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terça-feira, 12 de junho de 2012

Volfro!, O caso de Arouca em livro

Chama-se "Volfro!" e é mais um livro sobre a questão do Volfrâmio, agora da autoria de José Miguel Leal da Silva.

Trata-se de um trabalho de não-ficção, editado pela Associação de Defesa do Património Arouquense, que poderá contactar para adquirir um exemplar.

O livro foi lançado em Agosto de 2011 e a Agência Lusa fez uma pequeno apontamento de reportagem sobre o tema, que aqui reproduzo.







"Volfro!", de José Miguel Leal da Silva,  pode ser adquirido através da Associação de Defesa do Património Arouquense, que pode contactar em direccao@adpa.pt











 
Arouca: Livro “Volfro!” recorda décadas da febre mineira para explicar caso "peculiar" da exploração local de volfrâmio

José Miguel Leal da Silva lançou esta semana o livro “Volfro!”, no qual relaciona a generalidade da corrida aos minérios com a situação concreta do concelho de Arouca, entre 1910 e 1960.

Com uma tiragem de 1.500 exemplares editados pela Associação de Defesa do Património Arouquense, o livro “Volfro! - Esboço de uma teoria geral do ‘rush’ mineiro - O caso de Arouca” tem por base a investigação que o autor desenvolveu em 2009 para a sua tese de mestrado em Antropologia e Movimentos Sociais, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

 “O livro faz uma aproximação antropológica ao fenómeno da corrida aos minérios e depois aplica-a ao caso do volfrâmio de Arouca. Considera os migrantes e as suas origens, e procura verificar as relações entre a comunidade local e o fenómeno em si”, explica Leal da Silva, à Lusa.

Esse relacionamento revela-se em dados como os da afluência dos mineiros ao hospital, a sua taxa de mortalidade, as epidemias registadas no concelho e vários aspetos jurídicos, como os casos que deram entrada em tribunal e as licenças de porta aberta emitidas para exploração de tabernas e outros locais onde esses migrantes se alimentavam.

Para Leal da Silva, trata-se de “dar uma ideia do que se passou em Arouca” nas décadas do chamado “ouro negro”, quando a exploração do volfrâmio no concelho se verificava em circunstâncias “tão peculiares” que há quem diga que o livro com o mesmo nome escrito por Aquilino Ribeiro foi inspirado na situação dessa localidade.

“Não tendo sido dos maiores produtores de volfrâmio do país, Arouca reuniu em si características perfeitamente singulares. Tinha minas afetas aos ingleses, minas afetas aos alemães — dois adversários de guerra - e tinha também minas independentes e uma grande atividade informal, clandestina”, assume o autor do livro.

O elemento químico volfrâmio é também chamado tungsténio e tem como símbolo químico a letra W, em referência à origem alemã da denominação: Wolf (lobo) associado a Rahm (espuma), o que se baseava na ideia inicial de que, antes de ser considerado minério, o volfrâmio tinha a reputação de “devorar” o estanho, dado o seu elevado ponto de fusão.

Esse é, aliás, um dos aspetos pelos quais os especialistas atribuem ao volfrâmio “propriedades extraordinárias”: tem o mais alto ponto de fusão, a 3.410 graus centígrados, é o metal com a menor expansão térmica e tem uma densidade elevadíssima, de 19,3 gramas por centímetro cúbico (enquanto a do ferro, por exemplo, se fica por 7,86).

Combinado com o carbono, o volfrâmio constitui o carboneto de tungsténio (WC), que é uma das ligas metálicas mais duras que se conhece, pelo que, em tempos de guerra, tinha três grandes aplicações: era usado em aços duros para fazer ferramentas de corte, em pontas perfurantes para armamento e em aços para blindagens anti-perfurantes de tanques.

Atualmente, é utilizado sobretudo como filamento de lâmpadas e em ligas de perfuradoras para prospeção de petróleo e para a indústria mineira.

Lusa

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