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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

O Postalinho...
O rendez-vous


Postal de propaganda britânico com a versão portuguesa de um cartoon do ilustrador britânico David Low, publicado no jornal "Evening Standard" de 20 de Setembro de 1939, poucos dias após a junção das tropas alemãs e russas na Polónia e onde se mostra o hipotético encontro entre os dois ditadores - Hitler e Estaline - sobre o cadáver do país que tinham acabado de dividir entre si. 

Ambos mantêm uma pose amistosa e cortês, mas o cumprimento entre os representantes de dois extremos políticos que não se toleravam espelha talvez o que sentiam na verdade:

- A escória da Humanidade, creio eu? – cumprimenta Hitler.

- O sangrento assassino do proletariado, não é verdade? – responde Estaline…

Passam agora 80 anos...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O Postalinho...
Napoleão: Até aqui também cheguei, Adolfo

Postal de propaganda britânico, provavelmente de 1942, onde o fantasma de Napoleão surge ao lado de Hitler, dando a entender que as conquistas do líder alemão estão longe de serem execpcionais, até porque ele próprio havia chegado bastante longe quando invadiu a Rússia.

De facto o general francês conseguiu entrar em Moscovo, antes de ser obrigado a abandonar o país devido à inexistência de abastecimentos que assegurassem a sobrevivência do exército durante o Inverno. Hitler ficou a cerca de 50 quilómetros da capital da União Soviética.

Carlos Guerreiro 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O Postalinho...
Aquele safado do Chamberlain


O cartoon impresso neste postal de propaganda britânico foi originalmente publicado em 11 de Janeiro de 1940, no jornal "Evening Standart", num momento em que se vivia a chamada "Drôle de Guerre", ou guerra sentada, com a França e a Inglaterra esperavam pelo ataque alemão.

Durante este período a Finlândia, que se declarara neutral, estava sob ataque da União Soviética - aliada da Alemanha - e sabia-se que existiam importantes movimentações de tropas germânicas junto das fronteiras belga e holandesa, apesar de tanto um com outro se terem declarados no conflito que se desenrolava.

Curiosamente, no dia 10 de Janeiro, tinha-se despenhado um avião em território francês com dois oficiais alemães que transportavam planos de invasão da França, que incluíam a conquista da Bélgica, delineados pelo Estado Maior da Wehrmacht. O cartoon seria republicado em 1941 numa colectânea de David Low, um dos grandes nomes do desenho britânico.

Em 1940 Chamberlain era ainda primeiro-ministro do Reino Unido.

Na obra, chamada "A Europa em Guerra" o desenho vinha acompanhado de um texto legenda:

"Depois de a Finlândia, a posição dos pequenos neutros tinha-se tornado cada vez mais perigosa. Temiam a colaborar na segurança mútua para não comprometerem a sua própria neutralidade. A Bélgica, em particular, tinha, de forma rígida, evitado qualquer situação que pudessem causar problemas. No entanto chegavam inquietantes relatórios sobre a actividade alemã junto das fronteiras belga e holandesa. Hitler pensou que a sua neutralidade não era suficientemente pró-nazista . Como bons neutros eles deveriam lutar contra o bloqueio britânico . Ele suspeita de uma conspiração de Chamberlain ."

Carlos Guerreiro

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O Postalinho...
Monólogo de Hitler com Deus


Trata-se de um postal britânico de propaganda concebido pelo cartoonista David Low. A imagem original foi publicada no jornal “Evening Standard”, no dia 21 de Setembro de 1939, poucas semanas após o início da 2ª Guerra Mundial.

Costumo, nesta rubrica d’ “O Postalinho” acrescentar alguns comentários e realizar o enquadramento histórico, político ou geográfico dos diversos postais. Confesso que neste caso acho isso desnecessário. Há imagens que dizem tudo…

Carlos Guerreiro

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O Postalinho...
Hitler versus Deus


O "cartoon" original foi publicado poucos dias depois do início da Guerra no jornal britânico “Evening Standart” em 21 de Setembro de 1939.


Desconheço a data da edição em postal em Portugal…


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Veja outros "Postalinhos" AQUI.

Nota: "O Postalinho..." é uma secção onde quinzenalmente é apresentado um postal de propaganda relacionado com o período da 2ª Guerra Mundial. 

sábado, 1 de setembro de 2012

Ministério das propagandas
PACTO MOLOTOV / RIBENTROP EM POSTAIS


“- A escória da Humanidade, creio eu?” – Cumprimenta Hitler.

“- O sangrento assassino do proletariado, não é verdade? “ – responde Estaline…

A imagem representa um hipotético “Rendez-Vouz” entre os dois ditadores sobre uma Polónia arrasada.

Ambos mantêm uma pose cortês, mas as palavras não escondem o que terá passado pela cabeça dos dois líderes em 1939 quando dividiram, entre si, a Polónia.

A versão original deste cartoon de David Low foi publicado no jornal "Evening Standard", de 20 de Setembro de 1939, pouco depois da junção das tropas alemãs e russas na Polónia.

Para além de uma conquista territorial, os russos ficaram com um tampão que impedia o fascismo de se encostar às sua fronteiras e para os alemães um adiar do que anos antes Hitler tinha pronunciado no seu Mein Kampf – o aniquilar do Bolchevismo e a expansão para do espaço vital da Alemanha para Leste.

As tropas do 3º Reich já tinham ocupado e anexado a Áustria e a Checoslováquia, mas é a invasão da Polónia, no dia de 1 de Setembro de 1939, que lança verdadeiramente a Europa na Guerra Mundial.

Britânicos e Franceses tinham garantido aos polacos que defenderiam o país em caso de agressão. Hitler não acreditou numa reacção das outras potências europeias e avançou… e no dia 3 de Setembro eram oficialmente entregues as declarações de guerra britânica e francesa.


Mais duas criações de David Low que tiveram as suas versões originais publicadas no "Evening Standard". 

O de cima foi impresso a 2 de Outubro de 1939 e o de baixo em 25 de Janeiro de 1940. Ambos escarnecem das expectativas alemãs em relação ao fornecimento de meios e matérias primas da Rússia de que a economia germânica tinha necessidade imperiosa. 

Parte traseira desta série de postais (em baixo) com um erro de impressão. Surge "Postale" em vez de "Postal".



Se a invasão alemã foi uma surpresa parcial a divisão do país com a Rússia foi um choque.

O acordo Molotov/Ribentrop assinado meses antes, em Agosto, tinha sido anunciado como um acordo de comercial e de defesa mútuo mas encerrava também um cláusula secreta que iria permitir a divisão da Polónia.

A assinatura de um acordo entre dois regimes antagónicos em todos os sentidos tinha surpreendido o mundo. No final a Alemanha sedenta de matérias primas passava a ter um fornecedor de tudo o que precisava e a Rússia beneficiava de grandes conquistas territoriais.

Para além da Polónia, que invadiu a 17 de Setembro de 1939, os russos anexaram nos meses seguintes a Letónia, a Lituânia, a Bessarabia (hoje parte da Moldávia), a Bokovina (hoje parte da Ucrânia) e também uma parte da Finlândia. Tudo sob o olhar benevolente de Hitler.

Obviamente fascismo e comunismo são mais que apenas regimes políticos distintos. Eles são antagónicos.

Logo depois da invasão a máquina de propaganda inglesa não perde tempo e trata de caricaturar os acontecimentos e escarnecer dos protagonistas.

A utilização de postais com caricaturas – muitos com origem em jornais britânicos e reproduzidas como veículo de propaganda pelo governo – vai ser uma constante ao longo de todo o conflito.

Um postal era um objecto de fácil transporte e produção.

Vão ser utilizados tanto pelos aliados como pelo eixo com caricaturas, desenhos ou fotografias. Mostram aviões, tanques , diversos tipos de armas e engrandecem ou diminuem personalidades.

Estes três postais britânicos são alusivos ao acordo russo-alemão e ao momento em que Polónia é dividida.

As imagens são todas do mesmo autor, David Low (1891-1963), e fazem parte de uma série mais vasta onde se escarnece não só do acordo Russo-Germânico mas também de outros anúncios e atitudes alemãs.

No conjunto aqui apresentado, para além do hipotético rendez-vouz entre os dois ditadores, brinca-se também com a dependência alemã das matérias primas e da economia russa.

Carlos Guerreiro 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Uma guerra acaba, outra se adivinha

Nos princípios de 1939 o semanário “Século Ilustrado”, conhecido pelas suas capas com rostos femininos, destacou dois momentos da actualidade. A 28 de Janeiro Francisco Franco espreitava, às portas de Barcelona, o fim da guerra civil espanhola e uma semana depois, a 4 de Fevereiro, era Hitler que olhava o mundo do alto do seu púlpito.




Franco às portas de Barcelona. Capa do “Século Ilustrado” de 28 de Janeiro de 1939.




Hitler discursa no sexto aniversário da subida ao poder na Alemanha do Nacional Socialismo. Capa do “Século Ilustrado” de 4 de Fevereiro de 1939.









No primeiro número os “clichés do correspondente particular” da revista, Enrique Gartner, sobre a ofensiva de Barcelona começam por ocupar as páginas centrais da publicação.

Franco está no centro da acção, rodeado de fotografias dos seus principais generais, da cidade, da frente de combate e também de “provas” da presença e das atrocidades dos “vermelhos”.

Estamos em vésperas da vitória total dos nacionalistas comandados por Franco o que, segundo o “Século Ilustrado”, “corresponde a dizer que a Espanha está prestes a ver-se (…) senhora dos seus próprios destinos (…) sem influências alheias à sua própria vontade”.


As páginas centrais (em cima) dedicadas à batalha de Barcelona. Em baixo, algumas imagens e o texto dessa página.







Mas o destaque dado à guerra de Espanha não termina nas centrais. Oito páginas mais à frente mostram-se fotografias de “milhares de prisioneiros de todas as raças feitos no assalto a Barcelona”.

A notícia refere que “entre essa mocidade não se encontram apenas espanhóis batendo-se contra os próprios irmãos. Há gente de todas as raças, novos e velhos, que o chamado governo de Negrin contratara para cumprir as nefastas e terminantes ordens de Moscovo”.

Página com “clichés” sobre os prisioneiros estrangeiros feitos às portas de Barcelona: “estrangeiros que sem a ideia de Pátria se batiam numa pátria que não era deles”.

Não há qualquer referência ao facto da agressão ter sido conduzida inicialmente pelos nacionalistas que desencadearam a guerra contra um governo eleito democraticamente. A intervenção dos Soviéticos e das chamadas brigadas internacionais, que trouxeram gente de todos os continentes para combater ao lado dos republicanos, são posteriores ao ataque que partiu de Marrocos em Julho de 1936.

Uma semana depois o grande destaque é o discurso de Hitler durante a comemoração dos seis anos da subida ao poder do partido Nacional Socialista. Um grande destaque para uma notícia que ocupa… meia página.

Só a tensão da hora justifica a importância dada ao discurso onde, garante o “Século Ilustrado”, o “Fuhrer” falou “claro, com senso e com calma, como homem que sabe as responsabilidades que pesam sobre os seus ombros”.



Em poucas linhas e meia página o “Século Ilustrado” conta os pormenores sobre o discurso de Hitler.

Em poucas linhas e meia página o “Século Ilustrado” conta os pormenores sobre o discurso de Hitler.
Setenta anos depois da publicação um olhar para as últimas linhas da notícia deixa uma estranha sensação: “Aos que esperavam que o fuhrer soprasse o clarim anunciador das grandes batalhas – o discurso de Hitler causou, possivelmente, decepção. Mas agradou e bem dispôs a todos que crêem que na estabilidade da Paz está a melhor maneira de os povos se engrandecerem e dignificarem!”

Oito meses depois as tropas alemãs cruzavam a fronteira polaca e davam os primeiros disparos naquela que viria a ser chamada a II Guerra Mundial…

Carlos Guerreiro

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Talvez conspiração...

A II Guerra mundial e as suas personalidades sempre foram alvo das mais diversas teorias e conspirações. Confesso que esta não me convence muito e acho que estamos a entrar num campo "minado". Mas como toda a gente - jornais etc... - pegou, achei que este blogue deveria pelo menos ter uma referência à notícia... que atiro para a secção das conspirações...

Historiador diz que avô de Hitler poderá ter sido também pai do ditador
O avô do ditador nazi Adolf Hitler poderá ter sido também o seu pai, de acordo com o historiador alemão Gerhard Roth. A questão levantada pelo professor e historiador, em declarações ao jornal alemão 'Bild am Sonntag', como o próprio reconhece, é relativamente nova e deriva em grande parte do desconhecimento que ainda subsiste sobre o avô paterno do homem que desencadeou a Segunda Guerra Mundial.

"O seu avô biológico foi possivelmente também seu pai", disse ao 'Bild am Sonntag', o historiador Gerhard Roth.

"Sempre houve indícios de incesto na família de Hitler. Hitler teve uma relação traumática com as suas origens e sempre fez por a ocultar. Isso formou parte da sua psicose", considerou o historiador.

O biógrafo de Adolf Hitler, Ian Kershaw, diz que toda esta teoria é absurda e que não tem qualquer base histórica.

"Essa suposição é completamente nova e bastante grotesca. Não conheço uma sequer fonte que a sustente", assegurou Ian Kershaw ao mesmo jornal.

No entanto, o biógrafo do ditador adianta que "é conhecido que existe um mistério acerca do avô paterno de Hitler".

"As duas pessoas que o poderiam ter sido, Johann Georg Hiedler e Johann Nepomuk Hiedler, faleceram antes do nascimento de Hitler", explicou.

As muitas biografias escritas do ditador nazi coincidem pelo menos no pai de Hitler, apontando que este terá sido um funcionário de uma alfândega chamado Alois Hitler (1837-1903), que nasceu com o nome de Alois Schickelgruber.

terça-feira, 18 de maio de 2010

E se... ficções e conspirações

Nos últimos dias apareceram notícias relacionadas com a II Guerra Mundial vindas do mundo da ficção e da conspiração.

Comecemos pela última - a conspiração - que defende que Hitler sobreviveu à guerra... O livro saiu agora e foi escrito por um jornalista que, garante, ter tido acesso a testemunhos a e documentos que provam esta teoria. Fica a notícia da IOL...



Hitler pode ter conseguido fugir
Livro divulga documento que defende a tese segundo a qual o líder nazi não se suicidou, mas fugiu para a Argentina

O livro «O exílio de Hitler», do jornalista Abel Basti, divulgou um documento que defende a tese segundo a qual o líder nazi não se suicidou, mas antes terá conseguido fugir para Espanha e depois para a Argentina, refere a EFE.

O documento secreto alemão mostra que o nome do Führer consta da lista de passageiros evacuados num avião que viajou da Áustria para Barcelona, no dia 26 de Abril de 1945. Adolf Hitler pode ter-se escondido, então, em Espanha, durante vários dias, tendo depois viajado para a Argentina.

Recorde-se que, oficialmente, o líder nazi recusou fugir de Berlim a 30 de Abril de 1945 e suicidou-se, tal como a sua amante, Eva Braun. No entanto, os seus corpos nunca foram descobertos.

Para o jornalista argentino, esta versão é uma «farsa» que foi «fabricada» para ajudar Hitler, que era, na altura, considerado uma «peça-chave» para combater o comunismo depois da guerra.

«Não tenho dúvidas de que, quando a Segunda Guerra Mundial estava a acabar, Hitler fugiu da Alemanha debaixo de um escudo protector de sectores do poder ingleses e norte-americanos, os mesmos que o financiaram para que, de um humilde pintor, pudesse chegar a chanceler da Alemanha», disse Basti.

Segundo o jornalista, o «grande segredo» residiu na chegada de um duplo de Adolf Hitler ao local onde este se terá suicidado, no dia 22 de Abril de 1945. «Nesse dia, o verdadeiro Hitler voou para o aeroporto austríaco de Hörsching, com mais oito pessoas, entre elas Eva Braun», acrescentou.

O autor do livro garante que recolheu testemunhos que contam alguns episódios da estadia do chefe nazi em Espanha. Depois, um documento dos serviços secretos britânicos revela que uma caravana de «submarinos nazis partiu dias mais tarde de Espanha e, depois de uma escala técnica nas Canárias, continuou o ser périplo até ao Sul da Argentina», com o aval dos EUA.

«Num desses submarinos viajavam Hitler e Eva Braun», assegurou.


Ficou a notícia da conspiração. Segue-se a ficção. E se os nazis tivessem fugido para a lua e se preparassem agora para voltar à terra... ou melhor para invadir a terra. É este o argumento de um novo filme e... não é americano, nem é de Hollywod.

Fica a informação e o "trailer" que é interessante...


Nazis voam até à lua no filme finlandês «Iron Sky»

«Em 1945 os Nazis foram à Lua. Em 2018 eles vão voltar»: esta é a frase promocional do filme finlandês «Iron Sky», cuja espectacularidade do primeiro «teaser» está a dar mesmo muito que falar na internet.



No ano de 1945, os Nazis montaram uma base secreta na Lua antes do final da Segunda Guerra Mundial, onde se têm escondido a planear o seu regresso ao poder, planeado para 2018. Esta é a premissa de «Iron Sky», um filme finlandês que está a ser muito comentado na internet, inicialmente pela originalidade da sua ideia de base e agora pelas sofisticação das suas primeiras imagens, acabadas de divulgar.

O filme é uma produção independente finlandesa, com financiamento de fontes tão diversas como a Finnish Film Foundation ou a Walt Disney Finland. O realizador é Timo Vuorensola, que também é vocalista da banda de «black metal» Älymystö, e que aqui se estreia na realização de longas-metragens. O filme tem estreia prevista para 2011.


Como se vê a II Guerra mundial continua a dar que falar...

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Para ver outros filmes e vídeos clique AQUI.