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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

História do Volfrâmio à “cata” de turistas

O Volfrâmio serviu, durante a II Guerra Mundial, para ajudar o país a enriquecer e agora pode contribuir para algumas zonas criarem polos de atracção turística, num projecto que atravessa fronteiras e que pode criar uma rota que passa por explorações em Portugal, Espanha e França.

A informação foi avançada pelo “Diário as Beiras” nos últimos dias e aponta várias entidades da zona de Arouca como estando envolvidas neste projecto, que também prevê a possibilidade de criar uma imagem de marca que reúna todas as explorações envolvidas.

Exposição sobre as rotas do Volfrâmio - Fotografia diário "As Beiras".

A exploração do Volfrâmio foi uma das actividades mais lucrativas do país ao longo da Guerra, com o preço deste minério a ultrapassar o do ouro, numa altura em que o fornecimento da indústria bélica alemã era assegurado quase na íntegra por Portugal e Espanha.

O Volfrâmio serve para tornar o aço mais resistente.

Do período das grandes explorações de volfrâmio, nomeadamente no concelho de Arouca entre outros, ficaram muitas histórias e lendas que se foram perpetuando ao longo dos anos seguintes.

Roubo, tráfico, batalhas campais, condições de trabalho miseráveis, fortunas construídas e destruídas são apenas algumas das expressões que surgem quando se fala destas explorações entre 1940 e 1944.

No ano passado o “Aterrem em Portugal” recuperou histórias e também alguns livros sobre o tema (ver AQUI) e vai regressar ao assunto no próximo mês com uma entrevista ao professor Avelãs Nunes, que realizou um mestrado onde abordou este assunto e posteriormente publicou os resultados em livro.

Por agora fica a notícia do Diário “As Beiras”:


Arouca lidera processo internacional de criação da Rota do Volfrâmio na Europa

Por António Alves

Várias entidades com ligação a Arouca estão a trabalhar em conjunto para a criação da Rota do Volfrâmio na Europa, que, em fase de candidatura, envolve já 14 explorações mineiras em Portugal, Espanha e França.

José Artur Neves, presidente da Câmara Municipal de Arouca, reconhece que a esses polos mineiros já estão associados vários produtos turísticos individuais, desenvolvidos localmente, mas diz à Lusa que “ainda não há nenhuma rota patrimonial que tenha o efetivo reconhecimento do Instituto Europeu de Itinerários Culturais”.

Esse “carimbo oficial” tem a vantagem de “facilitar o acesso a fundos comunitários para projetos de investimento turístico” e é por ele que a autarquia vem colaborando com a Associação para o Desenvolvimento Rural Integrado das Serras do Montemuro, Arada e Gralheira (ADRIMAG), e também com a Associação Geoparque de Arouca e com o Instituto Superior de Ciências Empresariais e Turismo.

Carminda Gonçalves, a técnica da ADRIMAG que supervisiona o processo, explica que o objetivo é definir, a partir das antigas minas de Rio de Frades e Regoufe, ambas em Arouca, “um percurso internacional que faça a ligação entre todos os polos da indústria de exploração do volfrâmio”.

(...)

Leia o resto o resto da notícia AQUI.

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