Bom fim de semana
Carlos Guerreiro

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

“A memória do Holocausto na Cultura Europeia”

Termina no dia 06 de Fevereiro de 2012 a inscrição para um curso avançado na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, denominado “A memória do Holocausto na Cultura Europeia”.




Trata-se de uma organização conjunta entre a Universidade Católica e a Memoshoá (Associação Memoria e Ensino do Holocausto) e tem como objectivo estudar o impacto histórico, político e social do Holocausto na Europa.

As aulas do curso realizam-se às quartas e quintas-feiras entre as 18.30 e as 21.30 horas, num total de 16 sessões, que começam a 8 de Fevereiro e terminam a 28 de Março.

Para saber mais sobre o curso pode contactar Helena Eça, no telefone 217 214 060 ou através do e-mail helena.eca@fch.lisboa.ucp.pt .

Pode encontrar mais informação se clicar AQUI…

O Aterrem em Portugal deixa-lhe também o plano de estudos e os respectivos coordenadores:


>>>> Origens, contexto e natureza do anti-semitismo

Coordenadores: Esther Mucznik e Pe. Peter Stilwell

. Deus, os judeus e a história

. O anti-semitismo: um fenómeno único de longevidade

. Ruptura das confissões cristãs e do magistério da Igreja Católica com o anti-semitismo na 2ª metade do século XX.

. O anti-semitismo hoje: passado ou presente?


>>>> A Alemanha Nazi: paroxismo anti-semita e "banalidade do mal"

Coordenadores: José Miguel Sardica e Ana Paula Rias

. O Zeitgeist da Europa finissecular: imperialismo, nacionalismo, irracionalismo, pessimismo, darwinismo e racismo.

. A racialização do anti-semitismo na cultura do II Reich alemão: Deutschtum versus Judentum (1871-1918).

. A politização do anti-semitismo na República de Weimar: o choque do pós-Guerra ("Dolchtosslegende") e o abismo sócioeconómico de 1918-1923.

. As origens e a ascensão de Adolf Hitler: a adolescência vienense, o heroísmo da guerra, o orador revolucionário e o putschista do Völkish ariano.

. A nacionalidade e a raça no Mein Kampf: o judeicídio anunciado.

. A crise da República de Weimar: a segunda metade dos anos 20, o impacto do crash de 1929 na Alemanha e a progressão eleitoral do Partido Nazi.

. O triunfo da vontade hitleriana: a conquista da Chancelaria, o incêndio do Reichstag e o Acto de Habilitação.

. A Weltanschauung nazi e o anti-semitismo como programa de governo (1933-1939).

. As Leis Raciais de Nuremberga de 1935 e a legalização da violência anti-semita.

. Calúnias e boicotes, perseguições e pogroms: a Reichkristallnacht de 1938 e a popularização da violência anti-semita.


>>>> A guerra e a destruição dos judeus europeus

Coordenadores: Ricardo Presumido e Adérito Tavares

. A II Guerra Mundial e a ocupação da Europa

. Inicio da "Solução final": Operação Barbarossa, a Conferência de Wannsee e a escalada do Holocausto

. O processo da "Solução final": organização, estrutura e desenvolvimento

. Geografia do extermínio

. A Europa e o mundo face ao Holocausto



>>>> Propaganda nazi e cultura popular: Entre Goebbels e Der Stürmer

Coordenadores: Isabel Gil e Teresa Seruya

. A cultura popular e a mediatização do estereótipo: arquitectura, imprensa, imagem e cinema ao serviço do nazismo

. A arte moderna e a modernidade conservadora: A arte degenerada.

. ‘Onde se queimam livros...' (Heine): Os autores malditos do III Reich, exílio, morte e imigração interior.

. Estudo de caso: Leon Feuchtwanger e o caso Jüd Süss.



>>>> Memória e esquecimento: debates actuais

Coordenadores: Esther Mucznik e Isabel Gil

. Memória e identidade - O lugar do Holocausto na sociedade europeia

. Holocausto ou Holocaustos: aspectos universais e singulares do Holocausto

. A Musealização da memória: Museus, esculturas e memoriais

. A representação do Holocausto na literatura e nas artes plásticas (exemplos representativos de Paul Celan e Primo Levi a Anselm Kiefer).

. Banalização, revisionismo e negacionismo



>>>> O Holocausto em testemunhos: vítimas, carrascos, libertadores e observadores

Coordenadores: Ricardo Presumido, Isabel Gil

. Testemunho, autenticidade e ficção.

. O lugar do testemunho na memória do Holocausto.

. O discurso do sobrevivente: Colaboração do Yad Vashem e da Spielberg Foundation.



>>>> Portugal durante a guerra

Coordenadores: Irene Pimentel, António Matos Ferreira

. A questão religiosa e anti-semita: a Republica, o Estado Novo e os Judeus

. Política de neutralidade e política de fronteiras

. Refugiados: os que ficaram e os que partiram

. Papel das organizações judaicas e dos Justos portugueses

. Atitude do Estado Novo: os casos do repatriamento dos judeus portugueses e dos judeus da Hungria

. Atitudes da "opinião pública" portuguesa



>>>> Mesa redonda - Holocausto na consciência europeia

Moderação: Isabel Gil

Participantes: Rui Ramos, Manuela Franco, Esther Mucznik, Joachim Bernauer, Richard Zimler



>>> Visita de Estudo - Espaço Memoria dos Exílios

Coordenação: Ricardo Presumido e António Carvalho (CMC)

Exposição "O Holocausto Visto pelas Crianças".



Boas aulas...
Carlos Guerreiro



segunda-feira, 5 de julho de 2010

À procura dos últimos...

A história vem no Diário de Notícas. Procuram-se as últimas pontas soltas de um regime brutal...
Fic a notícia porque já vi, por diversas vezes utilizarem a expressão "Dr. Morte", mesmo em filmes, e é importante perceber que nem tudo é ficção.


Caso de desaparecimento do 'Doutor Morte' por desvendar



Usava o crânio de uma das suas vítimas como pisa-papéis. Injectava líquidos como gasolina, fenol ou água envenenada directamente no coração de prisioneiros e cronometrava o tempo que demoravam a morrer.
Aribert Heim, o médico austríaco que o mundo conhece como "Doutor Morte", assassinou centenas de pessoas no campo de concentração nazi de Mauthausen, um dos locais onde exerceu funções durante a II Guerra Mundial.
Na certidão de óbito de Heim, um dos mais procurados criminosos nazis de sempre, consta que terá morrido há 18 anos no Cairo, onde se encontraria escondido desde 1963. Mas, até hoje, as autoridades alemãs ainda não conseguiram ter acesso a dados que comprovem o seu falecimento.
"Está provado que Heim viveu no Egipto durante anos, mas não há uma prova de ADN ou forense de que morreu ali em 1992." Quem o garante, em declarações ao El País de ontem, é Efraim Zuroff, chefe da Operação Última Oportunidade, levada a cabo pelo Centro Simon Wiesenthal para localizar os últimos criminosos nazis vivos. Mas também a polícia alemã se tem esforçado para apurar a verdade. Em Maio do ano passado, foram enviados ao Cairo dois agentes de Estugarda, que tentaram ter acesso às declarações do médico que, supostamente, presenciou a morte de Heim. Mas, segundo informações avançadas pelo mesmo diário espanhol, tudo o que receberam foi um "silêncio ensurdecedor".
O filho do "Doutor Morte" assegura que o pai - que, se ainda estiver vivo, terá 96 anos - "sofria de cancro no cólon e morreu a 10 de Agosto de 1992". Rüdiger Heim afirma que o pai abandonou as consultas de pediatria que dava na Alemanha em 1962, pouco depois de ter sido emitida uma ordem de detenção. "Atravessou de carro França e Espanha e depois entrou no Egipto, através de Marrocos, com um visto de turista", garante.
Foi no Cairo que, durante 30 anos, trabalhou como médico ao serviço da polícia secreta egípcia.
Heim foi preso pelos Aliados em 1945, mas libertado dois anos depois, sem nunca ter respondido pelos seus crimes.

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