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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

«Escaparate de Utilidades»
Lotaria da Casa Astoria

Programa Cinema Olímpia, 14 Outubro 1941

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

O Postalinho...
O espaço económico alemão


Um postal alemão de propaganda sem data, mas que certamente é de 1939 ou 1940, período em que a França ainda não tinha sido ocupada.

Tal como noutra propaganda alemã dá-se atenção é a questão económica que surge de forma recorrente em postais e noutras meios durante toda a guerra. Neste caso dá-se destaque ao número de consumidores do país que ultrapassa a população da Inglaterra e da França em conjunto.

Ainda em termos de linguagem e propaganda saliento o facto de entre as figuras que representam os alemães se encontrarem diversas crianças e até um bebé, enquanto para a França e para a Inglaterra surgem apenas adultos e quase todos homens... Um detalhe que tem algum efeito no inconsciente do observador menos atento.

Carlos Guerreiro

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Exposição "Trabalhadores forçados portugueses no III Reich" em Loulé

Se está pelo Algarve não pode perder a exposição “Trabalhadores forçados portugueses no III Reich e os Louletanos no sistema concentracionário nazi”, que se encontra na Casa Memória Engenheiro Duarte Pacheco, em Loulé, mesmo em frente à câmara.


Parte desta exposição já esteve em Lisboa, mas agora foi enriquecida com as histórias de muitos louletanos e outros algarvios que se viram envolvidos no sistema de campos de morte e de trabalho da Alemanha Nazi.

Acrescentou-se também uma área com a história da emigração louletana no princípio do século XX, elemento importante para compreender o que aconteceu durante a II Guerra Mundial, pois muitos dos portugueses que passarem pelos campos de concentração eram emigrantes em França ou saíram para a Alemanha atraídos por melhores salários.


Convém também ficar atento à promessa feita pela autarquia durante a inauguração. Estará para breve o relançamento do livro “A morte lenta: memórias dum sobrevivente de Buchenwald" escrito por Emile Henry, um francês que conseguiu chegar vivo ao fim da sua provação e escreveu este livro para que a sua memória não se dissipasse. A obra, publicado logo depois da guerra, foi escrito em português até porque o autor tinha uma grande paixão pelo país.

Ficaremos à espera.

Até lá pode visitar – até 8 de Dezembro – a exposição visitável de terça a sexta-feira, das 10h00 às 18h00, e aos sábados, das 9h30 às 16h00.

Carlos Guerreiro