Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta Aristides de Sousa Mendes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aristides de Sousa Mendes. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Conferências no Panteão Nacional continuam

 


Pelas 18 horas de hoje (19 de Janeiro) realiza-se no Panteão Nacional mais uma conferência inserida na homenagem a Aristides de Sousa Mendes.

"A fuga, os refugiados e os seus descendentes" é o tema a ser abordado... 

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Sousa Mendes no Palácio Galveias



A exposição "Exílio pela Vida", que recorda Aristides de Sousa Mendes recentemente homenageado no Panteão Nacional, está patente a partir de hoje e até 15 de dezembro na biblioteca do Palácio Galveias, em Lisboa.

A exposição é inaugurada esta tarde pelas 17 horas e surge no âmbito "Programa Nacional Nunca Esquecer – em torno da Memória do Holocausto".

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Aristides de Sousa Mendes no Panteão Nacional

Já está visitável no Coro Alto do Panteão Nacional a exposição “O exílio pela vida”, sobre as ações de Aristides de Sousa Mendes, durante o período da II Guerra Mundial.
 
Trata-se de uma iniciativa que surge no âmbito da homenagem a Aristides de Sousa Mendes e é a primeira iniciativa a ser posta no terreno, integrada num programa de comemorações que incluirá uma conjunto de conferências e a montagem, no final de novembro, de uma peça de arte intitulada “Candelabro”, da autoria de Sebastian Mendes, neto do diplomata, e Werner Klotz.

O Panteão Nacional está baerto de terça a domingo, das 10 às 13 horas e das 14 às 17 horas.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Semana de actividades online gratuitas

Ouvir o depoimento de um refugiado que passou por Portugal durante a II Guerra Mundial; saber mais sobre o holocausto numa conversa com Irene Pimentel e João Pinto Coelho; conhecer melhor a história dos refugiados e de Aristides de Sousa Mendes numa  conversa com José Rui, autor de um livro de banda desenhada sobre sobre o nosso cônsul em Bordéus em 1940 ou ouvir histórias de alguns dos pilotos da RAF que fizeram a Batalha de Inglaterra e ver algumas das suas fotografias pessoais. estas são algumas das iniciativas online que pode acompanhar nesta última semana de janeiro de forma gratuita e online.

Apesar da sua gratuidade muitas destas iniciativas obrigam a inscrição prévia, razão porque deve consultar as ligações que serão disponibilizadas. 

Fica o calendário:


Terça-feira, 26 de janeiro:


Este é o dia mais preenchido da semana com duas iniciativas e ambas às 18 horas. 

Com organização da Memoshoá, Yad Vashem e apoio do Ministério da Educação é dado o pontapé de saída de uma série de encontros para professores relacionados com a temática do Holocausto. Nesta primeira iniciativa será feita uma apresentação da exploração pedagógica do livro de banda desenhada “Aristides de Sousa Mendes, herói do Holocausto” de José Ruy.

Esta ação surge no âmbito do projeto educativo “Dever de Memória” do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, e conta com as conferências das professoras Dores Fernandes e Josefa Reis, para além de uma entrevista ao autor José Rui.

A inscrição para esta iniciativa deve ser feita AQUI e não é obrigatório que seja docente.



À mesma hora a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, e no âmbito do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, realiza-se uma sessão através de Zoom, denominada «Convivência da ficção e não ficção no tema do Holocausto», com a presença da historiadora Irene Flunser Pimentel e do escritor João Pinto Coelho.
 

Esta sessão conta com o comentário da jornalista da RTP Ana Luísa Rodrigues e a moderação de Aida Alves.

Neste caso não existe inscrição prévia e a admissão será feita no momento do evento, em https://zoom.us/j/95025508376

Pode ainda acompanhar a sessão na página de Facebook da biblioteca e na página oficial do evento.



Quarta-feira, 27 de janeiro:

Entre as 15 e as 16 horas poderá seguir a conferência de Dilip Sarkar, historiador e autor de vários livros sobre a RAF durante a II Guerra Mundial, que vai falar sobre a sua experiência com aqueles que Churchill chamou os “poucos” a quem muitos ficaram a dever “tanto”, - os pilotos dos caças da RAF que combateram durante a Batalha de Inglaterra.


Sarkar promete mostrar fotografias pessoais de vários daqueles aviadores com os quais conviveu pessoalmente durante muitos anos.

Este webinar, que tem organização da Battle of Britain Memorial Trust, será em inglês e é obrigatória inscrição prévia para a acompanhar. 



Quinta-feira, 28 de janeiro: 


Entre as 21 e as 22 horas poderá acompanhar as memórias de Jean-Claude Van Italie, um refugiado da II Guerra Mundial, que chegou a Portugal em junho de 1940, com apenas quatro anos, acompanhado dos pais, tia e avôs. 

A organização é do Espaço Memória dos Exílios, do Estoril, e é a segunda iniciativa deste ciclo, depois de em Outubro o convidado ter sido John Tetzeli, outra criança refugiada que passou pelo país em 1940.

Quatro conversas com outros refugiados deverão acontecer nos próximos meses. 

Também aqui é necessária inscrição prévia que pode realizar AQUI.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Autora de livro sobre família salva por Sousa Mendes está em Portugal

Joan Halperin, autora do livro "My Sister's Eyes” A Family Chronicle of Rescue and Loss During World War II", publicado o ano passado, e que conta a história do salvamento da sua família durante a II Guerra Mundial graças a vistos passados por Aristides de Sousa Mendes, vai estar em Portugal nos próximos dias.


Amanhã pode-se encontrá-la no Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, onde uma turma do nono ano está a realizar um trabalho relacionado com a obra publicada pela autora, envolvendo as disciplinas de Inglês e Educação Visual. No dia seguinte Halperin estará em Cabanas de Viriato.

As iniciativas, que contam com organização da Sousa Mendes Foundation, prosseguem dia 13 no auditório municipal da Figueira da Foz, cidade onde a família da autora esperou pelos vistos de saída de Portugal durante a guerra.

No dia seguinte estará entre as 14.30 horas e as 16.30 no Estoril, no espaço Memória dos Exílios, e depois das 17.30 na Biblioteca Museu República e Resistência, em Lisboa.

Joan Halperin é filha e neta de refugiados que receberam vistos de Aristides de Sousa Mendes e é responsável pelo serviço educativo da Sousa Mendes Foundation nos EUA.

O livro conta a história do salvamento de parte da sua família que partiu da Polónia, passou por Portugal e continuou até aos Estados Unidos.

Carlos Guerreiro

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Algumas perguntas a Luís Silva

Descontentes com estado a que chegou a Casa do Passal, o solar de Aristides de Sousa Mendes, e fartos de promessas de resolução que não têm levado a quaisquer resultados práticos, um grupo de pessoas resolveu organizar no próximo domingo um cordão humano junto ao edifício.

O "Aterrem em Portugal!" colocou algumas perguntas a Luís Silva, um dos elementos que organizou esta iniciativa.

Aterrem em Portugal - Porque que resolveram organizar esta iniciativa?

Luís Silva - Muito simples. Quem conhece a história do acto do Aristides de Sousa Mendes e olha para a casa dele, não pode ficar contente com a "imagem" degradante e triste em que se encontra a Casa do Passal. Então, uns amigos de escrita nas páginas do facebook de Aristides de Sousa Mendes, resolveram pôr mãos a obra, fartos de esperar por promessas que tardam a realizar-se e que só prejudicam o futuro da casa.

O engraçado neste grupo é que as pessoas praticamente não se conhecem pessoalmente. Um mora em Lisboa, outros no Porto, em Santa Comba Dão, Cabanas de Viriato e um em Inglaterra.Um grupo de pessoas


Aterrem em Portugal - Que actividades estão previstas para esta iniciativa?

Luís Silva -Vamos realizar um cordão humano e colocar uma coroa de flores no jazigo da família.

Estão também previstas palestras feitas por um dos netos de Aristides de Sousa Mendes e a leitura duma carta, escrita pelo Frei Ventura, que infelizmente não pode estar fisicamente presente.


Aterrem em Portugal - Em que estado se encontra a casa?

Luís Silva -A casa está nas últimas. Só com muita boa-fé e muito dinheiro se poderá recuperar a casa. Neste momento é quase impossível entrar.


Aterrem em Portugal - Prevêem a presença de quantas pessoas nesta iniciativa?

Luís Silva - Honestamente, estão previstas mais de 700 pessoas, o que será muito bom, visto que o evento é organizado por pessoas sem qualquer experiência, mas com uma vontade enorme para que se faça justiça e se conserve o nome de Aristides de Sousa Mendes e do seu legado para as gerações seguintes.


Aterrem em Portugal - Há algumas viagens programadas para chegar a Cabanas do Viriato?

Luís Silva -Temos o conhecimento de duas. Uma do Porto e outra de Lisboa, como também sabemos que há pessoas que vão dividir carros o que demonstra a vontade de participar nesta causa.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Diplomatas portugueses na II Guerra

As acções dos Cônsules portugueses Veiga Simões, em 1939, Sousa Mendes, em 1940, e Teixeira Branquinho e Sampaio Garrido, em 1944, são o tema central de um seminário que reúne vários especialistas portugueses e estrangeiros em Coimbra na próxima sexta-feira.


Na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra vão encontrar-se especialistas como João Paulo Avelãs Nunes, Irene Pimentel, Cláudia Ninhos ou Avraham Milgram entre outros.

A forma como estes diplomatas tentaram salvar judeus e outros perseguidos políticos do nazismo é tema central deste seminário que começa pela manhã e se estende pela tarde.

Pode ver o programa completo desta iniciativa, cuja entrada é gratuita, na nossa AGENDA.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Cordão humano para salvar casa de Aristides de Sousa Mendes

O impacto negativo dos recentes temporais na antiga casa de Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, levou um grupo de pessoas a organizar um cordão humano, em 6 de Abril, com o objectivo de recordar ao governo as promessas feitas no ano passado e que apontavam para a recuperação do edifício.

Os organizadores criaram no Facebook uma página de eventos onde divulgam aspectos da iniciativa. 
Pode consultar a página AQUI.

“O Inverno tem sido catastrófico, parte do telhado ruiu e a casa está cada vez mais próxima da ruína. Queremos desta forma recordar ao poder político que foram prometidas obras para Setembro, mas que até agora nada aconteceu”, explicou ao “Aterrem em Portugal!” António Gallobar, um dos promotores da iniciativa.

Para além de uma página de Facebook dedicada a Aristides de Sousa Mendes, que conta com mais de 11 mil seguidores, a divulgação do cordão humano está também a ser feito nas redes sociais numa página de eventos, onde cerca de 400 pessoas já prometeram estar presentes.

António Gallobar diz que “a casa é visitada por muita gente, muitos deles estrangeiros, e o que está a acontecer deixa uma imagem de desmazelo do país que não se compreende”.

Os organizadores temem que o prolongamento do Inverno cause ainda mais estragos, tornando insuficiente a verba de cerca de 300 mil euros que foi anunciada pelo Governo no ano passado.

Carlos Guerreiro

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Nova Iorque lembra Sousa Mendes

Sousa Mendes será figura central no Simpósio "Portugal e a Crise de Refugiados Judeus Durante a Crise da Segunda Guerra Mundial" que se realiza no domingo, em Nova Iorque, adianta a Agência Lusa.
Partida do navio Niassa do porto de Lisboa.

As histórias dos que passaram por Lisboa como refugiados e a acção de Aristides de Sousa Mendes, em Bordéus, vão estar no centro deste encontro que conta com a participação de diversos especialistas portugueses e estrangeiros.

Entre os convidados estão, por exemplo, Louis-Philip Mendes, neto de Sousa Mendes e a historiadora portuguesa Margarida Magalhães Ramalho.

O PROGRAMA encerra com a exibição do filme de 1994 “Lisboa, porto de Esperança” (Lisbon: Harbour of Hope).

"O objectivo é chamar a atenção para Portugal enquanto abrigo para os refugiados durante a Segunda Guerra Mundial e falar do papel de Aristides de Sousa Mendes na passagem segura de todos os que fugiam do holocausto", explicou à Lusa Olivia Mattis, vice-presidente da Fundação Sousa Mendes, uma das organizadoras do evento.

Além da Fundação Sousa Mendes, o evento é também organizado pelo "Center for Jewish History", o "Instituto Leo Baeck" e a "American Sephardi Federation".

Carlos Guerreiro com Lusa

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Memórias de Sousa Mendes

Há 59 anos morria em Lisboa, no Hospital da Ordem Terceira, Aristides de Sousa Mendes.

O ex-cônsul Português de Bordéus, no início da II Guerra Mundial, morreu pobre e acompanhado de poucos familiares que ainda estavam no país, depois de quase todos os filhos terem emigrado para os EUA.

Caído em desgraça acusado por Salazar de desobediência, depois de passar milhares de vistos especialmente a Judeus em fuga dos Alemães, Sousa Mendes terminou a vida sem bens e com grandes necessidades.

Ficam dois filmes, retirados de um documentário, chamado “Out of Europe”, de Richard Lerner, onde se podem ouvir os depoimentos de algumas testemunhas que encetaram a fuga graças aos vistos de Sousa Mendes…






Um resto de bom dia
Carlos Guerreiro

<---------------------------------------->

Para ler mais sobre
                          Aristides de Sousa Mendes clique AQUI.
                          Refugiados clique AQUI.

terça-feira, 5 de março de 2013

Sousa Mendes em documentário luso-canadiano

"Os nove dias de Sousa Mendes” é um excelente documentário sobre o Cônsul português de Bórdeus, produzido no Canada, por um grupo de luso-canadianos e que merece destaque, não só pelo trabalho fílmico, mas também pelo “site” que o acompanha, interessante e extremamente instrutivo.


Aspecto da página de entrada do "site". Para além do documentário (imagem da esquerda) existem muitas outros aspectos interessantes a explorar. Para aceder ao site clique AQUI.

O documentário, que pode ser visto na íntegra on-line, conta a história de Aristides de Sousa Mendes através do testemunho de descendentes de pessoas que lhe ficaram a dever a vida, testemunhas da “invasão” dos refugiados em Portugal, para além de familiares do ex-cônsul, historiadores e outras personalidades.

O filme foi lançado o ano passado com o “site” que, repito, vale a pena ser visitado como um exemplo bem conseguido do que é possível fazer hoje na área do multimédia…

Veja o site e o filme AQUI.

Um bom filme

Carlos Guerreiro

sábado, 26 de janeiro de 2013

Lembrar o Holocausto em Lisboa


Numa inicitiva da Fundação Aristides de Sousa Mendes (FASM), e com o objectivo de recordar o dia 27 de Janeiro de 1945, dia da libertação de Auschwitz, realiza-se em Lisboa uma sessão integrada no Dia do Holocausto.

Sessão tem lugar na segunda-feira, 28 de Janeiro, pelas 18.00 horas, no Centro de Estudos Judiciários (CEJ), e conta com a presença do Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, e intervenções da historiadora Irene Pimentel, do Presidente da FASM, José Leitão, do Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa, José Bensaude Oulman Carp, e do Director do CEJ, António Pedro Barbas Homem.

A entrada é Livre.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Recordar Sousa Mendes e os refugiados

A Câmara Municipal de Almeida pretende instalar, em Vilar Formoso, um memorial dedicado a Aristides de Sousa Mendes e aos judeus e refugiados da 2.ª Guerra Mundial, adiantou, na última semana, à agência Lusa o presidente da Câmara, António Baptista Ribeiro.

O autarca anunciou que a Câmara tenciona adquirir os antigos armazéns da CP, junto da estação de Vilar Formoso, para instalação de um espaço museológico e multimédia que assinale a "fuga de judeus e de outros refugiados" do holocausto nazi e de evocação da "memória do cônsul Aristides de Sousa Mendes".

O autarca adiantou que decorrem negociações para aquisição dos antigos armazéns ferroviários, que se encontram "em degradação progressiva", para os adaptar a espaço museológico.

Se a CP não vender os edifícios, a autarquia de Almeida terá de "procurar outro espaço, nomeadamente edifícios que estão a necessitar de ser recuperados no largo da Estação" de Vilar Formoso, admitiu.

Baptista Ribeiro considerou fazer sentido instalar o espaço museológico junto da estação ferroviária fronteiriça, uma vez que a Linha da Beira Alta está associada ao antigo cônsul de Portugal em Bordéus, pois os refugiados entraram em Portugal de comboio.

Entre os dias 17 e 19 de junho de 1940, Aristides de Sousa Mendes assinou milhares de vistos para salvar pessoas do holocausto nazi, contrariando as ordens do Governo de Salazar, situação que levaria à sua expulsão da carreira diplomática.

O projeto da Câmara de Almeida, denominado "Evocação e memorial aos judeus e refugiados na 2.ª Guerra Mundial", foi idealizado com a intenção de atrair visitantes para o concelho, evocar o feito histórico e perpetuar a memória do cônsul.

O plano também envolve a produção de conteúdos multimédia, com base em trabalhos de investigação, que já estão a ser realizados por Luísa Marques, responsável pelo Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes, segundo o autarca.

"É um projeto interessantíssimo. É um trabalho de pesquisa relacionado com os refugiados da 2.ª Guerra Mundial, e não só com judeus, que fizeram a sua quarentena em Vilar Formoso e tiveram vários destinos em Portugal", explicou.

Muitos daqueles que atravessaram a fronteira com vistos assinados por Aristides de Sousa Mendes "passaram a fazer vida em Portugal, mas a grande maioria foi para o Brasil", observou.

A investigação que está em curso, não só em Portugal como na Áustria, em Bordéus e no Brasil, "tem levado a descobertas interessantíssimas", revelou o autarca.

Após a investigação será produzido um trabalho multimédia que equipará o futuro museu e também servirá para exposições itinerantes, adiantou.

António Baptista Ribeiro prevê que a investigação e os conteúdos multimédia, num investimento global de 240 mil euros, possam ficar concluídos até junho de 2013. A execução do projeto do museu será candidatada a verbas comunitárias do próximo Quadro Comunitário de Apoio.

Carlos Guerreiro com Agência Lusa

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Deputados pedem para batizar ponte de Bordéus com nome de Sousa Mendes

A história já é pública há uns dias, mas tive dúvidas em avançar com a informação.

Pessoalmente acho a iniciativa louvável, mas quando internamente não há entendimento quanto ao que fazer com a casa e com a memória da personalidade em causa, torna-se estranho aparecer um pedido deste género.

Parece ser mais fácil fazer pedidos aos de fora...

Fica a notícia como esta foi transmitida pela Agência Lusa:


Deputados do PSD pedem a Alain Juppé para batizar ponte de Bordéus com o nome de Aristides Sousa Mendes 

Deputados do PSD enviaram uma carta ao autarca de Bordéus, Alain Juppé, a pedir-lhe que batize a nova ponte daquela cidade francesa com o nome Aristides Sousa Mendes, o cônsul português que salvou milhares de judeus na II Guerra Mundial.


"Tomamos conhecimento de que a nova ponte neste momento em construção na cidade que V. Exa. dirige considera como uma das possibilidades promover o reconhecimento do papel desta personalidade portuguesa mediante a atribuição do seu nome à nova ponte", lê-se na carta hoje enviada a Alain Juppé, assinada por António Rodrigues, Emídio Guerreiro, Carlos Gonçalves e Carlos Abreu Amorim.

Os quatro deputados dizem-se "convictos da nobreza de tal designação, no reconhecimento da atitude humanista de Aristides Sousa Mendes" e manifestam "o seu apoio a tal atribuição", considerando ainda que "tal atitude dignifica não apenas o diplomata português mas igualmente a entidade que a assume".

"Os subscritores vêm ainda transmitir a sua disponibilidade perante o conjunto da sociedade portuguesa de desencadear os apoios necessários à concretização de tal objetivo, de forma transversal a toda a sociedade portuguesa", acrescentam.

No mesmo texto, os deputados do PSD lembram que Aristides de Sousa Mendes salvou milhares de vidas no período da II Guerra Mundial, quando era cônsul geral e Portugal em Bordéus, ao ter facultado, contrariando ordens, cerca de 30.000 vistos a pessoas de todas as nacionalidades que fugiam da perseguição nazi.

 MP - Lusa

domingo, 13 de maio de 2012

Lembrar Sousa Mendes

Há uns meses tinha publicado a história sobre a busca da Fundação Aristides Sousa Mendes - nos Estados Unidos - que procurava pessoas e familiares de pessoas que deviam a sua vida ao cônsul português de Bordéus. (ver  "Procuram-se "fugitivos" de Sousa Mendes" )

 Aristides de Sousa Mendes e a mulher Angelina.

O projecto seguiu caminho e já há resultados. A Agência Lusa trouxe novas informações sobre esse trabalho. Pena que a casa continue em ruínas, envolta em polémicas à portuguesa...

Deixo a noticia... 

Família quer recordar Aristides de Sousa Mendes 

Della, Gaia e Eric são de gerações diferentes, vivem em pontos distintos dos Estados Unidos, mas partilham a descoberta recente de que devem a sua vida e a dos seus familiares a um desconhecido chamado Aristides Sousa Mendes. 


Os três descendentes de refugiados do Holocausto fazem parte de um grupo de 100 pessoas contactadas recentemente pela Sousa Mendes Foundation norte-americana, dedicada a divulgar nos Estados Unidos a história do ex-cônsul de Portugal em Bordéus durante a II Guerra Mundial, que emitiu milhares de vistos que permitiram a fuga da Europa.

"Sei com toda a certeza que não estaria vivo se não fosse ele", afirma Eric Moed, jovem de 24 anos residente no bairro nova-iorquino de Brooklyn.

O jovem falou à Lusa uma semana depois de ter entregado a sua tese de licenciatura em arquitetura - um estudo e projeto de reabilitação da Casa do Passal, a degradada casa da família Sousa Mendes em Cabanas de Viriato, Viseu.

 A casa em ruínas de Aristides de Sousa Mendes.

"Tornou-se uma questão pessoal para mim. E, quando li sobre a Casa, aí imediatamente soube que a minha tarefa era fazer isto", diz o jovem norte-americano, neto do arquiteto Leon Moed, que recebeu um visto de Sousa Mendes enquanto criança, que lhe permitiu viajar de Antuérpia para os Estados Unidos, através de Portugal.

Para o projeto, o jovem esteve recentemente em Portugal, onde conheceu a "bela e muito triste" casa, um "monumento de reflexão" sobre a história do próprio Sousa Mendes, cujos descendentes também conheceu.

A localização de pessoas como Eric tem sido tarefa de Olívia Mattis, da Sousa Mendes Foundation, que há cerca de seis meses vem cruzando a lista original dos 2.000 vistos com as de passageiros de navios de Portugal para os Estados Unidos ou Brasil, e ainda com informação atual na internet.

Este trabalho permitiu contactar 100 "famílias Sousa Mendes", na América do Norte, Europa, Israel e até na Austrália, mas Mattis acredita que ainda há muito trabalho a fazer, porque não há registo dos vistos emitidos por Sousa Mendes depois da saída de Bordéus, em Bayonne e Hendaye, porque as crianças viajavam sem visto e porque faltam muitas listas de passageiros.

"Sabendo o nome e a idade aproximada é fácil. Sobretudo se for um nome invulgar", disse à Lusa Mattis, que tem feito muitos destes telefonemas e emails.

"A vasta maioria nunca tinha ouvido o nome de Sousa Mendes. Quando conhecem a história, as pessoas perguntam porque morreu na pobreza, porque ninguém o ajudou. Envolvem-se, querem participar", adianta.

Para comemorar o Dia de Lembrança do Holocausto, a 19 de abril, a Fundação juntou 15 famílias em Huntington, Nova Iorque, além de descendentes de Sousa Mendes e querem tornar estes encontros regulares, planeando dois para junho de 2013 em Portugal e França.

Della Peretti, professora universitária reformada cujo filho é um dos cofundadores do popular jornal on-line Huffington Post, ficou a saber num email de Olivia Mattis que a sua avó, Adina Cherkin, e a sua mãe também fugiram com um visto de Sousa Mendes.

"Nunca tinha ouvido falar dele. Temos de pô-lo na História", disse à Lusa a ex-professora da Universidade de Berkeley, na Califórnia.

Além de fazer um donativo para a reabilitação da Casa do Passal, Peretti está também a dar algum do seu tempo para apoiar os esforços da Fundação e quer "aprender mais português" e "passar algum tempo em Portugal", que visitou quando tinha 21 anos.

A mãe de Gaia Starr, que viajou de Bruxelas para Baltimore em 1940 com visto emitido em Bayonne, nunca lhe falou de Sousa Mendes, apenas de uma travessia tranquila no Atlântico, e hoje sofre de Alzheimer.

"Nunca saberei o que ela conhecia, lembrava ou suspeitava [sobre Sousa Mendes]. Estas histórias estão encerradas para sempre. O que sei é que os meus avós suportaram o fardo do stresse naquela altura e que a minha mãe e o meu tio puderam sentir-se como crianças numas férias de verão", disse à Lusa a professora, residente no Novo México.

"Sinto gratidão pela minha vida, que foi uma dádiva indireta de um homem que fez aquilo que todos nós esperaríamos conseguir fazer, se estivéssemos perante essa escolha", adiantou.  

Agência Lusa 

<----------------------------------------> 

Encontra outras histórias relacionadas com 
                                         Aristides de Sousa Mendes AQUI.
                                         Refugiados AQUI.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Procuram-se "fugitivos" de Sousa Mendes

A Fundação Sousa Mendes, com sede em Seattle, começou uma busca pelos milhares de anónimos que foram salvos por Aristides de Sousa Mendes. A campanha começou no dia 9 deste mês, e foi lançada no site da instituição.

Aparecem também os nomes de algumas pessoas ou famílias que foram salvas pela acção do Cônsul português de Bordéus, que em 1940 passou, contra as ordens do Governo,  milhares de vistos a refugiados que queriam chegar a Portugal.

 Aristides de Sousa Mendes e a família. 
(Foto Sousa Mendes Foundation)

O "link" para a página da "SOUSA MENDES FOUNDATION" está AQUI.


Fica também a notícia publicada pelo "Diário Digital" ...


terça-feira, 17 de Janeiro de 2012 | 15:34

Iniciada busca global por milhares salvos por Sousa Mendes


O mérito do diplomata português Aristides Sousa Mendes, que durante a Segunda Guerra Mundial salvou do Holocausto mais de 10 mil judeus e outros refugiados que fugiam de França, está finalmente a ser reconhecido a nível internacional. Assim, foi lançada uma busca global para encontrar pessoas salvas por «um dos grandes heróis anónimos» daquele tempo, como é descrito pelo escritor canadiano Peter C. Newman, segundo o jornal National Post.
Newman, que várias vezes enalteceu o «herói» e «dissidente» Sousa Mendes, afirma que este ajudou a sua própria família a fugir às câmaras da morte nazis.

Sousa Mendes, que na época era cônsul em França, nunca recebeu o tipo de atenção dada a Oskar Schindler, o industrial alemão que salvou mais de mil judeus do Holocausto dando-lhes emprego nas suas fábricas.

Enquanto o filme «A lista de Schindler» - que ganhou um Oscar em 1993 apontou os focos de Hollywood para aquela história, as «corajosas» ações de Sousa Mendes para ajudar 10 mil judeus e outros refugiados a fugir de França em 1940 – o número pode ser o dobro, ou mais – permanecem desconhecidas, disse Harry Oesterreicher, porta-voz da Fundação Sousa Mendes, sedeada em Seattle.

Enquanto alguns dos que receberam os «vistos salva-vidas» estão identificados – como figuras notáveis como o pintor espanhol Salvador Dali e os autores de «Curious George», Hans e Margret Rey — milhares de outros refugiados nunca souberam quem lhe abriu caminho para a liberdade e os seus descendentes continuam «no escuro», disse Oesterreicher.

Por essa razão, a organização anunciou o que designa como «uma busca sem precedentes por refugiados» que receberam vistos de Sousa Mendes em Junho de 1940, apesar de ter ordens estritas do governo português para não o fazer.

A «desobediência» valeu-lhe um julgamento em Portugal, tendo sido «severamente punido», salientou.
Aristides de Sousa Mendes morreu em 1954 «na pobreza e oficialmente em desgraça, praticamente apagado da história», disse ainda.

Newman, nascido na Áustria, tinha 11 anos quando fez, juntamente com a sua família, uma dramática tentativa para emigrar para o Canadá, fugindo aos horrores da guerra. Na sua auto-biografia «Here Be Dragons», publicada em 2004, contou como o «esquecido santo» Sousa Mendes foi a chave para a sua bem sucedida fuga de França, no início da invasão alemã, acabando por conseguir chegar ao Canadá.

«Lisboa não aceitava judeus», escreveu Newman, «mas esta ordem foi ignorada por (. . .) Sousa Mendes, um católico devoto com uma atitude iluminada que decidiu ajudar os apavorados refugiados com um gesto humanitário».


Uma boa busca...

Carlos Guerreiro

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Leituras de Verão 2011 (Ficção II)

Com estes dois livros de ficção fecho as minhas propostas de leitura para este Verão. Mais uma vez desconheço o conteúdo das obras... Não tenho tempo para ler tudo.

Tanto num caso como noutro li boas críticas. De resto o primeiro livro já vai - segundo vi recentemente - na 17ª edição.

Sobre o segundo - o de Aristides de Sousa Mendes - pouco há dizer até porque a personagem é bastante conhecida...

Ficam as sugestões e as sinopses oficiais...

ENQUANTO SALAZAR DORMIA de Domingos Amaral

Edição de Casa de Letras, com o ISBN 9789724616544

Sinopse Oficial:

Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.

Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores.

Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade. Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam "enquanto Salazar dormia", como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6.

Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40.



O CÔNSUL DESOBIDIENTE de Sónia Louro


Edição de Saída de Emergência, ISBN: 9789896371623

Sinopse Oficial:

Há pessoas que passam no mundo como cometas brilhantes, e as suas existências nunca serão esquecidas. Aristides de Sousa Mendes foi uma dessas pessoas. Cônsul brilhante, marido feliz, pai orgulhoso, teve a sua vida destruída quando, para salvar 30.000 vidas, ousou desafiar as ordens de Salazar.

Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, é procurado por milhares de refugiados para quem um visto para Portugal é a única salvação. Sem ele, morrerão às mãos dos alemães. Infelizmente, Salazar, adivinhando as enchentes nos consulados portugueses, proibira a concessão de vistos a estrangeiros de nacionalidade indefinida e judeus.

Sob os bombardeamentos alemães, espremido entre as ameaças de Salazar, as súplicas dos refugiados e sua consciência, Aristides sente-se enlouquecer. E então toma a grande decisão da sua vida: passar vistos a todos quantos os pedirem. Salvará 30.000 inocentes mas destruirá irremediavelmente a sua vida.

Informação sobre outros livros AQUI 

terça-feira, 6 de julho de 2010

II Guerra: Acordo permite expor livro de registos de Aristides de Sousa Mendes em Nova Iorque

Finalmente uma solução

Nova Iorque, 05 jul (Lusa) -- O livro de registos de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus durante a segunda guerra mundial, será exposto em Nova Iorque a partir de 19 de julho, depois de o Instituto Diplomático português ter recuado nas exigências feitas.

Nova Iorque, 05 jul (Lusa) -- O livro de registos de Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus durante a segunda guerra mundial, será exposto em Nova Iorque a partir de 19 de julho, depois de o Instituto Diplomático português ter recuado nas exigências feitas.

João Crisóstomo, vice-presidente do projeto "Dia da Consciência", que procura divulgar o papel de Sousa Mendes no salvamento de milhares de judeus perseguidos pela Alemanha Nazi, disse à Lusa que o livro será oficialmente apresentado no Museu da Herança Judaica a 19 de julho, data que marca os 125 anos do nascimento do diplomata.

Inicialmente previsto para estar em Nova Iorque no dia 17 de junho, o "Dia da Consciência", a exposição chegou a estar em risco por causa das exigências do Instituto Diplomático, segundo aquela fonte.

"O Instituto Diplomático, que detém a guarda do livro, exigia que o mesmo fosse transportado por uma companhia especializada no transporte de peças de arte e segurado em 150 mil dólares (119 mil euros), o que era incomportável para o Museu", disse João Crisóstomo.

O livro de registos já esteve exposto no Museu há cinco anos, também por iniciativa de ativistas de Sousa Mendes na comunidade luso-americana.

As condições acordadas, segundo João Crisóstomo, são as mesmas de então: transporte por mala diplomática e um seguro de 25 mil dólares (20 mil euros).

Foi graças à intervenção direta do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, que foi possível a vinda do livro nos mesmos moldes de há cinco anos, disse.

O livro deverá chegar à Missão de Portugal junto da ONU, em Nova Iorque, para ser entregue ao Museu, em princípio na próxima quarta feira.

Deverá ficar depois em exposição durante um ano numa vitrina no Museu da Herança Judaica especialmente criada para o efeito e ao lado do passaporte da senhora Kostman, a quem Aristides de Sousa Mendes concedeu um visto, permitindo, assim, a sua fuga para o Brasil.

Há cinco anos, também por iniciativa de João Crisóstomo, em colaboração com a International Raoul Wallenberg Foundation, o documento e a caneta com que Aristides de Sousa Mendes assinou alguns dos vistos, estiveram em exposição no mesmo museu durante cerca de dois anos.

O Museu da Herança Judaica fica no Batery Park City, no sul de Manhattan, virado para a baía de Nova Iorque com a estátua da Liberdade em fundo.

O seu objetivo é perpetuar a memória do Holocausto lembrando os milhões de vítimas que morreram às mãos dos nazis na Segunda Grande Guerra.

A Lusa contatou o Instituto Diplomático para pedir um comentário, mas ninguém se manifestou disponível para falar sobre o assunto.

O "Dia da Consciência" marca a data em que o então cônsul de Portugal em Bordéus começou a conceder vistos em massa a judeus e a outros refugiados sem autorização de Lisboa, permitindo-lhes a fuga para os Estados Unidos, América do Sul, entre outros destinos.

Esse dia foi marcado por várias iniciativas a nível mundial de homenagem ao cônsul de Portugal em Bordéus, que salvou milhares de judeus e outros refugiados das mãos dos nazis na Segunda Grande Guerra.

domingo, 20 de junho de 2010

Sousa Mendes recordado

A notícia é do IOL...

Aristides de Sousa Mendes evocado em cerimónias nos EUA
Cônsul-geral de Portugal em Bordéus durante a II guerra mundial salvou milhares de judeus dos campos de concentração



Aristides de Sousa Mendes, o cônsul-geral de Portugal em Bordéus durante a II guerra mundial que salvou milhares de judeus dos campos de concentração, é este domingo evocado em várias cerimónias religiosas nos Estados Unidos.

A principal dessas cerimónias terá lugar na Catedral do Sagrado Coração, em Newark, e será celebrada por D. Edgar Moreira da Cunha, bispo auxiliar da cidade do Estado de New Jersey, onde reside uma numerosa comunidade portuguesa e também brasileira.

João Crisóstomo, vice-presidente do projecto «Dia da Consciência», adiantou ainda que outra cerimónia terá lugar na igreja de Saint Sebastian, no bairro nova iorquino de Queens.

Em São Francisco, haverá uma celebração religiosa na capela privada do arcebispo George Niederauer.

No dia 17, o Dia da Consciência em que o cônsul começou a assinar os vistos que permitiram aos judeus alvo de perseguição nazi fugir para Portugal e daí para os Estados Unidos e outros países, o Consulado de Portugal em São Francisco realizou uma recepção e uma exposição de artes plásticas.

As cerimónias contaram com a presença de elementos da família de Aristides de Sousa Mendes residentes nos Estados Unidos.

São os casos da filha Teresinha Mendes do Amaral e Abranches, Joan Abranches, viúva de Paul Abranches (filho de Aristides), e Eileen Garehime, Paul Abranches e Geralyn Fox, netos do cônsul.

Paralelamente, decorrem esforços para que volte a ser exposto em Nova Iorque, no Museu da Herança Judaica, o livro de registos de Aristides Sousa Mendes, por empréstimo do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

De acordo com Crisóstomo, devido à demora num acordo entre o museu e as autoridades portuguesas para o transporte do livro, que já esteve em Nova Iorque em 2005, a exposição poderá ter lugar apenas a 19 de Julho, quando se celebra o 125º aniversário de Sousa Mendes.

O livro deverá ser exposto na «Galeria dos Salvadores», dedicada a figuras que são lembradas por ajudar milhares de judeus a fugir à morte, casos de Raoul Wallenberg, Carl Lutz ou Oskar Schindler.


"LINK"

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Exposição sobre Aristides Sousa Mendes em Berlim

É uma exposição em Berlim sobre o homem a quem não sabemos conservar a casa. Um homem sobre o qual existe um blogue fantástico que não tem o apoio do Ministério da Cultura - apesar das promessas nesse sentido. Fica a notícia da exposição dada pela agência Lusa... é pouco, mas é qualquer coisinha.

Berlim: Cravinho abre mostra sobre Aristides Sousa Mendes

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, inaugura na quarta-feira, na Câmara dos Deputados de Berlim, uma exposição sobre a vida e obra de Aristides de Sousa Mendes, promovida por uma associação antifascista luso-alemã.

A mostra intutula-se «Wer ein Leben rettet, rettet die ganze Welt: Aristides de Sousa Mendes - Ein Beispiel für Zivilcourage» (Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro: Aristides de Sousa Mendes, um exemplo de coragem cívica), e destina-se a lembrar que o cônsul de Portugal em Bordéus salvou cerca de 30 mil judeus fugidos ao regime nazi, em junho de 1940, dando-lhes vistos de entrada em Portugal, à revelia do governo em Lisboa.

A iniciativa é da Associação luso-alemã ViVer, abreviatura alemã de Vision und Verantwortung (Visão e Responsabilidade), que já apresentou a exposição anteriormente em autarquias e escolas berlinenses, e também em algumas solenidades antifascitas.

Num folheto de apresentação da mostra, os promotores sublinham que o malogrado diplomata «agiu por motivos humanitários e altruístas, emitindo dezenas de milhares de vistos para pessoas vítimas de perseguição, em poucos dias, contra as instruções do seu governo».

Sublinham ainda que Sousa Mendes não retirou vantagens pessoais do seu ato, pelo contrário, «teve desvantagens, foi afastado do serviço diplomático por ter ido contra a vontade do regime de Salazar, e morreu pobre».

Depois de inaugurar a exposição, João Gomes Cravinho fará uma visita de cortesia ao novo ministro alemão da Cooperação e do Desenvolvimento, Dirk Niebel, na quarta-feira, anunciou a Embaixada de Portugal em Berlim.

Diário Digital / Lusa