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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Leituras de Verão 2011 (não-ficção em ingles II)

Fica um último livro de não-ficção em Inglês para este Verão. Não se trata de uma obra nova - a primeira edição é de 2001 -, mas a sua importância no género deve ser valorizada. Para amanhã ficam prometidas duas sugestões de ficção...


BLOODY BISCAY de Chris Goss  
History of V Gruppe/Kampfgeschwader 40

Edição da Crecy, com o ISBN: 9780947554873


Um importante retrato da sangrenta campanha área que se desenrolou sobre a Baía da Biscaia ao longo da guerra e um dos mais interessantes livros do género que tive oportunidade de ler.

Bloody Biscay tem ainda a particularidade de acompanhar as várias fases do conflito ao lado dos pilotos alemães que asseguravam o patrulhamento daquela zona. O trabalho do autor é, no entanto, muito detalhado e, em diversos momentos, também somos confrontados com os testemunhos dos aviadores aliados que estavam do outro lado do estreito de Dover.

Para os leitores portugueses há ainda a curiosidade de ler os testemunhos de alguns dos pilotos alemães que abateram o Voo 777, onde seguia o actor Leslie Howard depois de uma tournée por Portugal e Espanha.

O aparelho da BOAC foi atacado por uma patrulha da Luftwaffe depois de ter levantado de Lisboa no dia 1 de Junho de 1943. O assunto já mereceu bastante destaque neste blogue (clicar aqui).

O duros combates que se seguiram nos dias seguintes – com os alemães a interceptarem vários aviões britânicos que procuravam sobreviventes – também mereceram a atenção de Chris Goss.

Acompanhamos a formação, o auge e o declínio da esquadrilha alemã, num trabalho acompanhado de muitas fotografias inéditas e raras.

O livro apresenta ainda vários anexos com documentos e dados importantíssimos para perceber o impacto deste palco de operações.

Um documento revela a estrutura e organização do grupo de combate responsável pelo Atlântico e que incluía mais do que apenas a esquadrilha acompanhada em Bloody Biscay. Os Fw 200 Condor que surgiam na costa portuguesa com frequência também faziam parte desta organização.

Encontramos ainda um levantamento, muito exaustivo, de perdas de parte a parte. O autor faz uma relação entre os abates reclamados pelos diversos pilotos e as perdas registadas. Encontramos matrículas dos aparelhos, nomes e postos dos caçadores e das presas.

Carlos Guerreiro

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