É uma exposição em Berlim sobre o homem a quem não sabemos conservar a casa. Um homem sobre o qual existe um blogue fantástico que não tem o apoio do Ministério da Cultura - apesar das promessas nesse sentido. Fica a notícia da exposição dada pela agência Lusa... é pouco, mas é qualquer coisinha.
Berlim: Cravinho abre mostra sobre Aristides Sousa Mendes
O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, inaugura na quarta-feira, na Câmara dos Deputados de Berlim, uma exposição sobre a vida e obra de Aristides de Sousa Mendes, promovida por uma associação antifascista luso-alemã.
A mostra intutula-se «Wer ein Leben rettet, rettet die ganze Welt: Aristides de Sousa Mendes - Ein Beispiel für Zivilcourage» (Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro: Aristides de Sousa Mendes, um exemplo de coragem cívica), e destina-se a lembrar que o cônsul de Portugal em Bordéus salvou cerca de 30 mil judeus fugidos ao regime nazi, em junho de 1940, dando-lhes vistos de entrada em Portugal, à revelia do governo em Lisboa.
A iniciativa é da Associação luso-alemã ViVer, abreviatura alemã de Vision und Verantwortung (Visão e Responsabilidade), que já apresentou a exposição anteriormente em autarquias e escolas berlinenses, e também em algumas solenidades antifascitas.
Num folheto de apresentação da mostra, os promotores sublinham que o malogrado diplomata «agiu por motivos humanitários e altruístas, emitindo dezenas de milhares de vistos para pessoas vítimas de perseguição, em poucos dias, contra as instruções do seu governo».
Sublinham ainda que Sousa Mendes não retirou vantagens pessoais do seu ato, pelo contrário, «teve desvantagens, foi afastado do serviço diplomático por ter ido contra a vontade do regime de Salazar, e morreu pobre».
Depois de inaugurar a exposição, João Gomes Cravinho fará uma visita de cortesia ao novo ministro alemão da Cooperação e do Desenvolvimento, Dirk Niebel, na quarta-feira, anunciou a Embaixada de Portugal em Berlim.
Diário Digital / Lusa
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Exposição sobre Aristides Sousa Mendes em Berlim
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sábado, 8 de maio de 2010
Crianças austríacas em Portugal
Deu-me bastante gozo trabalhar nisto durante alguns dias... e aqui fica.
A reportagem passou esta manhã no programa "Este Sábado" da Antena 1. resume a história de duas crianças austríacas que no pós-guerra vieram para Portugal através da Cáritas para fugir à miséria.
São memórias de gente a quem os portugueses deram tanto que acabaram por ficar com os corações divididos...
A reportagem passou esta manhã no programa "Este Sábado" da Antena 1. resume a história de duas crianças austríacas que no pós-guerra vieram para Portugal através da Cáritas para fugir à miséria.
São memórias de gente a quem os portugueses deram tanto que acabaram por ficar com os corações divididos...
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O fim da guerra na Europa - 8 de Maio de 1945
Por estes dias já não se combatia na Europa ocidental em 1945. Os alemães já se tinham rendido a americanos e ingleses. A rendição aos soviéticos só aconteceria no dia seguinte (a 9), já que os altos comandos alemães tinham esperança de resgatar o máximo de homens da frente oriental, para que estes não caíssem nas mãos das forças Russas. E tinham razão das centenas de milhar de milhar de prisioneiros das forças de Hitler apenas algumas dezenas de milhar de regressariam e, muitos, já nos anos 50.
A brutalidade de uns não deixava nada a dever à dos outros...
De qualquer forma foi o dia 8 o escolhido pelas autoridades britânicas e americanas para oficialmente declarar o fim da guerra na Europa. A chamada II Guerra mundial ainda se prolongaria no pacífico até Agosto... altura em que a bomba atómica entrou para a história da humanidade.
Na foto o momento em que o Marechal Keitel - ao centro, rodeado pelos representantes da marinha e da Luftwaffe - se prepara para assinar a capitulação...
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Anne Frank... no Algarve
A exposição é em Albufeira e vai até meio de Maio. Segue a notícia publicada no Jornal "Região Sul".
Albufeira: Autarquia acolhe exposição sobre Anne Frank
Anne Frank, menina judia, viveu 25 meses num anexo em Amesterdão durante da II Grande Guerra. Ali escondida, escreveu Kitty, o seu diário. Publicado em 1947, é um dos livros mais traduzidos no Mundo. Anne Frank morreu aos 15 anos num campo de concentração.
Numa organização conjunta entre o município de Albufeira, a escola EB 2,3 Francisco Cabrita e consulado do Reino dos Países Baixos no Algarve, está patente nos Paços do Concelho, desde 5 e até 17 de Maio, uma exposição baseada no diário de Anne Frank.
Annelisse Maria Frank, mais conhecida como Anne Frank, juntamente com mais quatro pessoas, viveu 25 meses num anexo de quartos por cima do escritório do pai dela, em Amesterdão, denominado Anexo Secreto. Ali escrevia no seu diário, a que deu o nome de Kitty.
Os longos meses de silêncio e de medo aterrorizante acabaram quando foi denunciada aos nazis e deportada para os campos de concentração, onde viria a falecer. Tinha 15 anos. O Anexo Secreto tornou-se num famoso museu após a publicação do diário.
A exposição agora patente em Albufeira oferece um conteúdo para ser reflectido. A história é contada através da perspectiva da família Frank e é relacionada com a história do Holocausto a partir do relato de sobreviventes. Contém ainda diversos elementos que desafiam a pensar sobre as semelhanças e diferenças entre aqueles eventos do passado e acontecimentos do nosso mundo actual, com o objectivo de estimular a reflexão sobre a importância de conceitos como a tolerância, respeito mútuo, direitos humanos e democracia.
Na abertura desta exposição, o presidente da Autarquia, Desidério Silva, alertou para a necessidade de se continuar a lutar pelos direitos fundamentais das crianças, e salientou que tem vindo a ser esse o trabalho da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Albufeira, uma instituição com autonomia funcional, que visa promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação e desenvolvimento social.
A exposição agora patente na Câmara, posteriormente ficará patente na Biblioteca da Escola EB 2,3 Francisco Cabrita entre 18 e 27 de Maio.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Médico português... no centro do nazismo.
O livro saiu agora e a história é impressionante. Fica a reportagem escrita e as imagens da SIC. Numa altura em que há feira do livro em Lisboa e outras feiras vão aparecer nos próximos meses, está aqui mais uma escolha para quem se interessa por estes temas.
Publicação: 05-05-2010 17:59
Publicado relato de médico português que colaborou em investigações nazis
Um médico português envolvido nas investigações nazis sobre o aperfeiçoamento da espécie é o fio condutor de uma reportagem agora transformada em livro, o primeiro a relatar a história verídica de José Ayres de Azevedo.
"Um cientista português no coração da Alemanha nazi"
Mais do que um livro, a obra "Um cientista português no coração da Alemanha nazi" relata a presença de um médico português na Alemanha da Segunda Guerra Mundial, altura em que Ayres de Azevedo foi para Berlim trabalhar num dos mais reputados centros científicos do mundo, conhecido pelas investigações sobre higiene racial, biologia de hereditariedade, paternidade dos judeus, entre outros.
A trabalhar e a estudar debaixo do mesmo teto que os cientistas que deram suporte à política racial do "pai do nazismo", Adolf Hitler, e tendo como mestre inspirador Otmar von Verschuer, José Ayres de Azevedo "participou num dos mais importantes acontecimentos" da História Mundial, segundo o autor da obra, José Pedro Castanheira.
"Não tenho conhecimento de mais nenhum outro português que tenha trabalhado nesta área, durante a guerra e nazismo. Só por isso, estou absolutamente seguro de que este livro é um elemento para a História", considerou o autor.
Em declarações à Lusa, o escritor (e jornalista) explicou que tinha acabado de escrever um livro, quando recebeu na caixa de e-mail a indicação de um leitor para aprofundar a história deste médico, já falecido e sobre o qual nunca tinha ouvido falar.
"Agarrei na história, averiguei, desenvolvia-a e publiquei uma reportagem no Expresso, em 2007. Depois, fiquei com tanto material nas mãos, com tantos pormenores para contar, que decidi publicá-la em livro", explicou o autor, sublinhando ter tido acesso a "inúmeros documentos e informação", além de ter contactado com um dos filhos do médico-cientista.
Durante o período em que permaneceu na Alemanha, José Ayres de Azevedo especializou-se na análise dos grupos sanguíneos dos gémeos, tentando aferir os sinais de hereditariedade, colaborou na principal revista científica de eugenia (ciência de aperfeiçoamento da espécie por via da seleção genética) e participou na elaboração de inúmeros pareceres solicitados pelos tribunais nazis, os quais se relacionavam com a determinação da paternidade de judeus ou com a esterilização, sobretudo de deficientes.
Já em 1943, o português trabalhou no mesmo instituto, com o mesmo mestre e sobre a mesma área científica, que o famoso médico Josef Mengele, apelidado de "anjo da morte" no campo de extermínio de Auschwitz.
"Ayres de Azevedo certamente que se cruzou ou conversou com um dos principais símbolos do terror do campo de concentração. Trata-se de uma coincidência trágica e fantástica", considerou José Pedro Castanheira, sublinhando que este é um elemento que "confere interesse acrescido a esta história".
Mais tarde, com a cidade de Berlim a ser bombardeada diariamente pela aviação aliada, o português foi obrigado a regressar ao Porto, onde ultimou a tese de doutoramento.
A dissertação, no entanto, não chegou a ser discutida, embora a data e o júri estivessem já marcados, pois o Conselho Escolar, órgão máximo da faculdade, acabou por expulsar Ayres de Azevedo da docência.
Suspenso pela Ordem dos Médicos, desiludido e amargurado, José Ayres de Azevedo abandonou em definitivo a investigação e a medicina.
"Um cientista português no coração da Alemanha Nazi" será apresentada por João Lobo Antunes, autor do prefácio, na próxima quarta feira às 18h30, no Instituto Goethe, em Lisboa.
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
Lusa
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Sousa Mendes... em BD
De facto estamos a falar do homem com alguma frequência. Agora é uma exposição em banda desenhada. A notícia é retirada do site da Rádio Condestável... enquanto o cartaz é da mesma exposição que está de saída da Sertã...
CERNACHE DO BONJARDIM – Exposição de Banda Desenhada
A partir do dia 11 de Maio no Atelier Tullio Victorino
De 11 de Maio a 6 de Junho, o atelier Túllio Victorino recebe a exposição “Aristides de Sousa Mendes em BD”. Composta
de 23 painéis de banda desenhada, esta exposição, da autoria de José Ruy, um dos mais reputados especialistas em
BD, mostra a importância de Lisboa como abrigo e farol dos refugiados de toda a Europa em plena II Guerra Mundial.
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terça-feira, 4 de maio de 2010
A casa de Sousa Mendes
Neste país que trata mal a sua memória, as notícias são muitas vezes recorrentes. É mais uma vez o caso. Trata-se da Casa de Aristides de Sousa Mendes. Lembrava-me de ter lido algures que ia ser recuperada e parece - por uma pesquisa rápida - que isso foi anunciado em 2008. Afinal a passagem dos anos só serviu para arruinar ainda mais o que já não estava bem. Neste país temos o mau hábito de "endeusar ou esquecer". Aristides de Sousa Mendes não merece nem uma coisa, nem outra. Merece, no entanto, ser recordado pela atitude corajosa que teve. E se os portugueses o querem meter num panteão de "memoráveis" devem, ao menos, assumir as "despesas mínimas obrigatórias".
Fica a notícia do "Diário de Viseu" e a foto é do jornal "Público" de... 2008.
Especialista alertou para a necessidade "urgente" de restaurar a casa de Aristides de Sousa Mendes
O Agrupamento de Escolas de Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, comemorou ontem o 10.º aniversário e o Dia do Patrono - Aristides de Sousa Mendes. Algumas entidades aproveitaram a ocasião para chamar a atenção dos presentes para a necessidade "urgente" da recuperação da Casa do Passal.
Vítor Cóias e Silva, presidente do Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, sublinhou que é "urgente" o restauro da habitação do cônsul, pois acredita que "não aguenta outro Inverno", dado o estado avançado de degradação em que se encontra.
"É uma pena vermos a casa de um herói da terra e de um herói nacional naquele estado", lamentou Maria Emília Nave, professora do Agrupamento e uma das organizadoras das comemorações. Por isso, defende que se devia tentar investir na reconstrução da casa, porque "é um cartão de visita da terra e vai trazer muitos benefícios".
A professora lembrou que o projecto tem andado "muito empatado": "Se perdermos muito tempo corremos o risco de ficar sem nada". Assim, os intervenientes aproveitaram a presença das entidades estatais - governador civil de Viseu, Miguel Ginestal, presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Atílio Nunes, e o director adjunto da Direcção Regional de Educação do Centro, Rui Costa - para manifestar o desejo de ver as ruínas transformadas num espaço cultural.
José Cympron, coordenador informal das Actividades Culturais da Fundação Aristides de Sousa Mendes, também esteve presente e falou sobre os trabalhos que tem feito com grupos norte-americanos sobre a herança judaica em Portugal.
Na sessão da tarde foi ainda possível visualizar excertos do filme 'O Cônsul de Bordéus', uma obra do realizador Francisco Manso que fala sobre alguns aspectos da vida de Aristides de Sousa Mendes misturados com uma história ficcionada.
Neste projecto, estiveram envolvidos os netos do cônsul, que fizeram questão de marcar presença na homenagem de ontem. Os dois falaram sobre a vida do avô, as dificuldades que teve de enfrentar e os "valores básicos" de vida transmitidos pelo homem que salvou milhares de judeus dos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.
Para que os alunos interviessem neste data tão importante, realizaram-se concursos de literatura e de desenho subordinados ao tema 'Aristides de Sousa Mendes', cujos prémios foram entregues ontem à tarde.
A par desta celebração, estão a decorrer três exposições na Escola Básica Aristides de Sousa Mendes (do Agrupamento de Escolas): uma delas é constituída por cópias dos documentos arquivados do cônsul, a qual foi cedida pelo Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros; a segunda exposição intitula-se 'Aristides de Sousa Mendes BD' e está patente na biblioteca da escola (cortesia do Museu da Resistência da Câmara Municipal de Lisboa); e a última é constituída por trabalhos dos alunos da escola sobre o seu patrono.
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