Portugal foi o tema de uma conferência no Museu Nacional da 2ª guerra mundial, em Nova Orleãs, nos EUA, (The National WWII Museum) em final do ano passado.
O responsável pela conferência foi Walt Burgoyne que começa por referir o caso do bombardeiro que se despenhou em Faro em 1943. Continua depois com o projecto de construção de um monumento para recordar os salvamentos feitos por portugueses durante aquele período. Uma ideia que está a ser acarinhada pelo cidadão britânico Michael Pease.
Nem todos os dados batem certo com os trabalhos de pesquisa deste caso, mas está lá o essencial.
A apresentação continua depois com as histórias de espionagem em Lisboa, os agentes duplos – Garbo e Trycicle –, as missões de Humberto Delgado, Salazar e, obviamente, a questão dos Açores e importância do arquipélago para o batalha do Atlãntico.
s difíceis relações entre o Governo de Salazar e de Roosevelt também merecem menção.
Esta conferências, denomindas “Lunchbox Lectures”, são curtas apresentações que acontecem de forma gratuita no Museu desde o ano 2000. A conferência está em inglês...
Carlos Guerreiro
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
«Escaparate de Utilidades»
Gravação de Discos
sábado, 25 de janeiro de 2014
Para sair de casa
Por razões diversas não me foi possível, nas últimas semanas, fazer a actualização da AGENDA do “Aterrem em Portugal!”…
Questão ultrapassada fica muito por onde escolher…
Hoje há no Museu do Ar os Dakota Talks, por volta das 15 horas. O tema são as operações deste aparelho no teatro de operações da guerra no ultramar.
Existem exposições também no Estoril, em Beja e em Sines.
Pelo Estoril continua patente a exposição dedicada ao abate do bombardeiro alemão FW200 em Aljezur, durante o ano de 1943.
No Alentejo temos duas exposições. Em Beja são “soldados de recorte” da II Guerra Mundial. Peças da colecção particular de Rogério Fialho. Por Sines temos a exposição sobre as crianças austríacas que chegaram a Portugal, através da Cáritas, após a guerra.
Por Lisboa as segundas-feiras à são preenchidas com cinema no Centro Mário Dionísio. A Segunda Guerra em Histórias traz diversas películas relacionadas com o tema até Março…
Dê uma volta pela nossa AGENDA e boas saídas…
Carlos Guerreiro
Questão ultrapassada fica muito por onde escolher…
Hoje há no Museu do Ar os Dakota Talks, por volta das 15 horas. O tema são as operações deste aparelho no teatro de operações da guerra no ultramar.
Existem exposições também no Estoril, em Beja e em Sines.
Pelo Estoril continua patente a exposição dedicada ao abate do bombardeiro alemão FW200 em Aljezur, durante o ano de 1943.
No Alentejo temos duas exposições. Em Beja são “soldados de recorte” da II Guerra Mundial. Peças da colecção particular de Rogério Fialho. Por Sines temos a exposição sobre as crianças austríacas que chegaram a Portugal, através da Cáritas, após a guerra.
Por Lisboa as segundas-feiras à são preenchidas com cinema no Centro Mário Dionísio. A Segunda Guerra em Histórias traz diversas películas relacionadas com o tema até Março…
Dê uma volta pela nossa AGENDA e boas saídas…
Carlos Guerreiro
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
A FAP nos "Dakota Talks"
O serviço prestado pelos Dakotas à Força Aérea Portuguesa é o tema do “Dakota Talks” que tem lugar amanhã no Museu do Ar, frente ao aparelho que se encontra em exposição.
Em destaque neste encontro vão estar, especialmente, as operações executadas por estes aparelhos no teatro de operações durante a guerra do ultramar.
Vários destes aparelhos aterraram em Portugal durante a II Guerra Mundial integrando, depois do conflito, a TAP e também a FAP.
O encontro está marcado para as 15 horas no Museu do Ar em Sintra.
Carlos Guerreiro
Em destaque neste encontro vão estar, especialmente, as operações executadas por estes aparelhos no teatro de operações durante a guerra do ultramar.
Vários destes aparelhos aterraram em Portugal durante a II Guerra Mundial integrando, depois do conflito, a TAP e também a FAP.
O encontro está marcado para as 15 horas no Museu do Ar em Sintra.
Carlos Guerreiro
O Postalinho...
É exquisito... Não vem nenhum atrás
Postal alemão de propaganda com data incerta, talvez produzido entre 1940 e 1942, que retrata Churchill e Roosevelt sozinhos no mar, a bordo de um bote com o nome "Prince of Wales", sob um clima pouco auspicioso, à espera de alguém que os siga, de um amigo ou de ajuda.
O "Prince of Wales" foi o navio que transportou Churchill, através do Atlântico, para a sua primeira conferência com Roosevelt em Agosto de 1941. Nessa conferência seria assinado o documento que ficou conhecido como a "Carta do Atlântico" onde se definiam as regras para o mundo do pós-guerra, criando as bases para fundação da ONU.
A "Carta do Atlântico" serviria mais tarde para dar algumas garantias a novos aliados e a países neutrais ou ocupados pelos alemães.
De um modo geral a falta de apoios foi um problema sentido pelos britânicos durante um largo período da guerra. Para além da Commonwealth, que desde o princípio se reuniu em redor da Inglaterra, apenas os americanos se mostraram dispostos a dar uma ajuda.
Tratou-se, inicialmente, de um apoio quase envergonhado e muito graças à vontade de Roosevelt, porque as forças isolacionistas nos EUA eram muito fortes. Primeiro a pronto pagamento, e depois encapotado sob um programa de empréstimos, começaram a atravessar o atlântico navios, comida e equipamento militar diverso.
Poucos outros países mostraram vontade de quebrar o isolamento dos britânicos, especialmente até fins de 1942 quando se efectivou a entrada em força dos americanos nos teatros de operações europeu e asiático.
O "Prince of Wales" seria afundado pelo Japoneses em Outubro de 1941.
Carlos Guerreiro
O "Prince of Wales" foi o navio que transportou Churchill, através do Atlântico, para a sua primeira conferência com Roosevelt em Agosto de 1941. Nessa conferência seria assinado o documento que ficou conhecido como a "Carta do Atlântico" onde se definiam as regras para o mundo do pós-guerra, criando as bases para fundação da ONU.
A "Carta do Atlântico" serviria mais tarde para dar algumas garantias a novos aliados e a países neutrais ou ocupados pelos alemães.
De um modo geral a falta de apoios foi um problema sentido pelos britânicos durante um largo período da guerra. Para além da Commonwealth, que desde o princípio se reuniu em redor da Inglaterra, apenas os americanos se mostraram dispostos a dar uma ajuda.
Tratou-se, inicialmente, de um apoio quase envergonhado e muito graças à vontade de Roosevelt, porque as forças isolacionistas nos EUA eram muito fortes. Primeiro a pronto pagamento, e depois encapotado sob um programa de empréstimos, começaram a atravessar o atlântico navios, comida e equipamento militar diverso.
Poucos outros países mostraram vontade de quebrar o isolamento dos britânicos, especialmente até fins de 1942 quando se efectivou a entrada em força dos americanos nos teatros de operações europeu e asiático.
O "Prince of Wales" seria afundado pelo Japoneses em Outubro de 1941.
Carlos Guerreiro
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Investigação portuguesa em navio da 2ª Guerra ganha prémio internacional
Nos próximos meses será possível aceder, na revista “The International Journal of Nautical Archaeology”, aos resultados de uma investigação sobre o navio “SS Dago”, afundado, ao largo da costa portuguesa, por um avião alemão durante a 2ª Guerra Mundial. Trata-se de uma pesquisa documental e aos destroços – realizada por uma equipa portuguesa - que foi premiado, em Novembro, no Reino Unido, com o “Adopt a Wrek Award” atribuído anualmente pela Nautical Archaeology Society.
As investigações submarinas sobre o “Dago” foram coordenadas por Jorge Russo e levadas a cabo por uma equipa de mergulhadores do grupo XploraSub, recorrendo a técnicas avançadas de mergulho profundo, à qual se juntou o também mergulhador e fotógrafo Armando Ribeiro dos In-Silence, responsável por grande parte das imagens colhidas no destroço. Foram eles que realizaram o levantamento exaustivo dos destroços do navio que se encontra ao largo do Cabo Carvoeiro.
Com base nesse trabalho foi mesmo possível realizar um modelo, em escala reduzida, do destroço que se encontra a cerca de 50 metros de profundidade.
Para além deste trabalho no terreno foi também reunida uma importante colecção de documentos e fotografias que permitem contar a história do navio e dos acontecimentos que levaram ao seu afundamento.
O “SS Dago” era um navio britânico que tinha como destino Leixões, uma viagem que não era estranha para os tripulantes. O navio seria atacado durante a tarde por um bombardeiro FW200 que o metralhou e bombardeou na tarde de 15 de Março de 1942, conseguindo afundá-lo, apesar de, incrivelmente, não causar vítimas.
Os trabalhos de pesquisa submarina foram realizados entre 2004 e 2010. Os reduzidos apoios levaram a que a maior parte do investimento fosse feito pela própria equipa.
O ”SS Dago” não é o único navio afundado na nossa costa, durante o período da Segunda Guerra Mundial, a merecer este tipo de atenção. Outros destroços também têm sido alvo de diversas investigações, mas em poucos casos o trabalho foi tão detalhado.
Carlos Guerreiro
O coordenador da investigação, Jorge Russo, recebe o “Adopt a Wrek Award” atribuído pela Nautical Archaeology Society.
Em baixo: Modelo do destroço do Dago no fundo do mar.
Em baixo: Modelo do destroço do Dago no fundo do mar.
As investigações submarinas sobre o “Dago” foram coordenadas por Jorge Russo e levadas a cabo por uma equipa de mergulhadores do grupo XploraSub, recorrendo a técnicas avançadas de mergulho profundo, à qual se juntou o também mergulhador e fotógrafo Armando Ribeiro dos In-Silence, responsável por grande parte das imagens colhidas no destroço. Foram eles que realizaram o levantamento exaustivo dos destroços do navio que se encontra ao largo do Cabo Carvoeiro.
Com base nesse trabalho foi mesmo possível realizar um modelo, em escala reduzida, do destroço que se encontra a cerca de 50 metros de profundidade.
Para além deste trabalho no terreno foi também reunida uma importante colecção de documentos e fotografias que permitem contar a história do navio e dos acontecimentos que levaram ao seu afundamento.
Conferência de Jorge Russo sobre o "SS Dago" dada durante a entrega do prémio.
A conferência está em inglês.
O “SS Dago” era um navio britânico que tinha como destino Leixões, uma viagem que não era estranha para os tripulantes. O navio seria atacado durante a tarde por um bombardeiro FW200 que o metralhou e bombardeou na tarde de 15 de Março de 1942, conseguindo afundá-lo, apesar de, incrivelmente, não causar vítimas.
Os trabalhos de pesquisa submarina foram realizados entre 2004 e 2010. Os reduzidos apoios levaram a que a maior parte do investimento fosse feito pela própria equipa.
Este trabalho também já tinha sido premiado
nas Jornadas do Mar da Marinha Portuguesa em 2012 e alvo de publicação na
versão portuguesa na National Geographic Magazine.
O ”SS Dago” não é o único navio afundado na nossa costa, durante o período da Segunda Guerra Mundial, a merecer este tipo de atenção. Outros destroços também têm sido alvo de diversas investigações, mas em poucos casos o trabalho foi tão detalhado.
Carlos Guerreiro
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
«Escaparate de Utilidades»
Loiras, Camomila Dourada
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