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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Procuram-se "fugitivos" de Sousa Mendes

A Fundação Sousa Mendes, com sede em Seattle, começou uma busca pelos milhares de anónimos que foram salvos por Aristides de Sousa Mendes. A campanha começou no dia 9 deste mês, e foi lançada no site da instituição.

Aparecem também os nomes de algumas pessoas ou famílias que foram salvas pela acção do Cônsul português de Bordéus, que em 1940 passou, contra as ordens do Governo,  milhares de vistos a refugiados que queriam chegar a Portugal.

 Aristides de Sousa Mendes e a família. 
(Foto Sousa Mendes Foundation)

O "link" para a página da "SOUSA MENDES FOUNDATION" está AQUI.


Fica também a notícia publicada pelo "Diário Digital" ...


terça-feira, 17 de Janeiro de 2012 | 15:34

Iniciada busca global por milhares salvos por Sousa Mendes


O mérito do diplomata português Aristides Sousa Mendes, que durante a Segunda Guerra Mundial salvou do Holocausto mais de 10 mil judeus e outros refugiados que fugiam de França, está finalmente a ser reconhecido a nível internacional. Assim, foi lançada uma busca global para encontrar pessoas salvas por «um dos grandes heróis anónimos» daquele tempo, como é descrito pelo escritor canadiano Peter C. Newman, segundo o jornal National Post.
Newman, que várias vezes enalteceu o «herói» e «dissidente» Sousa Mendes, afirma que este ajudou a sua própria família a fugir às câmaras da morte nazis.

Sousa Mendes, que na época era cônsul em França, nunca recebeu o tipo de atenção dada a Oskar Schindler, o industrial alemão que salvou mais de mil judeus do Holocausto dando-lhes emprego nas suas fábricas.

Enquanto o filme «A lista de Schindler» - que ganhou um Oscar em 1993 apontou os focos de Hollywood para aquela história, as «corajosas» ações de Sousa Mendes para ajudar 10 mil judeus e outros refugiados a fugir de França em 1940 – o número pode ser o dobro, ou mais – permanecem desconhecidas, disse Harry Oesterreicher, porta-voz da Fundação Sousa Mendes, sedeada em Seattle.

Enquanto alguns dos que receberam os «vistos salva-vidas» estão identificados – como figuras notáveis como o pintor espanhol Salvador Dali e os autores de «Curious George», Hans e Margret Rey — milhares de outros refugiados nunca souberam quem lhe abriu caminho para a liberdade e os seus descendentes continuam «no escuro», disse Oesterreicher.

Por essa razão, a organização anunciou o que designa como «uma busca sem precedentes por refugiados» que receberam vistos de Sousa Mendes em Junho de 1940, apesar de ter ordens estritas do governo português para não o fazer.

A «desobediência» valeu-lhe um julgamento em Portugal, tendo sido «severamente punido», salientou.
Aristides de Sousa Mendes morreu em 1954 «na pobreza e oficialmente em desgraça, praticamente apagado da história», disse ainda.

Newman, nascido na Áustria, tinha 11 anos quando fez, juntamente com a sua família, uma dramática tentativa para emigrar para o Canadá, fugindo aos horrores da guerra. Na sua auto-biografia «Here Be Dragons», publicada em 2004, contou como o «esquecido santo» Sousa Mendes foi a chave para a sua bem sucedida fuga de França, no início da invasão alemã, acabando por conseguir chegar ao Canadá.

«Lisboa não aceitava judeus», escreveu Newman, «mas esta ordem foi ignorada por (. . .) Sousa Mendes, um católico devoto com uma atitude iluminada que decidiu ajudar os apavorados refugiados com um gesto humanitário».


Uma boa busca...

Carlos Guerreiro

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